quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Em que mundo vivemos?

Faço esta pergunta há tantos anos e a cada dia que passa ela fica mais latente na minha cabeça.

Vivemos no mundo da impunidade. Cada um faz o que bem entende e o mais forte vence. Entenda-se por forte aquele que tem mais poder, mais dinheiro, mais “q.i.”.

O assassino do garoto João Hélio foi solto. Uma ONG está dando-lhe proteção. A justiça também. Quem mantém a justiça injusta são as mesmas pessoas que não protegem milhares de famílias que tem seus entes assassinados. Sou solidária a família do pequeno João, assim como Glória Perez o é. A escritora que perdeu sua filha brutalmente assassinada em 1992, travou uma poderosa luta por anos. E mesmo assim, os algozes da sua filha receberam o indulto. É a “fichinha” que já comentei anteriormente faz todo mundo ter direito a matar uma vez na vida.

Há impunidade para a Cyrela. A construtora que vendeu por uma pequena fortuna, 248 apartamentos de 121 metros quadrados e entregou um prédio CAPENGA após seis meses do término do contrato de construção. A construtora que entregou apartamentos de péssima qualidade, construídos porcamente às pressas e que subestimou seus clientes. A construtora que ignora o que as 248 famílias têm passado. A construtora cujo proprietário se tornou um dos homens mais ricos do país nos últimos tempos. Às custas da construção. Ou de cidadãos descentes e descrentes como tantos que conheço hoje.

Vivemos em um país que paga para as pessoas não trabalharem. Que incentiva a mediocridade. Que não pune os culpados. Que protege políticos corruptos. Que cobra taxas absurdas de impostos, as mais altas do mundo. Que tem máquinas inchadas no governo. Que não oferece educação para seu povo, pois o saber constrói um homem questionador. Que não oferece saúde para o contribuinte, deixando milhares morrerem vagarosamente, convalescendo das suas doenças sem tratamento. Que usa do tal “jeitinho” para tudo.

Não podemos negar, porém, que vivemos no país do conhecimento. É o que há de mais latente no país: O CONHECIMENTO. Basta conhecer alguém, que conhece alguém, que conhece alguém. Depois, é só sair por aí, fazendo o que bem entende. Lei é para quem não tem conhecimento. Ponto final

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