sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Criança feliz, feliz a cantar...


No final de semana, conheci uma nova vizinha do condomínio. Ela e o marido são amigos dos meus vizinhos de porta. Super gente boa os dois. E ainda têm um filhinho da idade do meu caçula. Amarramos aquele bate-papo básico e descubro que a mãe da vizinha mora no mesmo prédio que passei a melhor parte da minha vida, dos 9 até 18 anos. Foi naquele prédio que fiz grandes amigos (uma delas é minha comadre), foi naquela rua que brinquei tudo que pude, foi naquela rua que fui feliz. Começamos a comentar de como era diferente a nossa infância. Parece coisa de gente velha um papo tão nostálgico, mas não é. Na nossa infância, comprava-se folha de seda e vareta para fazer pipa. E todo mundo brincava. Hoje, compram-se até rabiolas prontas. E onde se empina pipa, se todo lugar é perigoso? Quando éramos crianças, os meninos passavam meses lixando madeira, juntando moeda para comprar rolamento e fazer carrinho de rolemã. Criança de hoje em dia nem sabe o que é isto. E jogar taco atrás do prédio? Que delícia. O mais engraçado foi encontrar a tia Berê, uma das nossas vizinhas, passeando hoje no meu condomínio. Além de vizinha de porta da mãe da comadre, a tia Berê foi minha professora de Direito. Foi ela quem se lembrou de um episódio cômico: eu, ensinando a sobrinha dela que era pequena, a dançar balé; de repente, minha saia rasgou inteira ao abrir um “spacatto”, ou “espacati” como é mais conhecido. Mico para o resto da vida. Minha infância foi muito feliz. Os recursos materiais e financeiros eram escassos, mas a alegria era infinita. Ah, que saudades da minha infância.

2 comentários:

  1. Oi querida,

    Muito obrigada pelo recadinho...
    É, meu pai faz muita falta, mas a alegria das pessoas próximas, familiares, amigos, já ajuda bastante.
    Depois volto com calma

    beijão

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  2. Sem contar que 'polícia e ladrão' era a melhor brincadeira de todas no bairro. Bons tempos...

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