sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Se eu tivesse trazido a casa nas costas...


Durante anos e anos da minha vida, minha visão sobre mudança era algo bem simples: colocava-se tudo em caixas, as caixas no caminhão (quando era caminhão) e a mudança seguia para seu novo destino. Caminho inverso fazia-se na nova moradia: desfazer as caixas e guardar tudo no devido lugar. Liga-se a geladeira na tomada, o botijão de gás ao fogão; para a televisão funcionar, além da antena era preciso no máximo (e em alguns casos) um pedaço velho de esponja de aço.

Os anos passaram. A Granero, que para mim era figura apenas de propaganda televisiva (“Alô, é da Granero? Eu queria fazer uma mudança”), passou a fazer parte da minha vida. E mais, entraram também os conteiners e navios para substituir caixas e caminhões. Até que um dia... bem, até que um dia, descobrimos o que é uma mudança complexa.

Hoje, para ligar a geladeira, é preciso primeiramente comprar um adaptador, já que o plugue da geladeira é um e a tomada da casa é de outro tipo. Se o modelo for side-by-side, é necessário também um ponto de água atrás do aparelho. Para instalar o fogão, é preciso chamar: o marmoreiro, que corta a pedra da pia para que o fogão se encaixe; o azulejista, já que o marmoreiro quebra alguns azulejos e precisam ser repostos; a equipe da Congás, para fazer a instalação do gás e especificar como instalar o fogão de maneira correta. Depois vem o marceneiro, que fará a peça para acoplar o fogão de acordo com as especificações. E por último, para um simples fogão funcionar, vem a equipe da Brastemp, trocar os bicos de gás daquela máquina que cozinhará nossas refeições. Ah, os velhos tempos. A velha televisão que reunia a família inteira, deu lugar a vários aparelhos, um para cada cômodo da casa. E quando a casa tem muitos cômodos, há muitos aparelhos para serem ligados. Mas não basta ligar na tomada. Além do lance do adaptador, tem o problema da conexão. A velha antena com a esponja de aço já não trazem a imagem. E se a casa não contar com antena externa, o jeito é contratar o serviço de televisão a cabo. Correto? Não. Errado. No nosso caso, o condomínio não tinha disponibilidade do serviço. Foi preciso esperar CINQUENTA E TRÊS DIAS para que chegasse o instalador. Que finalmente chegou hoje. E que após SETE HORAS DE TRABALHO, trouxe de novo ao nosso lar-doce-lar informação, notícia, filme, desenho, música. Trouxe vida nova ao Solar.

7 comentários:

  1. As coisas realmente estão mais complicadas (ou as pessoas). Feliz é seu irmão, que aluga uma casa (ou barco) com tudo dentro e ao mudar-se nada precisa levar ou se preocupar...

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  2. Putz Véio Zuza, dá até uma inveja cruel mesmo, não é invejinha boa... imagina só, mudar com uma mochila e de ônibus... só a gente sabe o q passa... mas acho que eu parei e melhor vc e a Daiana pararem tb... bejus!

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  3. é só mudar pra minha ilha, gente! fácil, simples e indolor... (no entanto, é frio)

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  4. é só mudar pra minha ilha, gente! fácil, simples e indolor... (no entanto, é frio)

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  5. é só mudar para a minha ilha, gente. fácil, simples e indolor (no entanto, é frio)

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  6. MV, o que é o frio, para quem mora no apartamento da Cyrela? Melhor viver em um iglu, do que neste inferno do alagÁpice...

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  7. como vai a galera?!simpatizei excessivamente o vosso fórum!
    Deem uma olhada tambemno meu sitio online em http://www.liz.pokersemdeposito.com/
    , sobre poker online gratuito!
    Adeus

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