quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O dia em que quase fui tia de novo


Se há algo que muitas pessoas que eu conheço (e muitas que também não conheço) torcem, este algo é o nascimento do meu japa sobrinho ou da minha japa sobrinha (ou, quem sabe, a bênção de um casalzinho de gêmeos em uma tacada só). Estou eu em casa na companhia da minha amiga Jaque, de uma vizinha, da minha irmã e toca o telefone. Era meu irmão. Ligando da Irlanda. Saquei na hora que ele queria algo de mim. Não que ele me ligue apenas quando quer algo, mas o tom de voz dele já dizia tudo. Primeiramente ele negou. Perguntou da casa nova, dos sobrinhos, do cunhado, dos vizinhos, da faculdade, da pós, das chuvas em SP, das chuvas no RJ, falou da chuva em Dublin, da neve, do chip do celular que estava ruim. Já não me restava dúvidas, quando tentei desligar e ele veio com um “então, deixa eu te falar uma coisa”. Gritei toda feliz, “vou ser tia, a japa está grávida”. Não era bem isso. Na verdade, era exatamente o contrário. Eles queriam falar da não gravidez da japa. Simultaneamente a minha conversa, meu filho gritava, “oba, o tio Kid vai ter neném”, minha irmã ligava para minha mãe, que ligava para a japa sogra (que de japa não tem nada, já que ela é portuga) e tive que cessar a alegria brasileira com um “oh oh, pessoal, alarme falso, nada de japas babies por enquanto”. E todos viverão na espera até o dia em que a maldita pílula falhe, a camisinha estoure e recebamos a feliz e esperada notícia do sonhado bebê.

2 comentários:

  1. Aqui é tudo à moda antiga. Primeiro, o casamento. Depois, muito depois, começaremos a discutir o resto. Minha mulher é mulher de respeito! Humpf!!

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