quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Chique é colocar a mão na massa


Minha amiga é legal. Mas... Quando se tem um “mas”, já virou situação adversa e a amiga já deixou de ser legal. Ela se enquadra em um padrão muito comum, o de gente que acha chique dizer que tem babá. Não sou contra este tipo de ajudante doméstica, muito pelo contrário. Minha filha teve babá em tempo integral, inclusive aos finais de semana, até os dois anos e meio de vida. E por quê? Porque euzinha aqui trabalhava feito uma condenada, praticamente todos os dias da semana. Viajava para vários lugares, fazia faculdade de Direito e era sozinha para sustentá-la. Meu filho nunca teve babá. E olha que não foi por falta de necessidade ou de dinheiro. Não tive babá simplesmente porque deixei de trabalhar e decidi ser mãe. Babá é, na minha opinião, um acessório de luxo para mulheres que querem desfrutar do status de ser mãe sem arcar com o ônus de ser mãe. É bastante prático ter filhinho bonitinho e cheiroso para mostrar para a visita. É maravilhoso não ter de dar comida na boca, limpar a sujeira do bebê, não participar EFETIVAMENTE da vida do filho e, para tanto, pagar um quinhão para que alguém o faça. E o lado efetivo da criança? E o lado emocional? Criança deve ter babá, claro que sim. Desde que a mãe trabalhe DE VERDADE, não apenas fazendo biquinhos cá ou lá. Senão, não é mãe de verdade, é barriga de aluguel.

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