sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Como Bandeira

Já manifestei minha vontade de ir embora pra Pasárgada. Contudo, voltemos à realidade...

Minha filha de onze anos chega em casa, após uma manhã escolar com prova de matemática, e diz que foi mal na avaliação. Mas a classe inteira foi. Pergunta: e daí? Por um acaso eu sou mãe da sala inteira? Não. Sou mãe apenas da Isabela e só o conhecimento e a educação dela me interessa dentro daquele grupo. Egoísticamente falando, DANEM-SE os restantes.

E o que minha filha tem a ver com Pasárgada? Explico: acordo e antes de até mesmo abrir direito o olho, ligo meu iPod ou meu iPad, o que tiver com a bateria mais cheia. Uma passadela de olho no Facebook e no Twitter, para ver o que aconteceu enquanto eu dormia. Baixo a Folha de São Paulo no iPad e "echo otro vistaso", agora mais profundo.

Vejo coisa que cansativamente se repete em todo e qualquer noticiário; do lado nacional, tarifas que sobem, a inspeção veicular para carros (inclusive zero), agora obrigatória, sobe a tarifa, Sampa com a tarifa de ônibus mais cara do país, salário mínimo aumentando (e foda-se a classe média sempre massacrada); na ala internacional, Cuba sacaneando o seu sofrido povo, Irã, Palestina e Israel brigando por território, Bolívia com seu comunismo se exacerbando cada vez mais, a China que discretamente inibe o uso da internet a cada dia. E daí? Por que preciso me nivelar por baixo?

Quero morar em um lugar que tenha ido bem na prova. Quero viver em paz, sem ter que me preocupar diariamente com o que os governantes roubarão no dia de hoje. Não quero ser medíocre como pessoas que fogem do Brasil porque aqui é um lixo, e levam suas vidas lá fora dizendo que aqui é o melhor país do mundo. Então volta e para de ladainha. 

Este país é vergonhoso, basta ver a falta de critério que existe nas nomeações de cargos de confiança do governo, basta ver a roubalheira que existe tão explícita, basta ver a falta de educação que existe no país (com a ambiguidade que a expressão traz), basta ver que aqui, uns trabalham feito burro de carga pagando as mais altas taxas de impostos do mundo, para outros viverem na vida boa.

Não quero saber dos "alunos" ruins. Quero ir embora pra Pasárgada. Pois como registrou o velho Bandeira, lá sou amiga do Rei!

Feliz 2011!


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Quando criatividade é tudo

As pessoas queridas costumam trocar lembrancinhas no Natal. E como sou muito querida, ganhei da minha amiga vizinha uma lembrança super hiper mega blaster criativa, vejam a foto:

Em uma linda caneca com temas natalinos, vem deliciosos itens para um café. E detalhe: como não tomo café, minha caneca veio com sachê de chocolate e leite. Delicioso. Amei a idéia!

Para estrear a caneca, aproveitei a sugestão de outra amiga, que me mandou uma receitinha de café com a Dolce Gusto. Joguei minha criatividade, já que descobri que não preciso me limitar a um dos oito sabores diferentes de bebida que as cápsulas para a máquina oferecem. Fiz um "chococcino", adicionei um cálice de Baileys sabor café (eu ainda não vi Baileys com sabor aqui no Brasil, mas no Dutty Free tem de café, de caramelo e de menta com chocolate, todos maravilhosos) e uma colher de sobremesa de Nutella. Preciso contar o sabor?

Também passei por aqui para contrariar uma amiga blogueira, a Glenda, que vive lá em Sevilla e se mostrou um pouco desanimada ontem, achando que ninguém além dela posta algo novo nesta época do ano. Eu e a Karine postamos!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Balanço de 2010 (ou como alguns preferem chamar: Retrospectiva)

2009 terminou de modo tenso. Apesar de termos passado os últimos dias do ano em um hotel fazenda e termos relaxado nossas cabeças, voltamos à nossa realidade: um apartamento em obras, que era dos sonhos e virou dos pesadelos, criancinhas doentes, Pandinha doente (tive minha terceira pneumonia em um ano), e estávamos só em janeiro.

Fevereiro não mudou nada, apenas somaram-se novos problemas. A escola das criancinhas estava uma bomba, cheia de problemas, meu condomínio alagava com cada chuva, estávamos largados e abandonados.

Em março o Peteleco já estava na terceira inserção de antibiótico DO ANO, e desta vez tinha que ser injetável. Uma luta para conseguir quem aplique injeção em crianças, mas Deus é pai. Esperávamos ansiosos pela chegada do PLR, que atrasou. Mais uma vez fiquei sem empregada e em um único mês, passaram umas 10 em casa para experiência, que não durava mais que meio dia.

Finalmente abril começou com uma notícia boa: a empregada nova, que está até hoje comigo, começou no dia primeiro. Parecia mentira. O Toruboi foi para Chicago, para Hong Kong, Pequim, Macau e voltou já no mês de maio, cheio de presentes para a família toda: videogames, Nintendo DSI para as criancinhas, óculos, câmera fotográfica nova para a Pandinha. Com a entrada do PLR, conseguimos quitar os dois carros e foi uma alegria ter tantos boletos bancários a menos para pagar mensalmente. Neste mês, surgiu o primeiro contato com o condomínio Allore Vila Romana, que passava pelos mesmos problemas de contas super faturadas e falta de administração.

36 anos. Foi a idade que completei em junho. Comemorei em grande estilo, com pessoas queridas e amadas fazendo companhia para mim ao longo do dia e início da noite, com muitos comes e boas conversas. Meu presente? Um cruzeiro de Natal, já que meu sonho era viajar em um navio. A tristeza foi deixar minha segunda escola no mesmo ano, por conta do excesso de trabalho que tinha no condomínio, já que uma delas já tinha deixado em abril. Tranquei minha pós. Chorei, mas havia prioridades, e a prioridade era LIMPAR o lugar que eu moro.

Em julho tive a felicidade de visitar novamente meu país de coração e voltei do Chile renovada, pronta para ganhar a batalha que travávamos. Neste mês, tivemos reuniões quase que diárias (enquanto eu não viajava), unimos um grande grupo de advogados e estávamos decididos de uma vez por todas tirar a Cyrela e a Mondex da administração furada que "faziam" em nosso condomínio. Foi em julho que nos juntamos em prol de um objetivo em comum, e os condomínios Allore Vila Romana, Ápice Santana, Humanari, Central Park Moóca e Reserva Jardim se uniram com todas as forças de seus membros.

No dia 12 de agosto, vitória. O movimento FORA CYRELA resultou em nossa vitória, e finalmente, o condomínio Ápice Santana começou a ter vida própria. Síndico novo eleito, trocamos imediatamente todos os prestadores de serviços colocados aqui pela Cyrela, que cobravam valores impraticáveis no mercado, por serviços porcos. Exterminamos os ratos (os bichos mesmo, não é metáfora), contratamos uma nova administradora para o condomínio e passamos o mês de setembro colocando a casa em ordem. Foi em setembro também que decidi fazer o aniversário das criancinhas Hummel, e o tema escolhido para este ano foi o Bob Esponja. Em setembro, recebemos o condomínio Viva no nosso grupo, que já somava algumas vitórias.

Quando outubro chegou, tivemos nosso condomínio invadido por bons prestadores de serviço, reduzimos os custos absurdamente, e passamos a ter paz, alegria e união por aqui. Acredito que tenha sido o mês mais agitado com festas, almoços, jantares, confraternizações.

Novembro não aconteceu. Não passou. Literalmente voou. Foi um mês muito importante para nós, pois finalmente conseguimos escriturar nosso apartamento, e o ciclo Cyrela nas nossas vidas acabou definitivamente. O último vazamento do ano começou a ser consertado no Solar dos Hummel, os armários estragados foram trocados, decoramos a casa para o Natal para aguardar dezembro.

E como não poderia deixar de ser, dezembro foi um mês vitorioso. Primeiramente, comemorei a saúde das criancinhas Hummel, que finalmente saíram daquele ciclo mensal de uso de antibióticos. De um ano que começou difícil, galgamos conquistas mês a mês, e comemoramos este último com diversos almoços, jantares, churrascos, festas, encontros e coroamos o fim de ano com a realização do meu sonho. Passamos o antes, o durante e o depois das festas natalinas em um cruzeiro marítimo pela costa brasileira, saindo de Santos, com destino à Santa Catarina, outra pelo Rio de Janeiro e volta ao nosso lar doce lar. Dos condomínios que lutaram pela liberdade contra a Cyrela, falta a carta de alforria apenas para nossos amigos do Central Park Moóca. E que venha 2011!

Saldo do ano: POSITIVO
Aprendizados: MUITOS
Desejos para 2011: SAÚDE, PAZ E AMOR NO CORAÇÃO

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Desligando....

Amigos, inimigos, parentes, familiares, colegas, conhecidos, desconhecidos, intrusos, bisbilhoteiros, curiosos, leitores, enfim, POVO QUE PASSA POR AQUI: Tô indo embora, volto pra deixar minha retrospectiva de 2010 antes do dia 31, depois, só ano que vem!

Valeu por todos os amigos feitos através da blogsfera em 2010. Valeu por todas as críticas não publicadas. Sei que no fundo, tem gente que passa por aqui só pra criticar, só pra falar mal, mas para estas pessoas eu desejo: O TRIPLO DE TUDO QUE ME DESEJARM!

Estou indo realizar meu sonho: vou viajar de navio. Prometo tirar muitas fotos e publicar algumas na volta!

Bom Natal para todos!

Pandinha e sua família de mamíferos Pandas: Toruboi, Peteleco e Bibizoca

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Check list

ITENS PARA TODA A FAMÍLIA:

1. Camisetas regatas
2. Shorts e bermudas
3. Protetor solar para corpo, outro para rosto, outro para lábios, todos os fatores mais altos que existem
4. Remédios para dor de cabeça, dor de barriga, dor nas costas, dor nas picadas de insetos, alergias, para dormir, etc.
5. Óculos de sol
6. Calçados para: praia, piscina, restaurante, noite de Natal
7. Maiôs, biquínis, cuecas, calcinhas, sutiãs para todos os tipos de decotes
8. Vestidos (para as meninas)
9. Camisas (para os meninos, para a noite "chique" de Natal)
10. Bonés e sombreiros
11. Calças (sim, elas podem ser necessárias em algum momento)
12. Vouchers (importantíssimo)
13. Todo o arsenal de higiêne pessoal: escovas de dentes, pastas, shampoos, condicionadores, hidratantes, COTONETES (não vivemos sem eles), pentes, escovas, "fedorantes", talco para pés e afins
14. Perfumes (somos uma família cheirosa)

SÓ PARA MIM:

1. Netbook
2. iPod
3. Internet 3G (para usar quando o navio estiver em terra e ver o que está rolando no Facebook, no Twitter, na blogsfera, nos emails)
4. Carregadores das minhas parafernálias eletrônicas
5. Palavras cruzadas
6. Secador de cabelo
7. Prancha para que o cabelo fique PARA BAIXO
8. Canetas (não consigo viajar sem canetas)
9. Sandália de salto para a noite de Natal
10. Alicate de cutícula (não consigo viver sem ele por um dia sequer)
11. Esmalte para remendar a unha caso ela escame antes da festa de Natal (e uma lixa básica de unha)
12. Cartão de crédito (mesmo que o marido insista em dizer que NÃO VAMOS COMPRAR NADA NO NAVIO) (não entendo bem o significado da palavra NADA)
13. Estojo com maquiagens, com várias opções de sombras, rímel, batom, blush, pó, base, lápis de olhos, apontador (a ponta do lápis SEMPRE quebra), contorno de lábios, pinça de sobrancelha, etc e tal
14. Máscara de dormir (salvo que eu queira ficar acordada por cinco dias, já que tenho certeza que não há máscaras de dormir para vender na boutique do navio)

SÓ PARA O PETELECO:

1. Bóias para piscina
2. Nintendo DSI
3. Brinquedos que caibam na mala e façam o moleque não encher tanto o saco
4. E falando em saco, o presente para colocar no saco do Papai Noel
5. Pilha para o presente do saco do Noel
6. Léozinho (o boneco de estimação que ele não dorme sem de maneira alguma)

SÓ PARA A BIBIZOCA:

1. Celular e seu carregador
2. Nintendo DSI

SÓ PARA O TORUBOI:

1. Bom humor
2. Carteira aberta sem restrição

Conforme for lembrando das coisas, vou editando minha lista, para conferir antes de sair de casa!

Indicação de um blog especial

Poucos foram os blogs que já indiquei aqui. Mas hoje, lendo uma das "orelhas" do blog da Bel, não tive como não fazer a indicação. Por um motivo especial: quando ela escreve "EU", ela poderia estar escrevendo "URSULA". Identificação total. A Bel comentou a primeira vez aqui no Blog da Pandinha quando escrevi algo sobre números de telefones e meu irmão disse que ela era super gente boa. Passo no blog dela, dou uma espiadinha, mas hoje resolvi ler a fundo e descobrir mais sobre ela. ADOREI. Quer ler? Ela deixa...

O Natal no Solar dos Hummel

Em casa, não alimentamos nas crianças a troca de presentes em dia de Natal. O Papai Noel traz um presente para o Peteleco (que ainda acredita no bom velhinho) e um para a Bibizoca. Sou muito contra aquela história de todos os avós, tios, pais, padrinhos, terem a obrigação de dar presente para as crianças e alimentar o consumismo infantil.

Já tem alguns anos que optamos por passarmos o Natal apenas com a nossa família: Toruboi, Ursa Panda, Bibizoca e Peteleco. Neste ano, optamos por um cruzeiro, desses rapidinhos que vão até Santa Catarina, passam pelo Rio de Janeiro na volta e desembarcam em Santos. Compramos o pacote em junho e estamos ansiosos pela nossa estréia nos mares.

Cada criancinha Hummel tem direito a escolher um presente. Bibizoca neste ano deixou para última hora, e o Papai Noel não conseguiu fabricar seu presente. Assim, mamãe Panda comprou uma coisa que ela queria há muito tempo: um teclado semi-profissional. Peteleco pediu um relógio Ominitrix Deluxe do Ben 10, e o Papai Noel já deixou embrulhadinho o presente, já que ele foi um bom menino o ano todo. Toruboi pediu um carro novo, e este desejo quem atendeu foi o Papai do Céu, em retribuição à honestidade, ao bom caráter, e aos esforços pela jornada diária de, PELO MENOS, doze horas de trabalho. Já a Pandinha aqui pediu um iPad 3G, e teve seu desejo prontamente atendido assim que a Fast Shop aprovou a compra online, via cartão de crédito, exatamente meia-noite e cinco minutos do dia de lançamento desta delícia. 

Só o Peteleco que ainda não abriu seu presente, pois o Papai Noel só vai entregar na noite de Natal, lá onde estaremos, no reino de Tão Tão Distante!

Desejo que todos tenham em mente que o Natal é muito mais que uma data de consumo. É um momento de reflexão para todos, é um momento para que possamos rever nossos valores. É a hora de ajudar ao próximo e saber que o mundo existe muito além dos nossos umbigos.

FELIZ NATAL!!!!!

Toruboi

Peteleco

Panda

Bibizoca

domingo, 19 de dezembro de 2010

O encanto de um bebê

Prometi que não faria mais vários posts no mesmo dia. Só que não dá para deixar para amanhã o que tenho pra dizer hoje e agora. Este pequeno desabafo é atemporal, mas o sentimento que tenho dentro de mim é pontual, é agora.

Voltei neste momento da casa da minha vizinha. Fui levar uma lembrancinha de Natal para o pequeno Samuca. Ele está lindo, delicioso, gordo, e aos nove meses já come esfiha, chocolate (dado escondido pela madrinha) e eu voltei apaixonada.

Cheguei em casa e li um post da Than, fazendo um lindo desabafo sobre sua gravidez, e com a tão sonhada princesa em seus braços, documentada através de uma foto sublime e cheia de ternura.

Resolvo então dar uma espiadinha no blog da Isa e ver a evolução da Nina. Ela está cada dia mais fofa, mais rechonchuda, mais boneca cabeluda, uma fofa!

Salvo por um acaso (MUITO ACASO) da natureza, eu  não terei mais filhos. Assim, preciso curtir todos os bebês que estão em minha volta, principalmente estes tão pequeninos, recém-nascidos, que são cheirosos, que em meus braços me levam a uma viagem infinita de alegria, de gratidão por ter tido meus dois filhos, de poder ser chamada de mamãe.

Um brinde aos bebês e à dádiva da maternidade! Que Papai do Céu abençõe tantos anjinhos com um futuro de amor, saúde e prosperidade!

Panetone da Pandinha

Ingredientes: um chocotone daqueles com Maxi chocolate (de meio quilo), um vidro de cerejas ao maraschino, duas caixas de creme de leite, uma lata de leite condensado, uma medida do vidro de cereja de vinho do Porto e outra mesma medida de leite, chocolate em pó (aquele do Padre) e margarina.

Preparo: misturei na panela os ingredientes do brigadeiro (leite condensado, chocolate e margarina) até dar ponto de brigadeiro. No doce ainda quente, acrescentei as duas caixas de creme de leite. Fatiei o chocotone em três partes HORIZONTAIS. Misturei a calda da cereja com o leite e o vinho do Porto e dividi o resultado em três partes. Coloquei o fundo do chocotone em uma forma funda de vidro, reguei com um terço da mistura líquida e joguei uma parte do creme de chocolate e metade das cerejas; coloquei o meio do panetone e sobre ele mais um terço da mistura líquida, outra quantidade do creme de chocolate e o restante das cerejas. Reguei a "tampa" do chocotone e coloquei por cima de tudo, cobrindo com todo o creme restante (que é bastante), de modo que ele escorresse por todo o doce.

Não é por nada não, e sem modéstia alguma, mas o doce fez um sucesso tremendo e já está encomendado para a nossa ceia de Reveillón!

Confraternização, aniversário e a cerveja de chocolate

esta é a tal cerveja
Semana passada, a Veja São Paulo trouxe em sua edição o anúncio da venda de uma cerveja de chocolate. Um dia antes de a edição chegar nas bancas, marido Toruboi comentou comigo que viu a cerveja na loja 1 do Pão de Açúcar a cerveja, e que voltaria para comprá-la para mim. Fato é que a cerveja foi um sucesso de venda, pois esgotou-se rapidamente todo o estoque nas lojas do Grupo. Eu, lombriguenta que sou, passei a semana alimentando o desejo de tomar a tal bebida.

(PARÊNTESES: lembrando que não bebo, não gosto de cerveja, salvo se despejar uma boa dose de groselha na mistura)

Pois bem, como eu sempre digo que quem tem vizinho (e mãe) tem tudo  na vida, chega meu vizinho na sexta-feira a noite com algumas guloseimas para a família: o melhor brownie de Sampa, o melhor panetone trufado do mundo e UMA GARRAFA da tal cerveja. 

Ontem tivemos uma confraternização aqui em casa a noite. Na verdade, o meu vizinho faz aniversário hoje, e queria comemorar na casa dele. Pela facilidade com as crianças, pedi que a festa fosse feita na Mansão dos Hummel, e assim aconteceu.

Além do meu vizinho, temos outra vizinha que aniversaria no dia 25 de dezembro. Assim, fizemos uma dupla comemoração.

Eu preparei uma delícia dos deuses. Aliás, preparei duas. A primeira foi um Panetone da Pandinha. E a segunda foi um Doce de Cereja da Pandinha (coloco a receita logo após este post). A expectativa, porém, não era em relação aos meus doces, e sim, à cerveja.

FATO 1: meu vizinho trouxe (conforme destacado anteriormente) UMA ÚNICA GARRAFA DA CERVEJA. E éramos em seis pessoas. 

FATO  2: a garrafa da cerveja, de 500ml, custa a bagatela de 30 dinheiros. 

FATO 3: e se ele comprasse mais garrafas e a danada fosse ruim?

a hora da divisão
Foi chegada a hora de os três casais reunirem-se ao redor da mesa, cada um com o seu copo (que não era de licor) para receber seu 1/6 da garrafa. Claro que para me sacanear, ao invés de ganhar os meus devidos 83ml, devo ter sido contemplada com apenas 3ml. O suficiente para dar vontade de vomitar.

Fomos unânimes: a cerveja é horrível. Mas vejam bem: não estamos falando da Pandinha, que não tem o hábito de beber e acharia qualquer cerveja ruim (pois juro, achei que tomaria algo como um Toddynho alcoólico). Os cachaceiros de plantão (entenda-se os três maridos e a aniversariante de 25 de dezembro) também detestaram a milionária cerveja.

Conclui-se, então, que faz bem "testar" algumas coisas, antes de estocar.

Sobre a festa: demos boas risadas, principalmente porque o "Fancesley", um dos meus vizinhos, havia me pregado um tremendo trote na noite anterior e foi o assunto da festa. Comemos muitos queijos, frios, petiscos, patês deliciosos, vinhos para uns, refri para outras, e coroamos a noite cantando parabéns e nos deliciando com as sobremesas! E todos viveram felizes para sempre!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Esmaltes

Não que este blog esteja virando espaço para merchandising. Mas coisas boas precisam ser divulgadas. Ok, acho que está virando espaço publicitário. Só que é gratuito!

Sempre fui adepta dos esmaltes escuros. Vermelho, marrom e preto são minhas cores favoritas. Jamais consegui imaginar minhas patinhas pintadas com cor-de-rosa ou qualquer outra cor mais fraca. Para os pés, renda foi a cor que me acompanhou por anos e anos.

Até que um dia...bom, um dia tudo muda e há uns três meses, passei esmaltes coloridos nos pés pela primeira vez. Gostei, e aderi. Também resolvi ousar e experimentar as cores do verão. Após usar a cor Sereia (Impala), acreditei que seria capaz até de usar o rosinha. E gostei.

Gosto de ter meus próprios esmaltes. Levo-os ao salão e trago de volta. Assim, se a unha der uma lascadinha na pintura logo no primeiro dia, sou capaz de fazer um remendo e ninguém percebe. 

Na última semana, quando fui ao shopping fazer as unhas, passei antes nas Americanas para comprar um esmaltezinho básico. Já tinha visto nos salões e nas propagandas os esmaltes da Colorama "única camada", com promessa de secagem rápida. Não acreditei muito, mas resolvi tentar. E não é que o esmalte é mágico?

Quando a manicure terminou de pintar a décima unha, as cinco primeiras já estavam secas. Sem quaisquer sinais de mancha. A cor que usei é a Sex Nude. Parece uma cor meio cocô, mas nas mãos ficou MARA! 

Ficadica!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A Dolce Gusto

Café é algo que nunca fez parte da minha vida. Quando era criança, lá em Barbacena...minha avó fazia café todos os dias, e eu sempre ganhava um copinho com um pouco. Abria a geladeira, pegava a margarina e colocava uma colherzinha de margarina dentro do meu café. Adorava ver aquela gordura branquinha se espalhando e misturando-se ao preto do café. Deliciava-me com a gostosura, mas confesso que hoje jamais teria coragem de fazer a mesma coisa.

Sempre fui muito avessa a café. É algo que não me apetece. E quem não toma café, costuma não ter café em casa. Assim, passei a minha primeira grande vergonha de casada. Trabalhava na Associação Brasileira de Engenharia Química. No dia do meu casamento, um dos diretores da ABEQ teve um acidente na ponte Cruzeiro do Sul, e não conseguiu chegar à cerimônia. Na mesma semana, fez questão de me visitar na casa nova com seu casal de filhos gêmeos. A esposa, médica, não pode comparecer à visita. Quando eles chegaram, ofereci biscoitos, sorvete, guloseimas diversas para as crianças. E para ele, em pleno verão, ofereci cerveja, suco, refrigerante, água gelada e NADA. Na hora da despedida, ele me convida para retribuir a vista em sua mansão casa, para tomar um cafézinho. Bingo. Ele não aceitou nada porque queria CAFÉ.

Nem assim aprendi a fazer café. Confesso que tentei várias receitas. Virtuais, claro. Nada saiu do computador.

Não sei se já contei alguma vez aqui no blog que tenho obsessão pela cor vermelha. Assim, quando lançou a Dolce Gusto, decidi que era chegada a hora de ter minha cafeteira. Toruboi sempre argumentou: nós não tomamos café e ela custa caro. Mas aquele objeto vermelho com cara de Mickey Mouse continuou me fascinando, até que motivada pelas amigas que tem comprado as suas, comprei uma para a Mansão dos Hummel.

Gente, como é que alguém pode passar tanto tempo na vida sem tomar café? Não sei o que farei com a insônia de agora em diante, mas é fato que a máquina é maravilhosa e produz manjar dos deuses.

Claro que para uma boa lesada como eu, tive que apanhar um pouco. Fui ao Pão de Açúcar fazer um estoque de cápsulas para a cafeteira. E descobri que para se fazer capuccino ou chocottino, é preciso usar uma cápsula de leite e outra do sabor escolhido. Assim, comprei um estoque de cápsulas de leite, sem saber que as caixinhas já vem com as duas. Bom, por falta de cálcio ninguém morrerá por aqui.

O mais legal da Dolce Gusto é que ela se torna uma fábrica de entretenimento na casa das pessoas. Quem não tem, encanta-se e sai de casa decidido a investir na sua. Quem tem, já conhece e aproveita para tomar um carésimo delicioso cafézinho gratuito, e garante um bom papo acompanhado de deliciosas gargalhadas.

Dolce Gusto: eu indico!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Trocando Vigilantes do Peso por outro grupo de apoio

Quem já ouviu falar que alguém larga um vício e começa com outro? Acho que é verdade...

Sou viciada em comer. Adoro comer. Como quando estou feliz, como quando estou triste, como até dormindo, pois meus sonhos sempre tem comida. Se é reflexo de fome em outras vidas, aí só Chico Xavier pra me dizer. Fato é: AMO COMER.

Então que a criatura aqui já completou 36 anos de vida e não gosta de bebida alcoólica. Quando muito um cálice de licor, uma batidinha daquelas de leite condensado que servem em entrada de buffet infantil e só.

Até que um dia...

Este dia foi sábado. Fui com o Toruboi ao supermercado e comprei duas latinhas de chop com vinho. Minha amiga que também não bebe viria jantar em casa e comprei uma pra mim e outra pra ela. Dividimos a mesma, pois o negócio é ruim que nem cerveja.

Ontem tivemos o churrasco entre vizinhos e eu nervosa, sem saber se Bibizoca entraria em cirurgia hoje ou não, decidi deixar os tarjas pretas de lado e me entregar numa lata de cerveja. Pessoas, que coisa mais danada de ruim que é cerveja. Daí enchi o copo com groselha, e o negócio ficou menos pior. Entre picanhas, linguiças, frangos e maioneses, foram duas latas, do meio-dia às seis da tarde. 

Nunca imaginei que a tal cerveja fosse a cura para todos os males. Não é preciso receita azul para comprar, não tem que passar no médico para conseguir a receita, compra-se o quanto quiser, toma-se o quanto quiser também, faz a pressão baixar (já que é diurético), e o efeito da alegria é mais prolongador que Prozac.

Posto que ontem o condomínio inteiro me viu completamente bêbada (com duas latinhas de cerveja) e preciso retomar minha reputação ante os vizinhos, deixarei de frequentar os Vigilantes do Peso e vou direto para os Alcoólatras Anônimos. Vai que eu pegue o gosto pela coisa como meu irmão, que vive bêbado alterado feliz com a tal cachaça... melhor prevenir!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Hoje é domingo

Ontem aconteceu um bazar de Natal muito legal aqui no condomínio. Não é que eu não tenha habilidade manual. Se me meter a fazer, até faço, mas e a tal preguiça que me domina? Adoro tudo que se pode comprar pronto. Morri de orgulho da vizinhança. Como a mulherada aqui faz coisas lindas! E depois de um ano de indecisão sobre a cortina da cozinha, finalmente consegui "desenhar" o que quero; Toruboi adorou a idéia, o modelo, e agora é só esperar a nossa vizinha Pri confeccioná-la, em patchwork, que fará conjunto com o avental de cozinhar e um tampo para o fogão. Depois posto o link do blog da Pri, pois ela faz coisas excepcionais.

O que fez sucesso, porém, não foi nada artesanal. As mulheres caíram matando nos produtos da Victoria Secrets que uma vizinha trouxe especialmente para o bazar, e inteligentemente vendeu a preços muito acessíveis. Como ainda estou com meu estoque em dia, presenteado por meu irmão e minha cunhadinha, passei batido por esta.

Comprei também um porta-livros LINDO, uma idéia sensacional para pessoas que, como eu, adoram livros. Depois fotografo e publico a foto aqui.

A noite, recebemos os vizinhos para uma reunião em casa, que gentilmente cederam a comida para a tal. Vizinho é tudo! Comemos, bebemos, falamos, rimos muito. Pena que algumas vezes é preciso dormir. Ontem o papo estava tão bom, que teria virado a noite.

Hoje o dia promete. Teremos o churrasco de encerramento do ano do Ápice Futebol Clube. O chefe do time se encarregou das carnes, a esposa dele, a diretora da Mansão dos Montoza, fará a maionese e, acreditem, é a melhor maionese do mundo (quem comeu confirma minhas palavras). As demais famílias levarão complementos e sobremesas. E lá vamos nós para a penúltima festa do ano. A última acontecerá no dia 30, aniver da Nicole, amiguinha do condomínio que o Peteleco adora!

E todos vivem felizes para sempre, já que amanhã é dia de saber o que a equipe de ortopedia decidirá sobre a Bibizoca. Portanto, quem passar por aqui, por favor, faça uma fézinha positiva, ore por minha filhotinha, que está com um mau humor INSUPORTÁVEL, e precisa ficar livre para nossa viagem na próxima semana.

Bom domingo para quem passar por aqui. E para quem não passar também.

Assinado: Uma Panda Gorda e Feliz

sábado, 11 de dezembro de 2010

Tudo só acaba quando termina - e há sempre um recomeço

Eu já comemorando a chegada de 2011, o fim dos problemas e de um ano difícil, quando minha filhota me presenteia com um pequeno acidente, que culminou na fratura do braço "bobo" já acidentado, e a necessidade urgente de intervenção cirúrgica. Assim, tenho que esperar para enterrar 2010 só quando der onze horas e cinquenta e nove minutos do dia 31 do mês corrente.

Dois dias longe da blogsfera e hoje vou me atualizar. Descubro que quando torcemos para que algo termine, há sempre algo começando. Descubro que nossa pequena Anna Laura Strina El Adas veio ontem ao mundo. Há um ano, a minha querida amiga Thania fazia parte do grupo das "tentantes", e sofria horrores por não ter ainda um bebê na barriga. De repente, assim sem aviso qualquer, surgiu uma sementinha no seu útero, e a blogsfera aguardou ansiosa pela descoberta do sexo. A princípio, ansiávamos por Miguel ou Joanna, e num piscar de olhos, nem um, nem outro. Simplesmente Anna Laura.

Com previsão de chegada perto do Natal, semana passada o médico deu o prazo: se a gatinha não desse sinal de vida até dia 15, ela viria ao mundo no mesmo dia. Mas como mulher não espera, mamãe Thania ontem foi ao médico, e com a pressão muito alta, foi internada às 17h, trazendo ao mundo, em duas horas, a nossa pequena nova bebê tão esperada na blogsfera.

Anna Laura, seja bem vinda ao mundo louco, à vida louca, com sua louca mãe, que fará você dar boas risadas, como faz a todos nós!

Mamãe Thania e bebê passam bem. Só me esqueci de perguntar do pai, mas ele deve estar babando...


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sobre encontros e desencontros

Qual é a probabilidade de encontrarmos alguém conhecido, dentro de uma concessionária "X", em uma segunda-feira, início do mês de dezembro, as 11 horas da manhã? Eu diria NENHUMA, se não fosse comigo.

Dei aula e sai correndo para resolver uma coisinha pro marido. Chego na concessionária, resolvo a situação, despeço-me da funcionária e ao virar-me pra sair, encontro uma amiga que encontro duas vezes por ano, e a segunda deste ano aconteceu sábado passado.

Ela lamentava, pois estava comprando um carro da marca "Y" há duas semanas e sequer havia sido emitido o pedido. Ouvindo-me elogiar a marca "X", resolveu passar por lá. Ela estava com o sócio, e ambos compraram na "Y" o mesmo carro. Mas ao chegar na "X", se apaixonaram por um veículo mais caro, porém, mais carro.

Chamaram o vendedor. Queriam comprar um cada um, mas usando a tabela da semana passada, já que o governo mudou algumas regras de financiamento a partir de hoje, no afã de conter o consumo e não ver a inflação subir. O vendedor alega que não tem como e minha amiga fica inconformada. Chamei o vendedor na "xinxa": "seguinte amigo, você é vendedor de carro, raça mais MALACA que existe, como assim você vai perder a venda de DOIS carros de CEM MIL DINHEIROS cada um?".

O vendedor pensa, afirma que não tem jeito, e eu insisto que tem, e só sairemos de lá com a compra efetuada NAS MINHAS CONDIÇÕES. Depois de cinco minutos, vem o vendedor, com a autorização da gerência, e fecha os dois negócios, comprometendo-se ainda a entregar o carro nesta próxima sexta-feira. 

Minha amiga não conteve a alegria e mal conseguiu despedir-se de mim.

Eu, educada e fina que sou, vou dar um tchauzinho para a vendedora a qual fui lá para conversar, e ela já está com um novo casal de clientes. Onze e meia da manhã. O casal olha pra mim e fala: "eu te conheço!". E conheciam mesmo. Mas isso é causo pra outro post.

Mundo pequeno? Não sei. Só sei que vendi 200 mil dinheiros em carro e não ganhei nem um de comissão; só fiz três pessoas felizes: minha amiga, o sócio, e principalmente, o vendedor!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Daquelas que só mãe acha graça

Fui buscar Peteleco na escola e aproveitei para passar no supermercado. Ele todo falante, pergunta pela irmã, e respondo que ela ficou em casa brincando, pois já está em férias.

"Mas ela passou de ano mamãe?"
"Passou filho!"
"Pra que ano ela passou?"
"Para o sétimo!"
"E eu, passei pra qual?"
"Para o pré!"
"E depois, pra qual ano minha irmã vai?"
"Para o oitavo e você para o primeiro; depois ela vai para o nono e você para o segundo; depois ela vai para o primeiro de novo, e você vai para o terceiro; depois ela vai para o segundo, e você para o quarto; então ela vai para o terceiro e você vai para o quinto; aí ela vai para a faculdade!"
"Nossa mamãe, e depois eu também vou pra faculdade, e aí eu já vou ser pai, e o papai e você vão ser bem velhinhos e vão ter que morar em uma casa bem grande com escada, para que meus filhos fiquem correndo e brincando de esconde-esconde, e você e o papai vão procurar eles!"

Como passa rápido a tal infância...mas a graça da vida é que ela volta, em forma de novas vidas, para que a alegria dure para sempre.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Deus não me desampara porque ajudo ao próximo

Hoje era dia de renovar a carteirinha da FUNAI. Assim, fiz um favor (não sexual, suas mentes pervertidas) para o marido em troca de ele me levar até o SP Market, que fica na PQP (com relação à minha casa, que fica na outra PQP).

Lá foi a família para o outro lado do mundo, calor de rachar, crianças reclamando no carro que estávamos demorando muito pra chegar, shopping lotado, sem lugar pra estacionar às 12h30 de um domingo, praças de alimentação com gente saindo pelas tampas, não achei nada do que eu queria comprar (ou me irritei com o calor, a distância, a multidão) e voltamos para nosso Solar com as panças abastecidas apenas de um almoço. Faltou a sobremesa.

Nunca senti tanta sede como hoje. Até o ar-condicionado do carro me fazia sentir mais sede, mas a vontade de chegar logo em casa fez com que eu nem quisesse parar no caminho para abastecer a parte líquida do meu estômago (que ainda tem a parte sólida doce e a sólida salgada).

Chegamos em casa, engoli uma garrafa de 1,5l de água (no gargalo) e comecei a pensar na sobremesa.

Minha amiga/vizinha Rita me ensinou um truque: só há um jeito de não comer doces - não os tendo em casa. E segui a risca. Minha amiga/vizinha Helô me ensinou outro: nunca compre um bolo inteiro. Se tiver vontade de comer, vá até a doceria e coma apenas UM PEDAÇO. Segui o conselho.

Acontece que não posso nutrir apenas 2/3 das minhas necessidades estomacais, deixando o estômago - parte doce - desamparado. A larica de doce é tão grande que tenho vontade de tocar a campainha dos vizinhos (em especial da Rita e da Helô) para pedir doces. Aliás, outro dia almoçamos na casa da amiga/vizinha Andréa. Não sei porque tinha tanta sobremesa naquele dia (sei sim, foi porque uma metade dos convidados ama doces, e a outra metade também; incluindo os anfitriões, tinha muito doce). Ao fim do almoço, com o exagero de doces que sobrou, começou a guerra de quem ia levar o que pra sua casa. E eu, fina que sou, e seguindo o conselho das minhas amigas/vizinhas, não trouxe nada pra casa. A noite, a larica bateu. Desesperadamente. Tomei um Rivotril pra dormir e esquecer o doce.

Mas hoje... nem Rivotril, nem Diazepam, nada tirava minha fome alucinante de doce. Marido Toruboi, anjo santo que é, ofereceu-se para comprar algo na padaria da frente de casa. Neguei - lá só tem coisas ruins. Então ofereceu-se para ir até outra padaria. Também não quis. Sabe por quê? Simplesmente porque não sabia o que queria comer. Saco.

Comi meio pacote de bolacha passatempo, barra de cereais, rosquinhas de milho e nada da larica passar. Toruboi dormiu e eu aqui acordada. Resolvi procurar algo no freezer (lembrem-se: PREGUIÇA E GULA), no afã de encontrar um pote de Haggen Dazz vazio para eu cheirar e fingir que estava comendo. Eis que encontro uma caixa inteira, lacrada, cheinha de petit gatteau do Bassi, que em apenas 15 segundos no microondas estão prontos para serem devorados por uma panda faminta.

Comi. E agora estou aqui, nem um pouco arrependida, e após escovar meus dentinhos, vou dormir feliz para sempre (não sei antes rezar e pagar a penitência pela gula, mas considerando que contribui com a FUNAI em época de Natal). FIM

sábado, 4 de dezembro de 2010

Preguiça de Natal

Mais um mês de dezembro que chega e com ele, a invasão da minha caixa de mensagens eletrônicas, minha caixa de correspondências, e pra piorar, tem a tevê, tudo com muita propaganda para o consumo.

Detesto algumas obrigações. Não gosto de presentear alguém por obrigação. Dou-me ao direito de dar presente quando quero e não tenho o menor problema em chegar a um aniversário sem nenhum pacote. Presentes servem para marcar nossa presença para a pessoa, e não para agradar aos olhos na entrada da festa.

Também me irrita as ceias fartas só porque é Natal. Ei, que tal pensarmos em fazer o bem para as pessoas e ajudar a quem precisa o ano inteiro, sem hipocrisia em um único dia apenas?

Outra coisa que detesto nesta época do ano: caixinhas de Natal. Recebi ontem um email da Diretora-Chefe da Mansão dos Montoza que veio de encontro aos meus pensamentos matinais. Sai para trabalhar e lá estava no elevador um pedido de caixinha para os funcionários do condomínio. Sei que são pessoas que ganham menos que eu, menos que meu marido, mas que ganham - como nós - seus salários, benefícios e 13o. Para que a caixinha?

Sinto-me pressionada com essa história de caixinha de Natal. Minha mãe sempre dava caixinha para o lixeiro. Achava justo devido à insalubridade do trabalho. Eu não dou caixinha pra ninguém. Nem panetone. Nem nada. E não é pão-durismo não; estou apenas exercendo meu direito de não ter que ficar bajulando ninguém. Cada um recebe pela profissão que conquistou e pelo trabalho que nela exerce. 

Por último, mas não menos importante, também não gosto da obrigatoriedade de presentear professores ao final do ano letivo. E falo como professora. Não espero nada de ninguém, pois não estava nas cláusulas contratuais de trabalho, que eu ganharia presente dos alunos ao término das aulas.

Mas já que tantas pessoas querem receber caixinha de Natal, e tantas outras me criticarão por minhas opiniões aqui emitidas, vou começar a pedir caixinha por e-mail recebido e respondido. Garanto que entrarei em 2011 com os bolsos cheinhos de dindin!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Resoluções para 2011

1. Concluir minha pós
2. Voltar firme para o francês e conseguir boa fluência ao longo do ano
3. Emagrecer (isso conta ou já virou piada?)
4. Ter mais paciência com a minha filha
5. Investir em programas culturais com as crianças
6. Amar meu marido ainda mais, se é que isso é possível
7. Firmar os laços das amizades colhidas ao longo de 2010, e cultivar as amizades antigas
8. Trocar meu carro
9. Terminar o lavabo de casa e trocar o quarto do Peteleco para um quarto de "meninão"
10. Escrever, escrever, escrever
11. Malhar...nem que seja só em sexo diário
12. Continuar evoluindo, perdoando e ajudando o próximo
13. Dar muitas aulas particulares para ganhar muitos dinheiros e gastar com muitas bugigangas
14. Viajar para a Europa e encontrar meu marido amado por lá (roteiro: Paris, Lyon, Irlanda, Inglaterra, Escócia, Holanda e Bélgica)
15. Continuar o tratamento homeopático com as criancinhas Hummel
16. Continuar sendo feliz, amada, amando, vivendo intensamente

E você, já pensou o que pretende fazer em 2011?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Lembranças de um passado distante

Depois de uma noite mal dormida, consequência de um dia tenso ontem, acordo e antes mesmo de despertar, corro para ver as novidades na internet. A minha lista de blogs acusava: post novo do irmão. Corro para ler.

Interessante saber que imagens de infância registram-se tão fortemente em nossas mentes. Assim como meu irmão, tenho muito forte a imagem do meu pai longe e distante das cozinhas, aquele marido cuja única contribuição para casa era o dinheiro (e que contribuição sagrada!).

Talvez eu, por ser a mais velha (nem tanto assim), tenha tido oportunidade de ver e viver coisas as quais meu irmão não teve acesso. Por exemplo, em 2003, pouco antes de partirmos para viver no Chile, foi meu pai quem ficou tomando conta da Bibizoca, então com três anos de idade. Além do papel de vovô, aquele que leva na padaria e compra todos os doces que a neta quer (e ela nem quer tanto assim, mas já que está oferecendo...), ainda lavava as roupinhas dela, fazia sopa cheia de legumes e toda a comida que ela pedia. Tive a chance de provar bolo de chocolate com brigadeiro por cima, com direito a uma panela lotada de brigadeiro, para o caso de a netinha querer comer só a cobertura. Típico do meu pai, que na sua simplicidade, sempre ofereceu fartura, mesmo que o oferecido fosse um simples ovo: tinha que ter muito!

Uma pena que meus filhos não tiveram a chance de conviver mais com o vovô. Peteleco sequer teve a felicidade de conhecê-lo. Carrego comigo a sensação de que meu pai foi para mim e para meus irmãos muito mais um tio ou um avô: nunca impôs regras, nunca brigou. Só fazia a parte boa, que era estragar a educação que minha mãe dava, contrariando regras e fazendo tudo de errado com os filhos, as coisas que deixam as boas lembranças. Talvez ele já soubesse que não viveria para estragar seus netos...

Saudades!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eu ganhei na loteria

"Querido Deus,

Todos os dias cruzo com pessoas que anseiam por ganhar na loteria. Queria agradecê-lo, pois eu ganhei sem nunca ter jogado.

Nasci perfeita, com todos os membros e órgãos em pleno funcionamento, dotada de capacidade de andar, falar, pensar, agir.

Quando criança, sonhava em me casar com um homem que usava gravata e terno. E me casei. Também sonhava em conhecer o Rio de Janeiro, Paris e a Disney. Também queria cursar uma faculdade e acabei cursando várias. Realizei todos estes sonhos.

No campo material, idealizei até os 30 anos de vida comprar minha casa própria e ter um carro zero. Meu primeiro carro zero consegui oito anos antes do que sonhava. E aos 30, comprei minha casa própria.

Sonhava em ter filhos e tive o privilégio de ter um menino e uma menina, e aprender com suas diferenças sexuais tão latentes. Além de tudo, eles nasceram perfeitos e apesar de serem alérgicos e ficarem tantas vezes doentes, em todas pude socorrê-los em bons hospitais, dar-lhes acesso a bons médicos e comprar-lhes os medicamentos necessários.

O homem de gravata com o qual casei é uma pessoa de bem, honesta, trabalhadora e sem vícios. Além de tudo é lindo, inteligente, fiel, amigo e companheiro. Eu e ele formamos, junto com nossos filhos, uma família linda e feliz.

Por tudo que narrei aqui, posso dizer que há 36 anos ganhei o bilhete premiado e todos os dias sou contemplada com os benefícios que ele me trouxe: uma vida feliz e saudável.

Obrigada, Papai do Céu, por tudo que eu sou e por tudo que tenho. Amém."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Expatriados

Definição: indivíduo que encontra-se fora do seu país de origem.

Motivo de estar fora de seu país de origem: busca de uma vida melhor, busca de conhecimentos de qualidade, busca de crescimento pessoal, etc.

Nos dias de hoje, é muito mais comum do que outrora, sair do Brasil (aqui, especificamente vou focar estes expatriados).

Durante dois anos, morei fora do meu país de origem. Saímos, eu, Toruboi e Bibizoca, em busca de uma vida melhor. A empresa que Toruboi trabalhava era uma multinacional européia, uma das maiores no mundo dentro da sua área de atuação. Primeiramente fomos para Santiago, Chile. Apesar de amar aquele país, sofri muito por um único motivo: comida. Foi difícil encontrar o alho para cozinhar o arroz com feijão com gostinho daquela comida a qual crescemos habituados a comer. Lembro-me que vizinhos batiam à minha porta para perguntar do que era aquele cheiro tão bom. "Porotos". Ou "frijoles". Para os brasileiros, simplesmente feijão.

Depois do Chile, fomos para Portugal. Sonho de consumo número 1 do brasileiro que tem um pouco de ambição: morar na Europa. Imagina ter este sonho realizado com tudo pago: passagens aéreas na classe executiva, apartamento de alto-padrão, qualquer escola paga integralmente aos filhos, assistência médica ilimitada em qualquer lugar do mundo. Assim chegamos na Terrinha.

Eu, Ferreira de Almeida por parte de mãe, Vieira Lemos por parte de pai. Marido, Vasconcelos Quinteiro por parte de mãe, e Bernardino Hummel por parte de pai. Como pode-se perceber, nossa árvore genealógica é bastante portuguesa, apesar de carregarmos apenas a parte alemã da família do Toruboi.

Jamais imaginávamos sofrer os preconceitos e discriminações que vivemos naquele país. Portugal é um país lindo para viajar a turismo. O povo de lá acolhe brasileiro turista com amor, alegria e carisma. Contudo, morar lá são outros quinhentos. Fomos discriminados e maltratados, e por isto, voltamos. Mas não que no Brasil as coisas fossem diferentes. Aqui, só estávamos livres da xenofobia.

Conheço pessoas por este mundão afora. Tenho amigos morando em várias partes do mundo. Alguns foram e ficaram; outros foram e voltaram pra cá. Fico enlouquecida com o clichê: "o Brasil é o melhor país do mundo". Se é o melhor, por que é que você foi embora? Para se torturar?

O Brasil está muito longe de ser o melhor país do mundo. E se ele fosse tão bom, ninguém daqui saia. O que acontece, é que quando estamos fora, sentimos falta de conhecer cada lugar, cada restaurante, o bom clube, a boa academia, os melhores lugares para compras. Sentimos falta dos laços, dos vínculos, não do país.

Estamos muito longe de viver no Brasil como um país decente. Sinto-me profundamaente envergonhada quando vejo cenas como a que vi hoje no Jornal Nacional: um morador do Complexo do Alemão, trabalhador (desempregado), que teve o dinheiro da sua rescisão trabalhista ROUBADO por policiais que invadiram sua casa em busca de drogas, de armas, de dinheiro ilícito. Ele mostra o documento que comprova  a legalidade daquele singelo valor que tinha em casa para manter sua família até encontrar um novo trabalho. Este é o país o qual quero me expatriar, para não voltar nunca mais.

Pontualidade: seu nome é Úrsula

Fui levar o Peteleco à escola. Na volta, notícia repetida na CBN notícias: depoimentos dos vestibulandos que chegaram ontem para fazer a prova da FUVEST atrasados, reclamando que se prepararam por um ano e perderam o vestibular mais importante do país, pois os portões já haviam se fechado; outros ainda reclamavam por ter chegado a um lugar, quando seu nome estava em lista de outro local.

Falta comprometimento das pessoas. Falta planejamento. Falta ordem.

Durante uns dez anos, trabalhei em regime CLT, e, portanto, tinha horário para entrar no trabalho (e nunca um horário para sair). Se o horário era oito da manhã, nunca chegava ao trabalho em cima da hora, sempre com vinte minutos (pelo menos) de folga para conseguir chegar, fazer xixi, tomar água, ligar o computador, organizar minha mesa de trabalho e assim, estar pronta para o início das minhas atividades às oito.

Tem gente que pensa que oito é a hora de parar o carro no estacionamento. Não. A empresa está pagando para que os trabalhos se iniciem pontualmente naquele horário. E não tem desculpa.

Festas de aniversário: o convite vem marcando a hora do início e término da festa. Geralmente, chego pontualmente no horário marcado. Na festa de ontem, fomos os primeiros a chegar (como quase sempre). A mãe da aniversariante agradeceu. Disse que se a festa está marcada para iniciar às 18h30, temos de chegar no horário marcado, senão o dono da festa está pagando para o buffet e a festa não está acontecendo porque ninguém chegou.

Quem marca alguma coisa comigo, já sabe que não existe atraso. Uma amiga minha até brinca que se a festa começar e eu não chegar junto com os anfitriões, significa que não irei à festa.

Horário existe para ser cumprido. As pessoas precisam aprender a programar suas vidas, já que tempo é dinheiro em qualquer situação.

Costumo explicar à Bibizoca que uma pessoa que se atrasa, atrasa uma cadeia. Um exemplo? Sou uma médica. Preciso sair para trabalhar. O horário da babá chegar: oito da manhã. Meu primeiro paciente? Nove. A empregada sai de casa cinco minutos atrasada e perde o ônibus. Estes cinco minutos fazem com que ela tenha que esperar o próximo ônibus, e ela chega no seu trabalho próximo das nove da manhã. Assim, saio de casa com quase uma hora de atraso. Minha paciente das nove marcou um compromisso com o cliente às dez. Sai do meu consultório depois das dez, devido ao atraso da minha empregada, que me atrasou, que atrasei a paciente, que chegou no seu cliente atrasado, que atrasará todos os compromissos do seu dia.

Não dá para atrasar. Faz parte da responsabilidade das pessoas chegar na hora marcada. 

Para os vestibulandos, fica uma dica básica: programe-se para chegar ao local de sua prova com PELO MENOS uma hora de antecedência. Assim, dá tempo de familiarizar-se com o local, passar no banheiro, lavar o rosto, desestressar, enfim, dá tempo de errar quando as coisas são feitas com programação e folga no horário. 

Eu odeio quando marco algo com alguém e a pessoa se atrasa, me deixa esperando. Quem é que gosta de esperar? 

domingo, 28 de novembro de 2010

Tolerância: ZERO

Nunca escondi minha admiração pela polícia novaiorquina, que com a política de tolerância zero, conseguiu reduzir drásticamente a onda de crimes no estado de Nova York. Sempre acreditei que, se resolvessem fazer algo parecido do lado de cá, crime seria algo em extinção; claro que a longo prazo.
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Revolto-me todos os dias ao sair nas ruas. Carros estacionados em locais proibidos, motoristas indecisos nas tomadas de ações e ao mesmo tempo com a certeza de serem os donos do pedaço. Se falta emprego, por que não empregar pessoas para sair multando por aí, transformando, ao menos a cidade de São Paulo, numa indústria de multas, com tolerância zero? No dia 7 de outubro, fomos a uma festa de aniversário. A cidade estava tomada pela chuva, muitos pontos de alagamento e outros tantos pontos sem energia elétrica, e lá fomos nós, atravessá-la para conseguir chegar até a festa. Passados 30 dias, chega a multa. Passar por farol vermelho. Em um momento daqueles em que carro não anda, nem pra frente, nem pra trás, e chega no meio do caminho, o farol fecha.
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Há oito anos, estive no RJ trabalhando. Hospedei-me em um hotel vizinho do Copacabana Palace, de frente para o mar. O trabalho? Do outro lado da cidade, na avenida das Américas, Barra da Tijuca. Viajamos de carro em uma tarde de domingo e chegamos à Cidade Maravilhosa ao final do anoitecer. Estranhamos o movimento policial, o Rebouças travado. O tempo levado entre Sampa e Rio, foi o mesmo levado entre adentrar a cidade e chegar em Copacabana. No dia seguinte, surpresa: não podíamos deixar o hotel. Os traficantes desceram o morro e tomaram a cidade. O comércio fechou, as pessoas se aprisionaram em suas residências, e nós lá, presos em um hotel, refém de algo que nem sabíamos direito o que era. Foi aterrorizante e, graças a Deus, não houve (para nós) maiores consequências.
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Já comentei em algum momento, acho, sobre o livro Abusados, do jornalista Caco Barcellos. Ao término da leitura, fiquei do lado dos bandidos. Incrível, mas a leitura de qualquer cidadão é esta: pena dos bandidos no desenrolar da história.
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Estou assistindo a cobertura completa da invasão ao Complexo do Alemão. As forças armadas brasileiras unidas para tomar uma atitude. Pessoas de bem presas dentro das suas casas. A polícia comemora vitória, por ter "tomado" o morro sem resistência por parte dos bandidos. O país todo assiste ao "evento" e comemora a vitória do "bem".
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Ontem, assistindo ao Profissão: Repórter, em reprise na Globo News, havia a denúncia em hospitais públicos em todo o país. Pessoas morrendo sem assistência médica, direito constitucional do indivíduo.
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Tenho V E R G O N H A de ser brasileira. Sempre tive. Não bato a mão no peito cheia de orgulho, dizendo que SOU BRASILEIRA, como vejo tantas pessoas fazendo. Moro em um país cuja menor corrupção é esta que hoje está acuada no Rio de Janeiro. A corrupção mora muito mais em cima. Pago diariamente impostos altíssimos, e NADA tenho em troca. Não tenho uma escola decente para meus filhos estudarem. Não tenho assistência médica e hospitalar. Não tenho segurança. Não tenho uma rua em bom estado para trafegar. Não tenho direito a lazer nenhum. Que bom que no Brasil não existem catástrofes da natureza. Que bom que é um povo alegre, hospitaleiro e gentil. Mas E AS PENAS? Que pena que aqui tanto se rouba e as atitudes só são tomadas quando há algum interesse maior. Neste momento, o interesse é mostrar ao mundo que o país sede da próxima Copa do Mundo, e a cidade que sediará as Olimpíadas de 2016, é um país seguro, cujas atitudes  diante de uma onda de crime são imediatas. Se o governo era tão capaz de fazer algo, por que foi que esperou veículos serem incendiados, pessoas serem mortas, para tomar atitude?
*****
A tolerância no país é total, pois existe interesse de algum lado. Claro. Hoje temos um circo armado contra a corrupção. Corrupção esta que existe com a conivência da polícia, aquela mesma que deixou o assassino do filho da atriz Cissa Guimarães fugir, após extorquir dez mil dinheiros em julho passado. Alguém se lembra? Fica aqui mais uma pergunta: a quem recorreremos, para prender os grandes bandidos, aqueles que assaltam diariamente nossos bolsos, em prol da roubalheira que existe no governo brasileiro?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Princesa Úrsula

Muita gente pode nunca ter ouvido falar desta princesa. Na verdade, acho que só eu que ouvi, ou melhor, só eu sei da verdade sobre meu parentesco com a Coroa Britânica.

Eu tinha meus sete aninhos de vida, e toda a ingenuidade de uma criança com tal idade. Meu pai me contou que o primo dele se casaria naquele dia e o casamento passaria na televisão. Grudei meus olhos naquele aparelho único que tínhamos em casa, e tenho até hoje as imagens em mente.

Não acreditava que eu era prima de um príncipe. Eu nem ligava muito para o príncipe, mas a princesa...ah, como ela me fez sonhar.

No dia seguinte, contei para todo mundo na minha escola que eu era prima daquele príncipe. Minhas amigas não acreditavam muito, mas sei que era pura inveja.

Não tenho idéia de com quantos anos descobri a verdade. Já era tarde. Já tinha incorporado o sangue nobre às minhas veias, e desde então, nunca mais deixei de ser nobre.

Em 2004, o príncipe da Espanha casou-se com a plebéia Letícia. Letícia Lemos, antes de entrar para a realeza. Mais uma vez, alguém da minha família entrando para a nobreza. 

É o mito do conto de fadas. Acho que toda mulher já sonhou um dia em ser um pouco princesa. Não é todo mundo que tem a minha sorte, de ser prima da realeza britânica e de certa forma, também membro da coroa espanhola.

Mas como sou uma pessoa simples e humilde, não fico divulgando muito a notícia por aí, senão, o que vai ter de gente querendo se aproveitar do meu status de nobreza...

Se eu der uma sumida daqui, é porque estou pesquisando o estilista que fará meu vestido para o casório do meu primo, Willian. Inglaterra, 29 de abril de 2011, lá vou eu!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sobre futebol, carnaval, política, profissão, religião, influências e afins

Minha vida não foi marcada por futebol. Filha de mãe sem time e de pai sem time, não me recordo de uma tarde sequer de domingo que havia reunião frente à televisão para assistir a um jogo. Neta de palmeirense desencanado por parte de pai, e de corinthiano fanático por parte de mãe, nunca me liguei em futebol. Até que um dia senti-me na obrigação de escolher um time e o eleito foi: Portuguesa. Por quê? Porque foi no estádio da Lusa que vi o primeiro grande show da minha vida, e foi lá que a Xuxa pegou na minha mão (ok, eu tinha 15 anos). Quando estava no 3o ano de Mercadologia, meu pai me perguntou se eu tinha interesse em conhecer os escritórios do nada mais, nada menos que Washington Olivetto (alô alô, W Brasil). CLARO! Mas descobri que o cara era corinthiano e perdi o interesse. Daí nasceu minha birra com o Corinthians. Depois virei sãopaulina, por achar que era um time chique e de elite (pois já não basta nascer pobre e ainda ter que conviver no meio deles). Assim nascia uma torcedora tricolor paulista! Só que estou pouco me lixando se o Tricolor ganha ou não. Nada muda em minha vida, só muda mesmo a conta-corrente dos jogadores, que enriquecem mais a cada dia, enquanto eu me mato de estudar para ser alguém na vida.

A grande paixão da minha vida sempre foi o Carnaval. Que eu me lembre, desde uns 10 anos de idade era fanática. Recortava as letras dos sambas enredos das escolas cariocas (pois são as únicas que gosto) e sabia todos os sambas de traz para frente. Mangueirense alucinada, delirava ao assistir a entrada da verde e rosa. Nunca me simpatizei com a Portela, tampouco com o Salgueiro. De vermelho e azul, só mesmo Garantido e Caprichoso (outra coisa que amo!). Raiva mesmo eu tinha da Beija Flor, ainda mais quando foi classificada na frente da minha Mangueira fazendo um carnaval sobre lixo e luxo. Me poupe! De tanto a Mangueira perder, fui perdendo o fanatismo e hoje só tenho boas lembranças de bons sambas que marcaram minha vida, dentre eles, o de 1995, quando a Estácio de Sá cantou em alto e bom som o meu time carioca: Mengão! Só que desde o último sábado, troquei o Flamento pelo tricolor carioca. Em outro post direi o porquê.

Política? Nem pensar. A influência familiar é muito grande e fica por toda uma vida. Meu avô era Janista fanático, Malufista alucinado. Eu, por minha vez, adorava eleições, pois era a época em que meu avô materno trazia vários broches em formato de vassourinhas e eu enchia minhas camisetas com elas. Lembro-me da minha mãe dizendo que um certo partido não prestava, pois seu fundador era um aproveitador de meia tigela. Como sempre digo para meus filhos, mães são tão sábias. Com o passar dos anos (e de tanto ver malandragem), me afastei cada vez mais deste tema, assim, não voto, não tenho candidato, não tenho partido e nem me influencio por mais ninguém (só em política).

Acabei não me tornando publicitária. Acho que a história da W Brasil realmente mexeu com o meu futuro profissional. O importante é que na busca de uma profissão, estudei várias e não me tornei nada, apenas alguém com mais conhecimento, o que me instigou a buscar sempre mais. Assim, concluo que morrerei estudando.

Uma das coisas que gosto de estudar é religião. Nasci no seio de uma família católica. Mais uma vez, a forte influência do meu avô materno. Fiz minha primeira comunhão aos 10 anos de idade. Aos 18, casei-me na igreja católica. Aos 19, descobri que não acreditava em Deus. Aos 20, conheci uma senhora evangélica que falava sobre Deus de uma forma que me instigava. Aos 24, conheci o Deus dela e fui batizada pela Igreja Bíblica da Paz. Aos 27, conheci meu marido, filho de pai católico e devoto de todos os santos, e de mãe estudiosa da doutrina espírita; passei a me interessar por esta e daí entendi muitas coisas. Só que dentro de mim havia o preconceito com a umbanda e com o candomblé. Para mim, era algo do mal. Aos 34 anos, num trabalho sobre Discurso Religioso, na disciplina de Análise do Discurso, aprendi que não era nada daquilo que eu pensava. Aprendi a respeitar cada religião, cada credo, e, acima de tudo, aprendi a crer em um Deus que é único para mim, que não tem sexo, não tem forma, não torce pra time nenhum (e nem é brasileiro como dizem por aí), não se importa com o carnaval e não tem religião, apenas é o Meu Deus, a maior verdade da minha vida.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O dia em que conheci a Thalita Rebouças

foto: Carlos - marido da Thalita
Já era a quarta vez que a Thalita vinha autografar em Sampa. Nas três primeiras, por mais que eu tivesse me programado, os imprevistos surgiram. Quando ela lançou "Fala Sério, Pai", comecei a me programar com dois meses de antecedência para comparecer à FNAC Pinheiros, em plena sexta-feira, 18hs. E lá veio o imprevisto. Desta vez, não planejei, não programei, não me iludi.

Marido Toruboi chegou do trabalho na sexta-feira, comunicando-me que trabalharia no sábado. E em casa. Logo, eu teria que arrumar o que fazer com as criancinhas Hummel. Assim, levantamos, tomamos café, banho e...shopping, lá fomos nós. Chegamos ao Center Norte e o relógio marcava 09h45. Isso mesmo, as portas sequer estavam abertas, mas uma grande multidão de pessoas aguardava do lado de fora, mais exatamente próximo ao cinema, onde sempre paro meu carro. 

As portas se abriram e lá fomos nós à Playland. Criancinhas brincaram, divertiram-se, mamãe Panda junto provando que não basta ser mãe, tem que participar e às 13 horas estávamos famintos. Fomos comer em uma trattoria que há ao lado da Saraiva. Almoçamos lentamente e falei pra Bibizoca: "filha, a Thalita Rebouças chegará na Saraiva daqui duas horas. Se a gente conseguir enrolar o Peteleco até lá, esperamos por ela". Não sei qual o par de olhos que brilhava mais de ansiedade, Panda mãe ou Panda filha.

Almoçamos, paradinha básica na Starbucks para um frapuccino e a sessão infantil da Saraiva nos aguardava. Enquanto eu lia zilhões de livros para o Peteleco, Bibizoca foi se informar se precisava ficar na fila, onde aconteceria, como seria o evento. Descobriu que só teria acesso ao auditório pessoas que adquirissem na loja, NAQUELE EXATO DIA, o último título da escritora. Detalhe: Bibizoca ganhou o livro no dia do aniversário e terminou de lê-lo no dia seguinte. Só que como sempre digo, quem tem mãe, tem tudo. Dei o dinheiro para que ela comprasse um novo exemplar. Faltavam vinte minutos para as três horas e fomos para o tal auditório. Os seguranças nos pediram para formar fila e de repente, começou a juntar gente sem parar atrás de nós. Auditório liberado, sentamos de frente à mesa que ela autografaria.

Um misto de ansiedade e dor de barriga se misturavam dentro de nós e eis que surge a nossa deusa. Sorridente como ela só, adentrou o auditório, acompanhada do marido Cal (um fofo igual a ela). Dentro de poucos minutos, ela voltou e começou um delicioso bate-papo com os leitores e fãs presentes.

Thalita é igualzinha na vida real e nos livros. Quem está diante dela, sente-se dentro das suas obras. Quem está lendo seu livro, sente-se diante dela. Simpática, cordial, natural, enfim, só coisas boas. Bibizoca mal conseguia conter a emoção. Gravou, filmou, fotografou. E finalmente, chegou a hora do autógrafo. Claro que não me contive em ser a "mãe da miss"; tive que ter meu momento "miss", ao pedir também para fotografar com ela, ganhar botons e beijinhos.

Espanta-me mães de adolescentes que não acompanham, tampouco incentivam os filhos em uma vida literária. Não é devido à minha formação que ensino meus filhos a gostar de livros, e a importância da leitura. Sempre achei que a leitura é o grande passaporte para viajar o mundo, sem necessidade de visto, e que todo mundo pode ter acesso. Basta querer. O resto é poder.

Aqui em casa, procuro inserir nas crianças, além do desejo de conhecer livros, o gostar dos livros. Ruth Rocha, Ziraldo, Ana Maria Machado, Monteiro Lobato, Marcos Rey e outras dezenas de escritores fazem parte da nossa biblioteca pessoal. E claro, toda e qualquer coleção de livros "teen", uma febre recente e que dominou quem gosta de ler: toda a obra da Thalita Rebouças, Querido Diário Otário (já está no número 10), As Garotas da Rua Beacon (que, infelizmente, só teve até o momento cinco livros traduzidos para o português), Diário da Princesa (e todas as ramificações). 

Para mim, estar diante de um escritor que gosto, é o mesmo que estar diante de um ídolo musical. Para se ter uma idéia da minha fascinação pelas Letras, vivi dois momentos que me marcaram muito: o primeiro deles foi estar diante do túmulo de Camões, dentro do Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa. E o segundo, foi entrar em uma sala de aula dentro da Universidade de Coimbra. Fiquei imaginando quanta cultura caminhou naqueles corredores, quantas pessoas ilustres sentaram naquelas cadeiras e deixaram história escrita para uma humanidade.
Foto: Fotógrafo da Saraiva Mega Store Center Norte

Como diz minha amiga (reparem na ousadia) Thalita, "LER É BACANA". Experimenta só pra ver se não vicia!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Delírios de uma Panda - parte 10000001

Ontem, ao voltar da festa de aniversário (pra variar), conectei-me ao Twitter e percebi que uma amiga blogueira estava desesperada por falta de inspiração para blogar. Uma pena estarmos a milhas e milhas distantes (leia sentindo a voz do Evandro Mesquita ao fundo). Eu, ao contrário, estou cheia de inspirações, vários temas se acumulando no meu cérebro e uma preguiça fenomenal de passar tudo para o computador.

Final de ano é sempre assim... a gente já está se arrastando, não aguenta mais e este ano, particularmente, foi um ano atípico. Ou não.

Estava refletindo a vida desde que me casei com o Toruboi, em 2002. Foi um ano muito difícil, o mais difícil da minha vida. Depois veio 2003 e o mundo virou de cabeça pra baixo. Nossa, nunca vi ano tão complicado. E mal entramos em 2004, e já tinha a certeza de que o ano seria marcado pelas dificuldades. E foi. Mas 2005 começou e que ano difícil. Gravidez dificílima, mudança de casa duas vezes, instabilidade emocional (ok, esta já dura 36 anos). Bom, que venha 2006, e ele veio cheio de dificuldades. Nossa, inventei obra no apê antigo, Bibizoca operou, Leleco teve suspeita de meningite e quase morri quando ele teve que tirar líquido da medula. Que 2007 seja melhor. Claro, a esperança é a última que morre, mas naquele ano perdi meu pai. E meu chão. Mesmo assim, mantive a tal esperança e entrei em 2008. O ano prometia ser o melhor, mas de repente, tudo virou e comecei meu anseio pela chegada de 2009. E ele chegou. Com a promessa de um sonho que se transformou no maior pesadelo. Pesadelo este que se arrastou em 2010. 

Durante toda a reflexão, percebi que o momento mais difícil das nossas vidas é marcado pelo momento em si que estamos vivendo. Pois quando os problemas se vão, ficam as lembranças e sempre me pergunto: "será que foi tão difícil assim? Porque dificuldade é o que estou vivendo agora.

Conclusão: viver intensamente cada momento, fácil ou difícil, pois na vida, tudo passa, até aquela dor infinita que sentimos com a partida de alguém que amamos, para o reino de Tão Tão Distante (leia com entonação do Shrek) passa e se transforma em lindas lembranças e eternas saudades.

O que fica de tudo é a lição, e o saldo positivo, que se eu fosse contar ano a ano, escreveria um livro para cada um deles que se passou.

Que venha 2011, com delírios e devaneios de uma Panda feliz, mas que está cansada e se arrastando até para escrever!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sete Pecados

Dos sete pecados capitais, quais te levarão direto ao inferno? Eu, sem qualquer sombra de dúvidas, vou fazer minha visita ao vermelhinho, morador daquelas bandas, por muito tempo. A não ser que eu deixe a gula e a preguiça de lado.

Se neste momento eu precisasse iniciar uma tese, seria sobre os sete pecados, principalmente sobre os meus. Gostar de comer pode ser considerado GULA? E gostar de ficar deitada na cama vendo televisão pode ser considerado PREGUIÇA?

Espero que, ao menos aqui na Terra, eu seja absolvida por tais delitos, pela regra da compensação (que acabei de criar). A regra da compensação consiste em anular os castigos destes dois pecados que cometo, através da benfeitoria nos outros cinco.

Vamos exemplificar: não sou uma pessoa avarenta, não tenho apego material, me desfaço de tudo que não me serve, gosto de ajudar ao próximo dando aquilo que as pessoas necessitam. Só aí, já estaria livre da preguiça.

Mais uma coisa: quem comete o pecado da GULA, não pode ser castigado pela luxúria/vaidade. Pois quem é guloso fica gordo e, portanto, não dá a menor importância à aparência. Então cometer um pecado compensa o outro.

Não estou querendo jogar Jogo da Vida e roubar na hora de girar a roleta. Só estou cansada e com muita fome, portanto, preciso pecar sem peso na consciência!

E você, qual é o seu pecado?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sobre negros, preconceitos, escravidão, cotas e afins

Estou eu aqui assistindo ao Happy Hour (GNT). Peteleco precisa urgente de ajuda para fechar o macacão da fantasia do Cascão. Bibizoca precisa que eu imprima agora, neste exato momento, o trabalho de geografia para amanhã. Toruboi está chegando e vai pedir a roupa dele para o futebol. E eu ávida por ter atenção total no programa que fala sobre racismo.

Você é a favor ou contra as cotas para negros em universidades? (pergunta mote do programa)

Sou contra. Acredito que tal atitude crie o preconceito. Fodam-se negros, brancos, índios, mulatos. Todo mundo nasceu da mesma maneira, de uma barriga, e vai morrer e feder. Então porquê de tanta polêmica?

Fala-se sobre os resquícios da escravidão no Brasil. Hoje existe outra maneira de escravidão. É uma escravidão  camuflada e não adianta taparmos os olhos. Existe exploração de mão de obra, existe discriminação não apenas no Brasil, mas no mundo. Eu e minha família, brasileiros, sentimos o preconceito na pele quando moramos em Portugal, onde diziam na escola da minha filha, na época com quatro anos, que no Brasil só tinha índio, macaco e ladrão.

O que temos de comemorar não é o dia da consciência negra, ou o dia do índio, ou o dia internacional das mulheres. O que temos de ter é educação, é formação de caráter e de valores dos indivíduos. 

Abaixo ao preconceito, pois em pleno ano de 2010, acho tal discussão de uma ignorância sem limites.

domingo, 14 de novembro de 2010

Prêmio Dardos

Recebi o selinho da Gi, do blog Mensagens, uma blogueira querida, carismática, doce, meiga, cheia de sonhos, batalhadora e que corre atrás daquilo que quer.



O Prêmio Dardos é o reconhecimento aos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

O Prêmio Dardos tem as seguintes regras: 

- Exibir a imagem do Selo no blog
- Revelar o link do blog que me atribuiu o Prêmio
- Escolher blogueiros para premiar.
- Avisar os escolhidos

Eu dedico este prêmio à todos os blogs que se encontram no meu blog rol, já que são os blogs que sigo, curto, e indico.