quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O dia de terror do meu irmão e da minha cunhadinha é muito melhor que todos os meus mais comuns dias


Meu irmão ontem disse que teve um típico dia de terror. Fiquei até com medo ao ver o título do blog, afinal, em todos os dias ele está sempre sorrindo, feliz e bem humorado. Comecei a ler o texto. Um dia trágico na faculdade, com aulas ruins, professores ruins e sem vontade de dar aula. E nem é verão na Irlanda. Preciso contar para meu irmão que até o melhor dos professores tem o seu dia de não estar a fim de dar aula, ou até mesmo de dar uma aula ruim. Agora professor falar língua que ninguém entende, para mim é algo comum e cotidiano. E olha que hoje, nossa professora das duas primeiras aulas faltou. Para mim não foi surpresa, pois ela havia me avisado. Mas os alunos que vieram de longe, tomaram trem, ônibus, metrô e lá estavam, ávidos pelo conhecimento (ou pelo nome na lista de chamada), não gostaram muito de a faculdade não ter ninguém que a substituísse. E houve quem esperou de antes das oito até depois das dez para que a última aula acontecesse.

Tudo ontem deu errado na vida dele e da Japa. Aliás, a minha pobre cunhadinha amanheceu vomitando por conta de um chá que tomou. E eu que vomito várias noites, a noite inteira? Não é querendo ser a boazona, ser melhor que minha cunhada. Ela é melhor que eu em muitas e muitas coisas, mas em vomitar, pode esquecer, pois ela não me supera. Tudo bem que sou meio podre mesmo, mas, como disse, faz parte do meu cotidiano também viver no troninho ou na bacia chamando o amigo Hugo. E nem preciso tomar chá para isso.

Meu irmão não precisa dirigir no trânsito de São Paulo. Tudo bem, quem me conhece, deve estar se perguntando: “ele anda de ônibus, você não gosta de dirigir, por que não anda de ônibus também?” Resposta: moro em São Paulo. E melhor morrer em uma batida de trânsito do que morrer com o cheiro de sovaco que infesta os ônibus nos dias de inverno. E ontem fez 35º por aqui. Algum comentário?

Meu irmão não é cliente de nenhuma operadora de telefone, fixo ou móvel, da cidade de São Paulo. A Telefónica é caso perdido. Tentamos usar um VOIP pela TVA. Não deu certo. Comprei um Embratel. Ele só funciona para falar com meu irmão, lá na Irlanda. Não funcionava em casa de jeito nenhum. Desisti de brigar por um fixo. A querida Vivo, operadora do meu ex-telefone pós-pago, me vendeu uma promoção espetacular. 900 minutos mensais de Vivo para Vivo ou de Vivo para Fixo. Em nenhum mês, superei a marca de 100 minutos. E em nenhum mês, a conta veio menos que o dobro do plano contratado. Após seis meses sem tempo para resolver a situação, tive de cancelar a linha. Mudei para a OI. Operadora nova, cheia de promoções. Meu telefone desbloqueado não lia o chip. Para não voltar na Vivo, comprei outro aparelho. O resultado é que a OI não funciona na minha casa. Ainda me restava o computador, não fosse eu ter caído e usado o meu como proteção para o rosto. A HP levará VINTE DIAS ÚTEIS para verificar e resolver o problema, até que meu companheiro retorne.

Bom... não vou falar que tenho dois filhos, que minha filha odeia estudar, que ontem descobri que em 31 dias, ela teve 18 anotações na escola (falta de lição de casa, falta de material, não entregou o trabalho que eu e o pai perdemos horas fazendo com ela, não se comportou em sala de aula) e tive de tomar uma medida que já faz tempo, ensaio para tal: trocá-la de escola no ano que vem.

Ainda tem a manicure que fez minha unha, depois de 3 meses que não pisava em um salão, e conseguiu encravar uma unha da mão. Foi minha primeira vez com as patas dianteiras. A esteticista que foi fazer minha sobrancelha, conseguiu cortar minha testa em dois lugares. E ela foi a melhor esteticista que já fez minha sobrancelha. Imaginem as outras.

Não quero ficar me lamentando. Portanto, não contarei dos dois carros que fecharam o meu no estacionamento da faculdade e levei uns dez minutos manobrando. Também não contarei que ao sair do trabalho, vários carros resolveram entrar no estacionamento e o manobrista levou uns 20 minutos para trazer o meu. Também não contarei que o trânsito estava de lascar e levei quase três vezes o tempo habitual para voltar do trabalho. E claro que ao chegar em casa, há vários problemas que encontro. Alguém já viu empregada eficiente??????? Bom, melhor ontem foi dormir, não fosse o calor e a mola do colchão. Mas a mola do colchão, contarei em outro texto. Afinal, a vida é bela.

2 comentários:

  1. Aquele meu dia ruim foi mesmo atípico. Ainda assim, fiquei mal. Se eu tivesse que encarar de novo o trânsito de sampa, acabaria na tarja preta. Mas vc já deveria se encaminhar para a camisa de força...
    love u

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  2. Vemcha,

    Não vamos disputar quem sofre mais!! Na verdade, a gente tem um bilhão de motivos pra ser feliz :)

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