quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O caso do colchão


Seis anos atrás, quando nossa mudança chegou ao Chile, fomos comprar tudo que não tínhamos levado do Brasil e cama era uma das coisas. Decidimos comprar uma cama Box, tamanho “Queen”. Como não conhecíamos as marcas e os fabricantes do país, deixamo-nos influenciar pelo fator preço. Quanto mais cara a cama, melhor seria sua qualidade.

Desde então, a cama nos acompanhou em todas as nossas mudanças e em muitas das nossas noites, salvo as quais passamos em hotéis, nos períodos de transição de um país para outro.

Eis que no começo do ano, uma mola da cama estava estourada. E do meu lado. Nada me incomodava, até que um buraco na cama começou a ficar cada vez maior. Como nos mudaríamos no meio do ano e trocaríamos a cama, decidimos nada fazer. Meu marido, solidário ao meu lado fundo do colchão, pediu para que eu invertesse o colchão, assim o buraco ficaria para baixo. Virei o colchão e o buraco virou junto, pois a mola havia estourado de ponta a ponta. Ele ficou todo satisfeito: “se uma cama boa como esta quebrou, é porque foi bem usada”.

Tive a idéia de colocar uma manta, pois o buraco estava incomodando. E nada do apartamento novo sair. Como trocaremos a cama por uma tamanho “king”, não podemos comprá-la agora, pois o tamanho novo não cabe no espaço que temos. E agora, com o verão cozinhando qualquer um, como fazer para dormir com a manta-cobre-buraco da minha cama?

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