terça-feira, 27 de outubro de 2009

O remédio? Ler, sempre ler


Semana passada, decidi que faltaria na faculdade por duas semanas. Queria colocar meus estudos em dia e me preparar para as avaliações finais. Mas com febre, dor de ouvido, dor de garganta, nariz entupido e peito doendo, quem é que consegue se concentrar em estudos? Se alguém conseguir, me passe a técnica.

Apesar de minha amiga Jaque achar que estou doente porque leio demais, nada como uma cama e um bom livro. Aproveitei ontem para ler “Vestido de Noiva”.

É até vergonhoso dizer que vivo em Sampa, a terra dos bons teatros, e nunca ter visto a uma montagem do clássico Rodrigueano. É a mais pura verdade, nunca assisti nem a peça nem tinha visto o filme. Então, ontem resolvi assistir ao filme. Quando chegou na metade, desisti. Ler o livro antes é sempre a melhor maneira, na minha opinião, de conseguir entender por completo uma obra, quando se finaliza com a dramatização, seja no palco, seja na tela. Terminei o livro ontem mesmo. São menos de cem páginas e uma leitura alucinante, como toda obra do Nelson Rodrigues.

O autor é comparado à Shakespeare; dizem ser ele o nosso Shakespeare. Com todo o respeito, o inglês foi um prodígio, foi um inovador e quinhentos anos após sua morte, ele é o ícone do teatro, não há o que se dizer. O nosso autor também inova, e muito. É completamente ousado, mas são estilos diferentes. Eu poderia amar Nelson Rodrigues e odiar Shakespeare e seria natural. Mas amo ambos. Quem não tem contato com a literatura, vale a pena conhecer e se esforçar um pouquinho. Garanto que não haverá arrependimento.

E para não achar que a vida é um grande teatro, resolvi ler meu livro de cabeceira. Mas antes, tenho de explicar o motivo de “A Hora da Estrela” ser meu livro de cabeceira. Há quase um ano e meio, entrei na Saraiva, pleno dia de semana, e resolvi ler Clarisse. Quis começar por sua obra-prima. Comprei o livro e iniciei a leitura diversas vezes. Há fatos na vida de Macabéa que são mais presentes em minha memória, do que fatos da minha própria vida. A questão é que não levei a leitura adiante em todas as vezes. E agora, finalmente, sai das vinte primeiras páginas e estou apaixonada pela história. Se ler me deixa doente, podem começar a chorar pela minha partida, pois o fim está próximo. Mas ler continua a ser o elixir da minha alma!

2 comentários:

  1. Shakespeare bom é traduzido ou atualizado. Ler o sujeito no inglês antigo é tarefa árdua em vez de prazer.

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  2. Pô... aí vc quer demais né? A língua inglesa mal tinha sido difundida ainda na época do cara... o lance é assistir a uma boa montagem de teatro e ter contato com as nuances das histórias doidas do maluco!!!!!

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