quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Magistério: profissão ou sacerdócio?


Hoje, comemora-se no Brasil o dia de uma das profissões mais importantes em todo o mundo, porém, uma das menos valorizadas, ao menos aqui no nosso país.

O questionamento sobre magistério ou sacerdócio tem uma justificativa: elevar os professores a um degrau maior, muito além daquele que eles ocupam. A palavra sacerdócio tem origem grega, oriunda da tradução da palavra “kohén”, que no hebraico designa pessoas encarregadas das funções religiosas. No dicionário Aurélio, encontramos a palavra magistério, em uma de suas definições, como autoridade moral, doutrinal e intelectual. Mas quem realmente é o professor?

Professor é a primeira pessoa, após o núcleo familiar no qual uma criança está inserida, a qual ela prestará respeito, obediência e devoção. Professor é aquele ilustre ser que exerce sua profissão por dom, por um ideal de vida. Professor é aquele profissional prostituido no mercado de trabalho, desvalorizado pelo governo, marginalizado pela sociedade: “não sabia fazer nada na vida, virou professor”.

Não é qualquer um que pode ser professor. Poucas pessoas imaginam o que é chegar em uma sala de pré-escola, com dezenas de crianças muito pequenas, com as mais diferentes dificuldades, e ensiná-las, pouco a pouco, decodificar cada número, cada letra. Pacientemente, ensiná-las como juntar cada sinal gráfico para que palavras sejam formadas. Ver a evolução de cada pequeno indivíduo descobrindo o prazer ao dizer: “tia, eu já consigo ler meu nome”. Não há valor para pagar um prazer como esse.

A primeira professora é a tia querida de todo pequeno. Madalena Freire, educadora e filha do ilustre educador brasileiro, conhecido internacionalmente por suas obras e teorias educacionais, Paulo Freire, é contra as crianças chamarem assim, carinhosamente, aos seus professores. Eu, na minha humildade, discordo da Professora Madalena Freire. O fato de uma criança chamar aquela pessoa que está fazendo as primeiras intermediações no seu conhecimento formal de “tia”, não mudará o seu respeito por ela, não mudará o seu modo em vê-la. Ao contrário, ao meu ver, a relação com a “tia” só reforça o vínculo entre a criança e o adulto.

Com o passar da vida, mais e mais professores vão passando pela vida acadêmica de cada indivíduo. Cada um na sua especialidade, mas todos com a mesma função: ensinar.

Meus inúmeros professores me ensinaram várias coisas que estavam nos livros. Porém, o que ficou guardado dentro de mim como conhecimento, foram as coisas que me ensinaram sobre a vida. E ensinam até hoje, seja uma dica sobre um filho, seja uma nova maneira de enxergar os problemas, seja simplesmente na forma de me ouvir e me enxergar, como eu sou, respeitando o meu ser, sem crítica.

Para todos os professores que conheço, para todos que tive o prazer e a honra de chamar de “tio”, “tia” ou de professor, para todos os professores que passaram pela vida dos meus filhos, para aqueles que ainda passarão por elas, para aqueles que estão em processo de formação e para tantos que ainda virão: honrem com dignidade e amor a profissão que formará qualquer outro profissional; seja o que for que cada um queira ser na vida, ele só será se houver em sua jornada, a figura ilustre do PROFESSOR.

FELIZ DIA DOS PROFESSORES - Úrsula Hummel

4 comentários:

  1. Joakin... estudei sim com um Joakin, no Gastão, e fui aluna da Eunice, que por sinal ainda tenho notícias... ela ainda mora no Redê... vc tem orkut? Me add: Úrsula Hummel

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  2. Nossa tenho sim, irei adicionar e com certeza deve ser eu porque eu lembro desse nome!

    Ótimo blog gostei mesmo!

    Ah e Feliz Dia dos Professores!!

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  3. Grande Eunice. Tb aprendi algumas palavras com aquela baixinha...
    Feliz dia!

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  4. A Eunice ensinou não só LP, mas ensinou-nos a jamais esquecê-la... viva a Eunice!!!!

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