domingo, 6 de setembro de 2009

Um quebra-cabeças chamado VIDA


Estava eu no Céu. Tudo preparado para minha chegada na Terra. A dona Cegonha já estava abastecida e com o bico preparado para me carregar, quando fui avisada de que poderia fazer três desejos. Caso fosse um bebê bonzinho e deixasse com que a dona Cegonha fizesse o seu trabalho sem problemas até a minha entrega na maternidade, meus desejos seriam concedidos.

Com visão futurística, o primeiro pedido foi de que um dia, eu encontrasse um homem maravilhoso e com ele pudesse constituir uma linda família. O segundo pedido foi para ter filhos saudáveis e inteligentes, para completar a família. E o terceiro e último pedido, foi que eu tivesse sempre muitas coisas para ocupar minha cabeça, para que jamais sofresse de Alzheimer, mesmo que essa ocupação fosse feita de problemas. E assim, devido ao meu bom comportamento no trajeto Céu-maternidade, meus três desejos foram atendidos.

Como já tem 12874 dias desde que isso aconteceu, quase não me lembrava desse episódio, tampouco dos meus pedidos. Mas a última semana fez com que tudo viesse a tona na minha cabeça, graças ao terceiro pedido.

Terça-feira foi um dia de tantos problemas, que até a seguradora me ligou para avisar que o carro do meu marido havia sumido do rastreador e o satélite não o localizava, tendo sido provavelmente roubado. Disse que era impossível, já que na nossa garagem há uma parede na frente, duas pilastras laterais e atrás do carro dele, estava o meu, devidamente estacionado (e tinha meia hora que havia chegado em casa, portanto, não foi um caso de delírio). Disse que o carro encontrava-se no endereço domiciliar para constatação e não saia da garagem há dez dias, já que meu marido não estava no Brasil e eu não uso o carro dele.

Depois de passar o dia brincando de bombeiro e ter apagado vários incêndios (o possível roubo do carro foi só um aperitivo), terminei o dia com a pressão altíssima. Tinha formigamento nos braços e meu peito doía. Achei que eram os sintomas do tal infarto e minha hora estava chegando. Alarme falso. Acordei na quarta-feira vivinha da Silva para continuar a brincadeira de bombeiros.

Na quinta-feira, repentinamente no meio da tarde, houve uma brusca mudança de tempo e começou uma grande tempestade. A luz oscilou até o anoitecer e depois que eu e as crianças dormimos, ela acabou de vez. Minha filha tem um grande problema, oposto ao meu: ela só dorme se for com muita claridade, coisa que abomino. Quando sentiu a falta da luz, acordou. Duas horas da madrugada. E não satisfeita, fez barulho até que o irmão acordasse com medo e uniram-se contra o meu profundo sono.

A luz voltou quase cinco da manhã. Como eles levantam seis horas para ir à escola, passamos a noite em claro, e juntando problemas, mais falta de dormir, mais falta de tempo há dias para fazer uma refeição descente e vivendo a base de suco de laranja com banana e granola com açaí, minha resistência foi para o espaço.

Quando terminou o dia na sexta-feira, sentia dores no corpo, nariz escorrendo, sinais de gripe chegando. Ao acordar no sábado, constatei que estava apenas com uma sinusite atacando meu pobre ser e ao final do dia, o nariz já estava completamente entupido. Antes que virasse uma gripe suína, tomei meu remédio de sinusite. E cá estou eu, no meio da madrugada, com uma baita insônia, pois o remédio deve ser feito a base de cafeína. Sinal de que amanhã, por mais uma noite sem dormir, estarei com uma baita dor de cabeça, sem contar o mau humor. Sorte do meu marido que está literalmente na China, para não ter que me aturar, já que nem eu me suporto nestes dias!

3 comentários:

  1. Negócio da China para o cunha. Se livrou dos pepinos e da mulher empepinada.
    bjunda

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  2. Ah... tá véia pra cacete, hein! Haja dia pra viver nesse mundo...

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  3. PQP, tem dia que acho que nasci para-raio fantasiado de ser humano...hehehe

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