terça-feira, 15 de setembro de 2009

Perder para ganhar


Ontem passei horas na Marginal. Fui até minha médica, em Osasco. E se a médica não fosse muito boa, jamais faria tal sacrifício. Valeu a pena ter passado a tarde inteira com as crianças dentro do carro, cansadas, sem comer, para dar continuidade aos tratamentos de saúde os quais estou fazendo e sentir que sim, há esperança para que as coisas mudem em minha vida.

Cheguei em casa que mal minhas pernas mexiam. Ainda tinha que fazer as lições: banho nos filhos, janta dos filhos, mochila para o dia seguinte. Um miojo resolveu a questão janta. O banho e as mochilas deixamos para hoje. Acho que estávamos todos tão cansados, que as crianças dormiram assim que se deitaram. E eu, logo em seguida. Mas não dormi. Esperei meu marido chegar, conversamos um pouco, deitamos e dormimos.

Tive uma noite agitada. Pensei nas mil coisas que tinha para fazer hoje e acordei com a cabeça meio pesada. Aos poucos, ela começou a doer e doer, e doer. Meu marido levou as crianças para a escola. Paguei algumas contas, tomei remédio para a dor de cabeça e nada de passar. Fiquei deitada. Decidi que perderia a primeira aula. A dor persistia. Tomei o segundo remédio para dor de cabeça e um para o enjôo. Que dá um sono danado. Fiquei na cama, “a priori”, pensando nas aulas as quais perdia. Depois, fui relaxando. A cabeça parou de doer. Tomei café da manhã na cama: Danoninho. Adoro. Carreguei meu IPod. Comecei a ouvir Legião Urbana. Respondi vários e-mails atrasados. Mensagens do Orkut, idem. Esqueci a faculdade. Esqueci a casa. Esqueci os filhos. Esqueci meu trabalho. Esqueci das obrigações. E ganhei muito com tudo isso. Até xixi eu fiz. Coisa que não tenho tempo e acabo retendo líquidos, fazendo com que a retenção altere minha pressão arterial. Medi a pressão. 11x6. Não tenho a pressão tão baixa faz muito tempo.

A metade do dia passou. Não fiz nada das coisas que teria de fazer, tampouco fui à faculdade. Mas estou leve, relaxada e feliz. Feliz, pois a vida é simples, só nós é que não enxergamos a simplicidade dela.

Vou buscar as crianças. Depois, passaremos no sacolão e no supermercado. Deixarei com que eles comprem as frutas que queiram, as bolachas que queiram, os iogurtes que queiram. Hoje vai ser o dia do “nada de responsabilidades”. E se hoje for o último dia das nossas vidas, terá sido o melhor.
Claro que não dá para ser assim todos os dias, mas apertar o FODA-SE de vez em quando, faz um bem tremendo.

4 comentários:

  1. sou dessa escola. viva a vadiagem espontânea!

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  2. Pior...hj fiz a mesma coisa... será que a moda pega????

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  3. Iuuuppiiii... ainda bem q vc pode me mandar a grana, enquanto desfruto da vadiagem...hehehe

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