sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Para que servem os irmãos?

Obs.: Tenho uma foto minha com meus irmãos que amo!
Mas preciso escaneá-la e trocarei esta daqui em breve!


Irmãos enchem o saco, dão trabalho, principalmente quando se é irmã mais velha (meu caso). Mas o que é da vida das pessoas que não tem irmãos? Eu não sei. Irmão serve para quando a gente fica grande, lembrar de várias coisas da infância e morrer de rir. Irmão também serve para ajudar, para compartilhar os problemas e, com certeza, por mais problemas que haja ao longo da vida, serão sempre os únicos vínculos que teremos em qualquer lugar do planeta, esteja cada um onde estiver.

Gostaria de ter mais irmãos, mas só tenho dois. E também só depois que fiquei grande que decidi querer mais irmãos. Quando era criança, queria que os dois fossem mandados para o orfanato. É muito difícil ser irmã mais velha, mas tem suas vantagens também. Afinal, a quem os irmãos mais novos devem obedecer? De quem os irmãos mais novos buscam bons exemplos?

Meses atrás, fiquei muito feliz. Fui deixar uma mensagem no Orkut da minha irmã e na primeira página, havia uma comunidade a qual ela fazia parte: “Eu amo minha irmã mais velha”. Senti como se alguém tivesse feito uma comunidade especialmente só para mim. Senti-me muito importante.

Mas minha história de vida é com o meu irmão mais novo. Nós dois sempre tivemos senso de humor e por tal motivo, nosso vínculo se tornou mais forte. Quando pequeno, eu tirava muito sarro dele, por conta das suas duas orelhas juntas serem maior que sua cabeça. E ele sempre levou na esportiva. Nunca nos importamos com apelidos, pois o que para os outros era pejorativo, para nós era carinho. Apesar de termos sete anos de diferença entre nós dois, e apenas um ano e meio entre ele e minha irmã, fez com que os dois sempre fossem mais unidos, brincassem mais. Mas o vínculo maior entre nós três é realmente entre mim e meu irmão.

Por um acaso da vida, tive que adotar o coitadinho em um dado momento da vida. Adotar oficialmente, já que o moleque já estava há muito tempo instalado de mala e cuia na minha casa. O momento da adoção oficial se culminou com a chegada da cama dele. Era a cama dos Flinstones (uma cama tão antiga que só poderia ter sido usada na idade da pedra). Foi assim, com a chegada da cama, que recebi o documento “seu filho de verdade”. Assim vivemos até que ele fizesse 21 anos. Ganhou um par de asas e voou para longe.

Quando meu irmão foi embora, achei que tudo seria normal. Naquele dia, quando sai do trabalho e sabia que todas as suas coisas já tinham sido levadas de casa, fui para casa como em qualquer outro dia. Como ele trabalhava até tarde e nos encontrávamos raramente, não achei que teria algum impacto. Mas ao chegar em casa e ver o quarto dele vazio, me bateu um dos maiores vazios que já senti. E ali, morri de tanto chorar.

O tempo passou, depois de dois meses também me mudei daquele apartamento e a vida continuou. Passou-se um ano, eu já estava casada, fui morar fora do Brasil, mas já não sentia tanta falta do meu irmão. Voltei ao Brasil, vivíamos distantes, quase não nos encontrávamos. O tempo continuou passando e lá se foram anos. Até que ele também foi embora do Brasil e lá já está tem um ano e meio.

Sinto saudades, mas as saudades de hoje não são sofridas. Acho que o Skype é o divisor de águas na vida das pessoas que se amam e estão longe. Acho não, tenho certeza. Tenho a sensação de que hoje estou muito mais próxima ao meu irmão, do que quando ele estava no Brasil, trabalhando diariamente (inclusive finais de semana e feriados) na Globo e na Band, fazendo faculdade e mal nos falávamos ao telefone.

Hoje, voltamos a ter tempo de rir das uvas passas que minha mãe colocava no arroz de Natal, do bêbado dando informação na estrada para voltarmos a São Paulo, dos salgadinhos da Tina e do Bilú, das aulas do Professor de Contabilidade do Ensino Médio Técnico, que fizemos na mesma escola. Temos tempo hoje simplesmente para olhar um para o outro e rir muito. Rir da dança da Japinha, rir da risada da Japinha, rir do cabelo com franja da Japinha (que ela esconde para tirar fotos). Rir da nossa mãe com a mãe da Japinha. Rir do dinheiro que ele me deve (mesmo que eu ainda não tenha contraído a dívida). Enfim, agora, só agora, quando estamos fisicamente tão distantes, conseguimos voltar a ficar tão perto, como na infância, e dar risada das coisas boas e simples da vida, as únicas que ficam para sempre.

4 comentários:

  1. Viva a tecnologia! O melhor de tudo é termos tempo de matar essas saudades e dar essas risadas enquanto ainda somos jovens e as coisas continuam acontecendo. Rir do passado e do presente ao mesmo tempo é bom pra caralho.

    Aproveitando, precisamos resgatar umas da dona Geralda e do pessoal do bairro...

    Te amo, gorducha

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  2. Pô MV... sabe pq nunca resgato nada da véia? Pq me remete a um episódio triste... mas falaremos dele um dia, pessoalmente! Te love ú muchy muchyo

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  3. hahahhahah fiquei até lisonjeada em ser motivo de união de irmãos!!!

    Vou arrumar mais um milhão de motivos pra vcs rirem.

    Love yous!! (ah, a gramatica ta errada, mas irlandes fala assim mesmo)

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  4. VEMCHA, tds os dias da minha vida, rezo um MANTRA: hj a Japinha será filmada, hj a Japinha será filmada, hj a Japinha será filmada... preciso ver a dança... pq estou há semanas rindo, mesmo antes de vê-la.... hehehe... sabe q vc é irmã gêmea do meu marido, com a diferença que vc é mulher, engraçada, tem bom humor, está sempre de bem com a vida, não é estressada... na verdade, acho que o q vcs tem em comum, além da data do aniversário quase que a mesma e de sempre roubarem as comidas dos irmãos Lemos é o bom caráter, a honestidade, o grande coração e a determinação. De resto, TKS GOD, são opostos.

    Love ú (e foda-se a gramática...hehehe)

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