sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Mago


Estou lendo a biografia do Paulo Coelho, escrita por ninguém menos que Fernando Morais. Quem já teve a oportunidade ou a sorte em ler Olga, Chatô, O Montenegro, sabe o porquê de me referir ao Fernando em um tom superlativo. Agora o Paulo Coelho é um caso a parte.

Salvo engano, já escrevi aqui no meu blog algo sobre ele. É o escritor brasileiro que mais vendeu livro em toda a história do nosso país. Existe a chamada “elite cultural”, que insiste em criticá-lo, em excluí-lo do rol de escritores. Ainda bem que cultura não significa poder. Paulo Coelho é um Mestre da escrita, digno de todos os prêmios que já ganhou mundo afora, em boa parte dos 150 países nos quais seus livros foram traduzidos.

É direito da pessoa não gostar de uma obra. Não gostar de duas obras. Só que o conjunto de suas obras se difere em gêneros, em estilos e só é possível não gostar após ter lido, fechado o livro e concluído: NÃO GOSTEI. Nesse momento, com leitura concluída, o indivíduo terá o direito de criticar. Antes de terminar, acho injusto.

Nas Margens do Rio Piedra eu Sentei e Chorei é um dos meus livros “Top 50”. Já li tantos livros na minha vida, que eleger dez não seria justo. E cem seria exagero. Dentre outras obras do autor que gostei, esse, particularmente, é uma obra de arte, peculiar em cada palavra, remetendo o leitor às reflexões e viagens interiores fantásticas.

Mas o que quero falar é sobre “O Mago”. Ouvi dizer, li várias vezes. Paulo Coelho e Raul Seixas tiveram vidas loucas. Conhecer o nível da loucura e o que levou o Paulo à sua louca vida foi um êxtase. Ainda não terminei o livro e mesmo quando o terminar, não terá um fim, já que a vida dele ainda não acabou. E espero que dure muito, que ainda possa existir “O Mago – parte 2”, para que eu saiba qual foi o “vivemos felizes para sempre” da sua vida.


Como sempre digo e insisto, é fácil julgar, criticar, avaliar a vida das pessoas e, principalmente, invejar situações financeiras das pessoas abonadas, sem saber quantas pedras foram encontradas na longa estrada da vida. Fica aqui a minha dica de leitura para quem gosta de biografias, independente de gostar do escritor Paulo Coelho.

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