quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Eu nasci pobre e nojenta. Mas limpinha!


Preciso aproveitar o tempo ocioso, já que não durmo a noite para fazer inalação no meu filho doente e não durmo durante o dia para assistir Play House Disney com ele, para falar sobre frivolidades que vão ficando guardadas na minha cabeça.

Não sei por que algumas pessoas nascem nojentas. Quando digo nojentas, não quero dizer frescas, metidas, mas nojentas no sentido literal, que é ter nojo das coisas.

Eu nasci nojenta. Não gosto de ser assim, mas sou e não vejo como mudar. Não tomo no copo de ninguém, não como com os talheres de ninguém, não uso toalhas de banho usadas por ninguém.

Todo mundo sabe como sou desprendida de várias coisas materiais. Empresto livros, DVDs, CDs, e por várias vezes, não tenho de volta os meus pertences devolvidos. Mas emprestar roupa... não consigo.

Tenho várias caixas com vestidos de festas. De vários tamanhos (já que meu tamanho oscilou muito nos últimos anos), de vários modelos, de várias cores. As pessoas me perguntam, “por que você não aluga, ao invés de ficar juntando vestidos?”. Porque tenho nojo. Só de imaginar quem possa ter usado uma roupa alugada, fico toda arrepiada. Pior de tudo isso é que meu filho nasceu nojento como eu. Espero que ele trabalhe e dê duro na vida para poder desfrutar dos nojos dele, assim como, até hoje, pude desfrutar dos meus.

Neste ano, uma fulana me pediu um vestido de festa emprestado. Para a mãe dela, que eu nunca vi na vida. Simplesmente me ligou e pediu o vestido, podia ser qualquer um. Prefiro dar a emprestar para alguém. Na verdade, a pessoa que me pediu o vestido tem cara de gente suja e quando ela me mandou uma foto da mãe, pensei em doar todos os meus vestidos, a ter qualquer um deles usado por gente que não conheço e ter de volta.

Já emprestei muitas roupas, por muitas vezes, para várias amigas. Vejam bem: A M I G A S. Empresto roupa, sim, desde que seja para alguém que eu conheça e seja “limpinha”. Ano passado, minha amiga tinha a formatura do Ensino Fundamental do seu sobrinho/afilhado. Eu fiz a maior questão: trouxe-a até minha casa e deixei livre para que ela escolhesse um ou quantos vestidos quisesse, boleros, echarpes. Minha amiga é alguém que conheço muito bem, sei o quanto ela cuida das coisas dela e dos outros também. Emprestei de todo coração e emprestarei para ela ou para outras pessoas iguais a ela quantas vezes precisarem. Só que a cara de pau da pessoa que mal me conhece, ligar na minha casa em pleno final de semana para pedir um vestido emprestado para alguém que nunca vi na vida (e lembrem-se, tem cara de suja, só pela foto), me fez negar o pedido.

Não me senti mal por minha atitude. Já disse e repito que não é bom ser nojento. Portanto, não falo sobre minhas nojeiras com orgulho. Mas se eu sou assim, o que fazer?

2 comentários:

  1. huauhahuhuahuahuahua
    Nem parece filha de alguém que dividia a colher de sopa com o meu cachorro...
    huauauhhauuha

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  2. Nossa, sabe a coisa que MAIS TENHO NOJO? Morder o sanduíche de alguém... e se alguém pedir um pedaço do meu, pode levar o lanche todo... eu e a Pops temos boas histórias da nossa época de Uniban, qd eu fazia Direito e ela Psicologia, com a história do meu nojo de comida... aí, sabe o que aconteceu? Ela ficou igual a mim....hehehe isso pega! Vai ver que é trauma cachorrístico de infância!

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