domingo, 6 de setembro de 2009


Este semestre está sendo o mais difícil e confuso da minha vida. É um excesso de informação e coisas para resolver que nunca vi igual. Mas acho que toda vez que passamos por momentos turbulentos na vida, estamos criando resistência e sendo testados para outras coisas no futuro, e assim, vamos evoluindo a cada dia.

Apesar de uma das coisas que está tomando muito do meu tempo é o final da faculdade (e agora faltam apenas doze semanas), o excesso de leituras a qual me submeti desde julho foi o maior ganho em cultura que já tive em trinta e cinco anos de vida.

Semana passada, com certa resistência, li “O Quinze”, da Raquel de Queiróz. Das vinte e quatro obras que tinha de ler para o semestre, não comprei apenas duas; além dessa, não achei “Gaibéus”, do escritor português Alves Redol. Eis que minha amiga me emprestou “O Quinze” e fez uma contextualização antes. As coisas que ela me disse foram tão convincentes, que em dois dias terminei o livro. Chorei por várias vezes durante a leitura, pois se trata de uma história muito forte, baseada em fatos reais que ocorreram no ano de 1915 no Nordeste brasileiro. Foi muito sofrido terminar a leitura pensando em quantas e quantas pessoas passaram pelas situações de miséria narradas no livro. Gostei tanto que comprei para reler e guardar.

Para fazer uma pausa nos clássicos da literatura mundial, comecei ontem a ler “Carta entre amigos”. O livro é de uma singeleza tão profunda, nos remete a tantas reflexões, que deixarei aqui apenas registrado que é uma obra maravilhosa e aguçarei a vontade dos curiosos.

Só uma breve opinião minha: a primeira carta é de uma profundidade, pois fala de morte, o assunto mais difícil de encarar na vida de qualquer indivíduo. Já estou terminando (e com a insônia aqui firme e forte, é capaz de terminar ainda nesta noite) e, como sempre acontece quando leio algum livro muito bom, já estou com gostinho de “quero mais”.

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