quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Que cara tem Deus?

Meu filho estudava até maio passado em uma escola de educação infantil, cujos donos são católicos praticantes e a prática religiosa era diária. Foi lá que ele aprendeu a rezar o “Pai Nosso”. Aos domingos, meu marido leva as crianças para a evangelização infantil e eles aprendem sobre Jesus, falam sobre Deus e mais várias coisas religiosas. Eis que meu filho me pergunta: “mamãe, como é Deus? Que cara ele tem?”. O que responder? Fiquei alguns segundos pensando e ele, com toda a sua impaciência “ursulística”, continuou repetindo as perguntas insistentemente. Disse a ele que Deus tem a cara que cada um quiser. Que para mim, ele não tem cara, é uma luz que ilumina minha vida, que guia meu caminho, que orienta minhas decisões e me faz pensar no que é certo e errado antes de agir. Ele quis saber se era uma luz igual a da lanterna dos Backardygans. Respondi que não, mas que apenas para mim Deus tinha a aparência de uma luz; ele poderia escolher a cara que quisesse para dar ao seu Deus. O assunto morreu por ali. Só que depois desse dia, ele nunca mais quis rezar sozinho antes de dormir. Todos os dias, quer rezar comigo, no meu quarto, deitado na minha cama e com a luz acesa, para que Deus esteja presente.

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