quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Quando o santo não bate


Nunca escondi de ninguém o quanto sou influenciável. Se isso denotar ou conotar uma fraqueza, paciência, eis a minha, apesar de não considerar como tal. Se gosto de uma pessoa e essa pessoa chega para mim e diz que não gosta de outra, também passo a não gostar da outra, sem ao menos conhecer. Mas se a vida me dá a oportunidade, conheço a tal outra pessoa, gosto e mudo a opinião. Apesar de parecer meio negativo, ser influenciável tem o seu lado positivo.

Tem uma pessoa do corpo docente da Universidade que me incomoda profundamente. E como a professora que é minha melhor amiga não gosta da pessoa, foi o suficiente para eu criar uma implicância sem tamanho. Me dá até arrepios quando tenho de assistir às suas aulas.

Ao término do primeiro semestre, estava tomando um café filosófico com uma professora que gosto muito, pela qualidade das suas aulas, mas principalmente pela grandiosa pessoa que ela é. E nesse café filosófico, surgiu a empatia que os alunos têm com a tal pessoa. Foi quando minha professora me disse que a opinião da turma estava completamente distorcida, pois tratava-se de uma pessoa de um coração grandioso, de uma inteligência genial e que, geralmente, pessoas geniais tem dificuldade em se expressar, passando uma impressão de prepotência ou arrogância.

Passei as férias pensando naquela nossa preciosa conversa. E voltei para o segundo semestre com outros olhos. Em 72 horas, passei a amar alguém que até outro dia, faria qualquer coisa para não cruzar pelo caminho. Será que eu também não mudei alguma coisa dentro de mim, para que nossos “santos” passassem a se cruzar?

Sei que da mesma maneira com a qual sou facilmente influenciada, posso facilmente influenciar. Tenho certeza de que, ao final deste ano letivo, muitas pessoas mudarão suas visões a respeito desse ser ex-detestável e de tão grande coração.

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