quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O que fizeram com o meu filtro afetivo?


Em 1987, Stephen Krashen elaborou uma teoria para a aquisição de uma língua estrangeira e dentre cinco hipóteses dessa teoria, julga o filtro afetivo como o mais importante. Mas o que é o filtro afetivo? O filtro afetivo envolve um número de variáveis, todas ligadas à afetividade do aluno, para que ele consiga aprender a língua: motivação, confiança, ansiedade. Mas será que a teoria de Krashen só deve ser usada para o aprendizado de uma segunda língua? Quando um aluno perde a confiança em um professor, sente-se desmotivado pelo mesmo e cria uma ansiedade de maneira negativa em relação àquela aula, não está bloqueando totalmente o seu filtro afetivo, criando assim uma dificuldade de aprendizado?

Chegamos então à Zona de Desenvolvimento Proximal. Essa teoria foi elaborada por Vigotsky, contemporâneo à Piaget, que complementou as idéias deste quando incluiu que o meio social em que o indivíduo está inserido é essencial para que o aprendizado aconteça. Então, a Zona de Desenvolvimento Proximal é a distância medida entre nível de desenvolvimento real e o potencial. No primeiro, soluciona-se o problema sozinho. O segundo, há a necessidade de intermediação. Só que nem todo mundo está preparado para intermediar. Eis então o porquê da palavra PROXIMAL. Quanto mais próxima a linguagem entre os indivíduos que estão socialmente trocando conhecimentos, maior será a chance de sucesso de aprendizado.

Depois de todo esse blábláblá técnico e teórico, preciso dizer que meu filtro afetivo simplesmente bloqueou para certa disciplina. A desmotivação tomou conta do meu eu, bloqueando qualquer possibilidade de aprendizado e ninguém está conseguindo entrar na minha Zona de Desenvolvimento Proximal para intermediar meu aprendizado.

Viva Vigotsky, que desenvolveu tanta teoria, tudo para que eu não me sinta uma burra. Sou simplesmente uma vítima do sistema.

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