quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Eu, as compras de mercado e o perigo que elas representam

Esqueci de contar uma coisinha boba, mas útil. No sábado, fui levar as crianças para colher exames e de lá fui até o Wal Mart do Pacaembú. Estava precisando de material de limpeza, que normalmente compro por atacado no Sams Club, mas como estou de mudança, não achei prudente fazer um estoque e ter mais coisas para carregar. Coloquei meu filho na cadeira daqueles carros para bebê e minha bolsa entre mim e ele. Minha filha sempre ao meu lado. Ao entrar no estacionamento, me chamou a atenção o número de crianças e adolescentes de rua que estavam cheirando cola, na porta de entrada principal do hipermercado. Como há alguns meses sofri uma tentativa de roubo dentro do Extra Anhanguera, em pleno sábado de grande movimento, já entrei esperta. Mulher com criança é sempre alvo fácil. Fiz minhas compras rapidamente para me divertir com a pilha de roupas para lavar e passar que me aguardavam em casa. Parei no primeiro caixa para fazer o pagamento. Atrás de mim, reconheci um dos adolescentes que cheirava cola na entrada, segurando um saco de plástico com um limão dentro. Rapidamente, me dirigi a ele e disse para que ele procurasse o caixa rápido, para até vinte volumes, que fica na outra metade da loja. O moleque largou o saco e foi embora. Ainda bem que depois da matéria sobre varejo na Veja São Paulo, o Wal Mart decidiu colocar empacotadores nos caixas, o que me ajudou a conseguir tomar conta das crianças, das compras e da bolsa. Ao sair do estacionamento, vejo pela terceira vez no intervalo de apenas uma hora, o mesmo rapaz, sentado com os colegas, de frente ao estacionamento, que fica exatamente em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda. Não sei se tal situação é corriqueira, mas será que o rapaz que trabalha distribuindo cartões de entrada no estacionamento não poderia ter tomado alguma providência, para algo que acontecia debaixo dos seus olhos? Chegamos ao ponto de ter medo de ir fazer compras, pois naquele lugar não entro mais sozinha com as crianças. E que todos fiquem de sobreaviso.

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