segunda-feira, 13 de julho de 2009


O que determina quantas calças, quantos pares de sapatos ou quantas bolsas precisa uma mulher? Até hoje, nunca ouvi falar de nenhum índice que medisse tal necessidade. E trata-se de uma necessidade mesmo. Mulher precisa ter uma infinidade de sapatos, mesmo que não use. Não se trata de consumismo, trata-se de simplesmente ser mulher.

Outro dia, nas raras vezes em que assisto televisão, ouvi um Economista dando dicas de como economizar. Havia uma telespectadora como “cobaia” do Consultor de Economia Doméstica acabando com a pobre mulher. As suas contas só se encontravam no vermelho, pois ela não precisava ter tantas calças dentro do armário, precisava de no máximo três pares de sapatos (e na lista não tinha botas!), e uma bolsa, uma única bolsa, seria o suficiente para viver. Quando aquela acabasse, aí sim, uma nova bolsa entraria em ação.

Concordo que muitas pessoas sofrem de compulsão e acabam gastando mais do que podem. Mas trata-se de poder aquisitivo, momentâneo muitas vezes. Necessidade todo mundo tem. Quem é que não gosta de variar, de mudar, de abrir o armário e ter suas muitas opções dentro dele? Mesmo que a infinidade de opções seja apenas para causar mais dúvidas ao sair.

Mesmo sendo consumista assumida, sou a favor de fazer a energia do armário circular. Costumo dar tudo que não se usa há mais de seis meses. Claro que a regra só se aplica às coisas minhas ou das crianças. Meu marido adora juntar. Para conseguir fazê-lo dar algo do seu armário, tenho até que contar a história da bruxa má que pega meninos grandes que juntam tralhas no armário. Acaba dando certo. E assim, sobra espaço para comprar algo novo. Haja consumo.


p.s.: sei que em tempos ecologicamente corretos, há que se frear o consumo, mas jamais deixar de consumir; afinal, se o consumo parar, a economia também para.

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