sábado, 4 de julho de 2009

O dia em que descobri que eu era uma boa companhia para mim


Chega a me impressionar o que a carência faz com o indivíduo. Vejo pessoas relacionando-se com outras que não tem nada em comum com elas. Medo de ficar sozinho? Claro que sim. Afinal, o indivíduo não nasceu para viver só, mas sim, em par. E por que esse par não pode ser um amigo querido, um familiar legal, um colega de trabalho ou até mesmo um funcionário do condomínio? Para conversar e deixar de estar sozinho, basta haver mais um alguém.

Ao longo da minha vida adulta, presenciei por parte dos meus amigos, das minhas amigas e até da minha parte, em dado momento da vida, o relacionamento forçado. E o que eu entendo por relacionamento forçado? Aquele no qual a pessoa se força a estar com qualquer tipo de indivíduo ao seu lado, só para não estar sozinha.

Um dia, quando comecei a atingir a maturidade, descobri que tinha que colocar em prática o ditado “antes só, que mal acompanhado”. Assim, me divorciei. E assim também que descobri que amigo é qualidade e não quantidade. E foi assim que amadureci cada vez mais, pois dei a oportunidade a mim mesma de conhecer a minha companhia e foi só quando me vi feliz com ela, é que me descobri inteira para oferecer minha companhia às outras pessoas.

Acredito que o que falta para muita gente, é o aceitar que até mesmo os gêmeos nascem um de cada vez, de maneira individual e é assim que temos que nos descobrir, pois só assim saberemos do que gostamos e principalmente de quem gostamos, para então, saber buscar e encontrar a tal felicidade. Quem sabe se cada um se desse tal oportunidade, não teríamos um mundo menos “celebridade” e com relacionamentos mais estáveis. Será?

Concluí, pela minha experiência, que só é possível estar bem acompanhado após passar um período só. É ver para crer.

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