domingo, 19 de julho de 2009

O casamento da Agatha e do Rafa


Conheci a Agatha em janeiro de 2007, quando meu filho entrou em sua ex-escola. Ela foi sua primeira professora, já que na escola anterior, ficava no berçário com uma enfermeira. Minha empatia com ela foi imediata. Seu jeito de menina risonha e brincalhona me encantaram e me faziam deixar o meu bebê com ela na maior confiança. Um dia, ela faltou ao trabalho. No segundo dia também. Até hoje, passados quase três anos, a escola não explicou aos pais sua saída. Mas já tínhamos um contato fora da escola, que o mantemos até hoje e, espero, manter por toda a vida. Durante todo o tempo em que não nos encontramos, ela amadureceu muito; o jeitinho de menina deu espaço a uma grande e decidida mulher. Assim, nos encontramos para um almoço e para recebermos com muito carinho o seu convite de casamento. E ontem foi o casamento.

Eles se casaram na Primeira Igreja Presbiteriana de São Paulo. Uma igreja muito bonita e um casamento extremamente bem organizado. A pontualidade nos chamou muito a atenção. A cerimônia estava marcada para as 18h30 e exatamente nesse horário, as cornetas tocaram para anunciar a entrada dos pais e padrinhos. Foi uma cerimônia bonita, singela, rápida e emocionante. Claro que meus olhos se encheram de lágrimas por alguns momentos durante a cerimônia. Da igreja, migramos para Osasco, a segunda vez em 48 horas. Meu marido entregou nossa sorte ao GPS, que tinha um caminho bárbaro e bem mais curto do que o tradicional. Só que o GPS deu pau no meio do caminho. Pior, apagou todas as informações exatamente quando passávamos por uma favela. Sem orientação, sem nome de rua, sem lenço e sem documento, contamos com a sorte para encontrar o caminho da festa. E encontramos.

A festa foi muito bonita. A decoração era toda em lilás e branco, de um extremo bom gosto. O Buffet contava com uma equipe de primeira, pessoas educadas, simpáticas e que não deixaram de servir por nenhum momento. Houve um jantar com uma mesa muito variada de saladas e mais pratos quentes, também muito bem servido, e de maneira rápida, não fazendo com que nenhum dos convidados esperasse por muito tempo na fila. O estacionamento ficava ao lado do Buffet, com muito espaço para estacionar e sem congestionamento ou carro preso na hora de ir embora. Os bem casados foram os melhores os quais já comi. Se alguém se interessar, recomendo de olhos fechados (http://www.oficinadoacucar.com.br/). A surpresa foi na saída, quando recebemos uma foto da nossa família com os noivos nas bordas. E ao entrarmos no carro, havia no espelho retrovisor um cartão, aparentemente de estacionamento, mas que era uma linda mensagem dos noivos, oferecendo seu novo lar aos convidados. Achei chique, fino, simples e de extremo bom gosto.

A noiva entrou na nave da igreja tensa e nervosa. Mas linda. Depois dos primeiros passos, conseguiu sorrir. Quem já atravessou a nave de uma igreja, sabe que há todos os convidados na expectativa de ganhar um sorriso da noiva, mas a noiva não enxerga nada. Nervoso, ansiedade, medo, dor de barriga, enfim, um misto de sensações e de emoções. Ao sair, ela já sorria e estava bem relaxada. Na igreja, os noivos receberam os comprimentos de alguns dos convidados, que não iriam para a festa. Um detalhe interessante é que meu marido não conhecia os noivos e eu não conhecia o noivo. Mas foi como se o conhecesse há muitos e muitos anos, tamanha a simpatia e carinho com a qual ele cumprimentou a mim e aos outros desconhecidos da festa. Eles passaram de mesa em mesa, dando uma grande atenção a cada um dos convidados, tirando fotos, pegando crianças no colo, batendo papo, nada daquela formalidade rápida de casamento. Eles estavam muito descontraídos na festa e os convidados muito a vontade. Enfim, foi tudo muito bom. Claro que saímos à francesa, como sempre, muito antes da festa acontecer de verdade: a balada, o bolo, o buquê. Coisas de Hummel.

Que Deus leve ao casamento desses queridos amigos a alegria presente em seu dia mais especial. Que a união deles tenha todos os dias a bênção que foi o casamento. Que eles sejam felizes para sempre.

Um comentário:

  1. não vejo a hora de alguém casar de novo para o pessoal voltar a escrever em blog...

    ResponderExcluir