sábado, 4 de julho de 2009

Amo carros e odeio guiá-losAté alguns anos atrás, era uma grande conhecedora de carros. Sabia sobre modelo, acessórios, potência de motor e outras coi


Até alguns anos atrás, era uma grande conhecedora de carros. Sabia sobre modelo, acessórios, potência de motor e outras coisas de interesse “de meninos”. Depois, veio a maternidade e foquei meus conhecimentos em marcas de fraldas descartáveis e lenços umedecidos.

Não é segredo para ninguém o quanto detesto dirigir. Só o faço por obrigação e tudo que posso fazer pela internet ou empurrar para o final de semana, quando meu marido “James” está em casa, vou empurrando. Mas gosto de carros. Claro que não sou nenhuma conhecedora profunda e pior, diria que hoje conheço o mínimo e assim mesmo, só dos carros que tivemos nos últimos anos.

Com a troca “carro x fralda”, fui me alienando até com cuidados que sempre gostei de ter com o carro. No dia das mães do ano passado, meu marido me deu um carro zero quilômetro. Tínhamos vendido o meu carro quando compramos nosso apartamento um ano antes e na ocasião, compramos um Escort ano 1997 para quebrar o galho. Só que o galho já estava despencado e assim, ganhei meu segundo carro importado.

O primeiro tinha sido em Portugal. Em muitas capitais européias, assim como em São Paulo, não há mais lugar para estacionar. Assim, cada vez mais pessoas práticas buscam carros pequenos. Na Europa, um carro muito procurado é o Smart, bastante compacto e cabe em qualquer lugar. Meu marido me deu um Daewoo Matiz, carro que eu adorava. Assim que um modelo semelhante chegou ao Brasil, ele decidiu que compraria um para mim.

Vou fazer um parênteses: adoro carros grandes. Os modelos “perua” estão entre meus favoritos. Mas gosto mesmo é de dois carros, em específico: a Zafira e o Xsara. Quando fomos trocar meu Escort por um carro de verdade, fiquei bastante inclinada a comprar um deles, usado, já que antes do velho Escort, tive uma Meriva que amava. Só que o problema é estacionar e para mim, é um grande problema. Odeio ficar manobrando o carro para operar milagres da física, tentando fazer caber dois corpos em um único espaço. Assim, aceitei a sugestão do meu marido e compramos o meu “Mosquitinho”.

Em maio passado, o Mosquitinho completou seu primeiro ano de vida. Liguei na Concessionária para fazer a segunda revisão, já que a primeira havia sido feita aos mil quilômetros e a segunda deveria ser feita aos dez mil ou em um ano, o que ocorresse primeiro. Liguei para o agendamento. O atendente foi de uma gentileza ímpar. Tentava me explicar onde ficava o odômetro para que eu conseguisse lhe dizer a real quilometragem do carro. E eu, do lado de cá da linha, insistia: “cinco mil e duzentos quilômetros”. Depois de muita conversa, expliquei para ele que uso o carro cinco dias por semana e em curtos trajetos. Levo as crianças à escola, que fica há algumas quadras de casa. Vou para a faculdade que é no quarteirão de baixo. Trajeto inverso para voltar para casa. Vamos ao shopping perto de casa. E quando saímos para muito longe, é para ir até a Rebouças, na pediatra ou até o Itaim, na otorrino. Só. Fica óbvio que realmente o carro com um ano de uso só tem cinco mil quilômetros.

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