quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ter ou não ter, eis a questão


Uma amiga muito querida me confidenciou que não sabia se teria filhos ou não. Difícil opinar quando se é mãe. Como tudo na vida, há os prós e os contras. No caso da maternidade, acho que os prós são infinitamente mais que os contras. Mas ter filhos significa abrir mão da própria vida por muitas e muitas vezes ao longo do seu curso. Por várias vezes, me vejo “viajando”, com o peito ardendo de amor, pensando sobre o que seria da minha vida se não tivesse meus filhos. Estaria, com toda a certeza, fora do Brasil. Viajando pelo mundo, trabalhando muitas horas por dia, construindo conhecimentos históricos, culturais e geográficos, mas sem conhecer a coisa mais significante que pude ter na vida: a maternidade.


Minha amiga, sei que você é leitora do meu blog e, portanto, usarei este canal para falar-lhe, de todo o coração: espero de todo o coração que você tenha uma luz em seu caminho, que Deus lhe mostre o que é melhor para você!


Bom, só me lembrei do nosso papo-cabeça agora pela situação que acabei de viver. Estou deitada na minha cama, aquecedor ligado, quarto quentinho, a sinusite acabando comigo, cabeça doendo, febre que começa a tomar conta do corpo e entra meu filho no quarto, falando na língua dele: “mamãe, preciso ligar muito rápido pro meu papai; ele vai ficar muito feliz porque agora vai passar o Elmo também no Discovery Kids”.


Filho dá um trabalho tremendo. Liguei para meu marido, que estava em reunião no fornecedor em Alphaville, para que o filho pudesse dar uma notícia tão importante e urgente. Tenho certeza de que todo o estresse que assolava a tal reunião (que já dura seis horas) foi por água abaixo após ouvir uma voz tão doce, pura e fiel do outro lado, compartilhando a emoção de um novo desenho animado. Eu voto sim, sempre. Nossos filhos são as razões dos nossos viveres!

2 comentários:

  1. Ai amiga...

    Gosto dos seus textos sobre o dia a dia familiar...

    Me faz tão bem linda...

    Grande beijo...

    Chris

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  2. Ave Maria, é o nosso lado mulher-mãe que nos traz mais identificação em textos assim... saudade querida, beijos

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