domingo, 21 de junho de 2009

Refletindo sobre a Educação


O mundo está completamente voltado à preocupação com uma grande temática: a Educação. Poucos governos, seja na esfera Federal, Estadual ou Municipal, fazem sua parte além da teoria. Educar é perigoso, pois um indivíduo que sabe torna-se uma ameaça em muitos sentidos.

A educação hoje é uma preocupação individual no momento em que cada educador conhece seu papel e sua função. Assim como acredito não haver escolas formadoras de líderes, por acreditar ser a liderança uma característica inata, também acredito não haver nenhuma escola que forme o Educador. Ser professor é ter um dom de entrega e doação.

A figura do professor vai muito além da figura paternalista. É o professor quem vai dizer coisas aos seus alunos que, para eles, tratar-se-á de verdade absoluta. É o professor o indivíduo cobrado quando se mostram pesquisas de baixo rendimento escolar. É culpa do professor que não foi criativo e inovador em suas aulas, causando o desinteresse do educando e, assim, o baixo rendimento e a evasão escolar.

Tem gente que pensa que é professor, muitas vezes por ter um diploma que o “diga” assim. Assim como tem escola que pensa que é escola, só por possuir um registro junto ao Ministério da Educação e Cultura, por cobrar mensalidades exorbitantes e estar entre as melhores, no nosso medíocre país que não consegue tirar a educação do fundo do poço.

Muitos teóricos dedicaram anos de suas vidas ao estudo da educação, como ela se dá, como ela se recebe e quais os melhores caminhos para trilhar as duas vertentes. Quantos não teorizaram a Educação? As teorias são lindas e recebem os mais variados nomes. Não sou ninguém para tirar o valor de Piaget, de Vigotsky, de Paulo Freire, de Dewey, de Emilia Ferreiro, de Freinet, de Anísio Teixeira, de Herbart, e até de Freud, que dentro da sua total loucura, acaba teorizando a culpa nos próprios pais. Acredito que a educação se dá através do meio social, se dá através da construção de etapa por etapa e que os pais, mesmo em sua ignorância científica, buscam o seu melhor para os filhos. Mas acredito ainda no dom.

Discute-se a educação informal e a educação formal. Limitam-se os papéis para as famílias e para as escolas. Só se esquece de pontuar que a escola também informa e a família também forma. Talvez, se esse trocadilho ficasse mais claro para a sociedade, seria possível entender que a educação é uma via de mão dupla, devendo ser cruzada conjuntamente e continuamente entre a família e a escola. Só que é muito mais fácil e cômodo para muitos pais, trabalhar arduamente por várias horas a cada dia, não ter tempo para vida social ou familiar, em prol de propiciar a melhor educação para o filho, achando que essa se fará na escola que lhes fornece um bom status social.

Qual é a melhor educação? Aquela escola de elite, a mais cara, que está constantemente na mídia? Pais cada vez mais param seus carros de luxo, muitas vezes guiados por motoristas, para entregar seus filhos às escolas. É um exercício de entrega mesmo. Do portão para dentro, o trabalho (muito bem pago) é da escola. Sua função é apenas pagar o boleto bancário ao final do mês. Assim, indivíduos são cada vez mais socialmente solitários e fazem dos computadores e videogames suas válvulas de escape sociais. Acumulam gordura no organismo por passarem horas e horas sentados frente dos aparelhos eletrônicos, achando que estão gastando energia, quando estão apenas consumindo.

A formação do indivíduo começa muito cedo. Começa no ventre, com o recebimento daquele pequeno ser, o futuro do amanhã. Façamos de nossas escolas apenas um elemento aliado para formar nossas crianças e deixemos de cobrar delas e de seus professores a total responsabilidade na formação dos nossos filhos. Os pais e a sociedade são muito mais responsáveis do que a escola.

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