domingo, 21 de junho de 2009

Hora de Arraial


A cidade de São Paulo se transforma em uma grande festa anualmente nos meses de junho. Digo São Paulo por não saber como funciona no resto do nosso Estado e pelo país afora. Aqui na nossa cidade, é possível escolher um tipo de quermesse diferente para cada final de semana do mês.

Durante muitos anos, meus pais moraram na região de Pinheiros e minha recordação de quermesse na infância é da igreja do Calvário, na Avenida Henrique Schaumman. Até hoje é considerada uma das melhores festas da cidade e olha que minha infância já passou faz muito tempo; ainda quero ter tempo para levar meus filhos para conhecer não só aquela quermesse, como também a igreja. Para mim, está entre as três mais bonitas da cidade, juntamente com a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, também em Pinheiros, e a do Largo de Santa Cecília. São as igrejas que não ganharam fama nos casamentos pomposos e que valem a pena ver, seja pela pintura dos afrescos, pela arquitetura ou pelas imagens de santos e de Jesus em seus interiores.

Voltando às quermesses, ontem foi a da escola dos meus filhos. Eles estudam em um tradicional colégio da Zona Norte, que mantém também em Campos de Jordão uma escola para aproximadamente duzentas crianças carentes. Quem me conhece, sabe da minha animosidade zero para festas e o quanto rezo para não ser convidada para uma, mas essa é peculiar, vale tudo pelas criancinhas carentes de Campos, uma vez que a renda da festa é totalmente convertida para eles. Os pais e alunos da Educação Infantil até o Ensino Médio se envolvem totalmente, desde a arrecadação de prendas até os serviços nas barracas no dia da festa. Como tenho filho pequeno ainda, minha contribuição é apenas financeira, por não ter como ajudar na festa; contribuo com prendas e com os gastos no dia da festa.

Ontem, aconteceu a festa deste ano e mais uma vez sai de lá feliz pelo colégio que escolhemos para nossos filhos. A estrutura física que a escola oferece é muito grande e conserva a simplicidade de outrora. A festa não podia ser diferente. Muita comida, as tradicionais quadrilhas e danças típicas e não mais que meia dúzia de barracas de brincadeiras e brinquedos. Passamos seis horas na festa, chegamos em casa quebrados, com as barrigas cheias, sacolas de prendas e os sorrisos estampados nos rostinhos das crianças.

Os pequeninos da Educação Infantil são o show a parte. A turminha do Mini-Maternal entra para dançar e arrasam. Criancinhas que vão de um ano e meio até os três anos incompletos pulando e dançando todos felizes; entra a turma do Maternal (do meu filho caçula) e já muda o perfil: eles têm vergonha e muitos choram para não entrar na quadra e ver aquela platéia toda nas arquibancadas aplaudindo. Meu pequeno sempre dançou nas apresentações da escola, mas ontem viu o seu amigo e fiel escudeiro chorando e abriu o berreiro. Disse que filmaria sua dança e colocaria no Youtube e convenci-o a entrar em campo. Lá se manteve meu lindo menino, firme durante a dança. Quando a música acabou, ele foi para o colo do pai e chorou tudo que segurou durante a apresentação, mas ficou feliz ao ver a filmagem do seu ato corajoso. Cinco horas após sua apresentação, entra em cena a irmã com as amigas pré-adolescentes ao ritmo do frevo, todas dançando de maneira sincronizada e cheias de orgulho por não errar nenhum passo. Como é o último ano dela no Ensino Fundamental 1, é possível que não queira mais dançar no ano que vem; o jeito foi aproveitar e ver que minha menininha está cada vez mais tornando-se uma mulherzinha.


Agora é só curtir as recordações da festa e esperar; ano que vem tem mais!

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