sábado, 13 de junho de 2009

Do tempo da vovozinha



Quem não tem história engraçada de infância pra contar? Eu tenho um monte e morro de rir sozinha quando começo a relembrar algumas delas. Meu irmão, apesar de sete anos mais novo que eu, viveu muitos desses momentos comigo e tem vezes em que rimos só de olhar um para o outro. Com ele tão distante, nos resta rir por telefone, principalmente quando ele está dentro do ônibus e não tem como usar o Skype.

Fui criada com minha avó materna até os quase sete anos de idade. Minha mãe me buscava na sexta-feira a noite ou no sábado pela manhã e me devolvia domingo à noite. Como os primos e irmãos demoraram um pouco mais para nascer, tive o privilégio de desfrutar do colo da vovó mais que qualquer um neto. Sei que hoje sou a mais relapsa das netas e tinha que participar da vida da minha avó, mas a desculpa é a mesma para todo mundo: falta de tempo.

Minha avó tem um grave problema de saúde há quarenta e cinco anos. Houve momentos em que ela passou vários meses internada, outros em casa semi-inconsciente. Mas por muitos outros, levou uma vida normal, tanto que só soube do seu problema de saúde quando já era adolescente.
Independente do problema de saúde, minha vovozinha tem um tique: ela balança as pernas sem parar. Descobrimos que o caso pode ser hereditário, pois minha mãe também já balança as pernas, igualzinho a minha avó. Mas o pior foi minha cunhadinha: ela tem tanta ânsia de fazer parte da família, que lá de Dublin, começa a dar sinais da hereditariedade sem ter nenhum pouquinho do sangue dos Almeida; minha cunhadinha também balança as pernas. Meu irmão precisa tomar muito cuidado com os filhos que virão pela frente. Os dele têm muito mais chance de balançar as pernas que os meus. E o caso parece ser feminino, já que até o momento não há registro de nenhum homem na família que balance as pernas. É esperar para ver como sairão meus sobrinhos.
p.s.: em tempo, lembrei de contar em público que quando era criança, minha avó costumava colocar sua dentadura para "dormir" no copo de água. Sempre que acordava antes dela, corria na cozinha e pegava comida para a pobre dentadura, antes da minha avó levantar. Mas ela nunca brigou comigo, porque vó, é vó!

2 comentários:

  1. Hahuahuahua
    Agora sim a história tá completa - com dentadura e tudo.
    E vó é vó só se for pra vc. Pq com a pobre da Mônica, a história sempre foi diferente...
    bjos meus e balançadas de perna da japs

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  2. MV, só tenho uma coisa pra te dizer... MÔNICA, EU TE ARRRREEBBBEEEEENNNNTTTTTTTOOOO

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