sexta-feira, 12 de junho de 2009

Cultura, sempre cultura


Há três coisas na vida as quais julgo de suma importância e que posso oferecer aos meus filhos: educação, cultura e amor. Se eu tivesse que enumerá-las, não saberia fazê-lo. Considero-as em mesmo nível de importância. É o amor que lhes oferecerei, que lhes dará segurança para a vida adulta. É a cultura que lhes proporcionarei, que lhes dará elementos para construir a vida adulta. É a educação que lhes imporei, que transformá-los-á em seres com princípios éticos e morais.

Minha filha me deu um abraço enorme, disse-me que eu era a melhor mãe do mundo, só porque havia lhe oferecido de presente algo que ela gosta muito: livros. Depois de ter apalpado todos os fascículos, tomei-os de suas mãos e disse que todos e mais alguns outros seriam seus nas férias, após os estudos do final do bimestre. No mesmo instante ela virou, olhou-me furiosa e disse-me que eu era má. Em qual dos dois diálogos senti minha missão cumprida? Claro que foi quando ela disse que eu era má. A negação causou um efeito em sua pessoa, despertando-lhe o sentimento de impotência, mas ao mesmo tempo, criando dentro dela (assim eu espero) o desejo de batalhar por aquilo que ela deseja.

Semana passada, levei as crianças ao teatro. Fomos assistir uma montagem de um clássico infantil. Eles amaram. Durante a semana, achei conveniente comprar-lhes o filme da mesma obra. Eles ficaram extasiados. Acho lindo quando vejo meu filho de apenas três anos conseguir assistir a um filme por quase duas horas, prestando atenção em cada um dos detalhes e prolongando aquela alegria por dias e dias, sem deixar que aquela gostosa lembrança caísse no ostracismo.

Lembro-me da primeira vez que fui ao teatro. Eu era realmente muito pequena, mas não sei precisar a idade. Fui assistir “Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta”.

Nunca mais ouvi falar de outra montagem dessa adaptação de Maurício de Souza para um grande clássico Shakesperiano. Se soubesse, com certeza, estaria na porta com meus filhos. Na saída, meus pais me compraram o LP com a trilha sonora da peça. Infelizmente, esqueci meu disco dentro de um táxi dias depois. O objeto material se foi. A lembrança ficou guardada, pois cultura é um tesouro que não se perde, não se rouba, apenas se acumula para a construção cada vez maior de um castelo de conhecimento.

Em tempo, o clássico que meus filhos estão conhecendo no momento é “O Mágico de Oz”.

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