quinta-feira, 4 de junho de 2009

Auto-ajuda: preconceito ou pré-conceito


Aproveitando o final do inferno astral em que me encontro e meu auto grau de criticidade, vou me expressar sobre mais uma coisa que me deixa indignada, ainda falando sobre preconceitos ou pré-conceitos.

Há pessoas que se julgam melhores que as outras e, portanto, acham-se no direito de criticar não apenas os livros de auto-ajuda, como também seus leitores. Além desse tipo de livro, também vejo muito preconceito com o Paulo Coelho e a Zíbia Gasparetto. Li Paulo Coelho até a obra Verônica Decide Morrer; depois dela, acho que o estilo mudou e não gostei mais. Há livros fantásticos da Zíbia, independente da religião de quem os lê.

Fico perguntando o porquê de tanta gente falando mal sem sequer já ter lido alguma obra dos autores ditos “excluídos” ou dos tais livros de auto-ajuda. Gente que exprime sua opinião baseando-se apenas em opiniões de terceiros, o que já mostra total ignorância. Claro que tem aqueles que criticam depois de ler e de não gostar. Mas é preciso dar a oportunidade para que todos conheçam as obras, para que possam expressar suas próprias idéias e formarem suas opiniões.

Infelizmente, tem pessoas que são facilmente influenciadas por outras aparentemente mais fortes e, por conta disso, acabam perdendo a oportunidade de conhecer coisas fantásticas. Realmente, infelizmente.

Meu gosto para a leitura é muito eclético. Leio sim os livros de auto-ajuda, principalmente quando vejo livros que estão há semanas entre os mais vendidos e tenho minha curiosidade aguçada. Se estão no topo da lista, algo de interessante devem ter. Gosto dos clássicos; são importantes para a formação de um ser, para o conhecimento de um passado. Acho importante diversificar, só que acho mais importante ainda não discriminar.

Até dois anos atrás, tinha verdadeira ojeriza à literatura brasileira, principalmente aquelas do período Romântico e Realista. Até que um dia, fui ensinada pela Doutora Ieda Nogueira a ler Machado de Assis. E não apenas a ler, mas como a entender, gostar e recomendar. Macunaíma foi uma grande aversão. Consegui driblar a leitura todas as vezes que pude. Até que a Mestre Neide me falou sobre a importância de conhecer a obra, mesmo não gostando. E sem pré-conceitos comprei o livro, li, entendi, compreendi e estou apta para indicá-lo. Kafka? Foi um dos grandes terrores que tive, mas que também quebrei paradigmas e passei a admirar como um dos maiores escritores. Até com Sun Tzu foi assim, e hoje, tomo suas lições milenares como lições de vida, não apenas ligadas a práticas administrativas.

Àqueles seres que se julgam superiores aos seus semelhantes devido às suas escolhas literárias, é hora de perceber que cada indivíduo tem seus gostos e que devem, acima de qualquer coisa, ser respeitados. E agora preciso parar, pois chegou a Caras fresquinha, cheia de ‘futilidades’ para alegrar a minha tarde.

2 comentários:

  1. Kafka é bom mesmo. Mas o alemão tinha uma preguiça desgraçada de terminar as histórias. Tente ler o processo e depois me conte sobre o final do livro...

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  2. Td bem, ao menos no caso dele era preguiça... e os caras que morreram antes??? Casos piores... mas assim que vc me emprestar O Processo, leio e invento um final pra alegrar sua vida. Love

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