terça-feira, 26 de maio de 2009

Discordância (ou seria discórdia?)


Ainda bem que existem opiniões diferentes para cada assunto, afinal, o que seria do mundo se não fosse a discordância entre os seres?

A coisa que mais gosto de fazer na internet é navegar pelos mais variados blogs e, após ler um texto, acompanhar as discussões que ocorrem nos comentários. Nenhum leitor se contenta ao ler determinado texto e comentar sobre ele. Tem que se ater, na verdade, em ler o texto, ler todos os comentários já postados e tecer seu comentário exatamente contra aquele mais polêmico já deixado. Tem vezes que estou com o computador no colo e começo a rolar de rir. As crianças me perguntam o porquê, mas não tenho como explicar.

Semana passada, o colunista Renato Cruz, do Estadão, publicou um artigo falando sobre as novas tecnologias dos aparelhos de televisão. A polêmica gerada envolveu não só a tecnologia, mas também a ecologia, a qualidade dos programas de televisão, as prestações que os indivíduos ainda pagam pelas suas LCD’s e até as rugas da pobre Fátima Bernardes, que se bobear nem televisão assiste, entraram na discussão. Se alguém ficou curioso em se aprofundar no assunto, segue o link da matéria.
(http://blog.estadao.com.br/blog/cruz/?title=tvs_com_telas_superfinas&more=1&c=1&tb=1&pb=1)

Ontem, estava lendo o blog do Marcelo Rubens Paiva. O que mais gosto no blog do Marcelo é a impessoalidade com a qual o renomado jornalista escreve seus textos. Traz histórias da sua vida, que muitas vezes se mesclam a importantes fatos da história do nosso país. Quem conhece um pouco sobre o período da Ditadura no Brasil ou teve a oportunidade de ler “Feliz Ano Velho”, com certeza sabe do que estou falando. Em sua última matéria, falava um pouco sobre suas aventuras quando universitário. Os comentários foram os piores. Até de bicha o sábio Marcelo foi chamado. E digo sábio por não processar um elemento assim. Eu já não teria tanta sabedoria. Fora o caráter discriminatório que o chulo termo usado carrega.

Como nem só de risadas é a vida de um leitor de blogs, hoje pude agregar um pouco de conhecimento em uma leitura. O tema era “Disritmia”. Mas o conteúdo da reportagem levava ao entendimento de que o autor falava sobre arritmia. Procurei no dicionário. Não tinha o significado para a primeira palavra. Procurei em outro. Nada. Um terceiro. Também não. Achei que já não se tratava de um erro de significado, mas que disritmia era uma palavra inexistente. Fui para os sites relacionados à medicina e saúde. Achei. A arritmia, como eu pensava, trata-se de um distúrbio (?), uma aceleração do coração. Já a disritmia tem a ver com cérebro. Espero que tenha entendido certo, afinal, sou leiga nessa área. Pode ser também que o autor tenha usado o termo “disritmia” para fazer algum trocadilho com o seu texto, ou que minha interpretação, minha análise dos seus escritos, não seja condizente com que ele quis realmente expressar.

Agora que tudo que leio me leva às mais profundas digressões, reflexões e viagens, não há como negar.

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