quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pegando carona na moda do blog alheio

Tenho uma colega de anos e anos que também escreve um blog e postou um texto que fala sobre estilo ou jeito de se vestir. Achei muito legal a matéria e gostaria de comentar.
Eu não tenho um jeito único de para todos os dias. Gosto de me vestir de acordo com o meu humor. Diariamente acordo cedo, tomo banho e acordo meu filho de três anos. Dou o leitinho dele e preparo-o para a escola. Só aí, já valeu algumas horas de academia, pois o moleque parece nem sei o que, ele pula, foge, brinca, sai correndo e é uma vitória quando o uniforme dele está completo em seu corpinho magrelo. Quando vejo, já estou novamente suada e descabelada. Ao olhar para o relógio, me dou conta de que se não correr, ele perderá a aula de judô, de inglês, de futebol, de música, de dança educativa, de informática... ufa, não dá. Tenho que iniciar a segunda etapa do triatlhon matinal para deixá-lo na escola. Hoje, por exemplo, me dei conta que sai para levá-lo e ainda estava com as Havaianas nos pés. Lá fui eu para a faculdade, de Havaianas.
Até seis anos atrás, eu não tinha uma calça jeans sequer dentro do armário. Depois que parei de trabalhar fora, tive que me vestir de maneira mais informal, pois chega a ser ridículo alguém colocar um terninho, salto alto e maquiagem simplesmente para ir ao supermercado. To fora. Vivo em nome do conforto. Meu ápice de consumo, para quem me conhece, sabe é por calçados. Gosto de sapatos, tênis, sandálias, tamancos, rasteirinhas, chinelo. Mas minha fascinação é por botas. Gosto de todos os tipos e como tenho a virtude de ser alta, posso abusar daquelas que vão até o joelho, sem que isso me achate. Se bem que se eu fosse baixinha, estaria pouco me importando com o que os outros acham.
A vestimenta de cada um é algo que todo mundo em volta repara. Hoje mesmo, estávamos tomando um lanche na praça de alimentação e havia uma moça grávida. Ela estava tão bem vestida que chamava a atenção, mas sua roupa se resumia a uma calça legging preta e uma bata verde; simplicidade e elegância.
Em compensação, há pessoas que viram referência pela maneira brega de se vestir. Minhas amigas e eu conhecemos uma moça de quase vinte anos, com peitos tamanho sessenta (se é que existe) e que insiste em não usar sutiã. Coloca sempre uma florzinha nos cabelos, feita de tricô, do tempo da vovózinha. Seu uniforme sagrado de todos os dias é um par de calças jeans, cujas barras são feitas, pasmem, com clipes, aqueles de prender papel. Se não bastasse tanta coisa horrível, ela ainda usa um sapatinho, estilo mule, cujos saltos estão completamente gastos; até um sapato de palhaço ficaria menos horrível. Para fechar com chave de ouro, a bolsa é rocha, que geralmente, destoa totalmente da blusa e da florzinha do cabelo. Ah, não estamos falando de alguém sem condições financeiras. Trata-se de breguice mesmo. Mas acho que ela também não se importa com que os outros acham, tampouco o pobre espelho, senão, já teria mudado algo.
No último inverno, saí um dia de casa e com o meu já conhecido www.morrodefrionospés.com.br/, coloquei duas meias de lã e uma bota grande. Só que moramos em São Paulo, lugar em que temos várias temperaturas em um mesmo dia. Naquele dia, às sete horas da manhã, estava frio e o dia prometia ser como o anterior, não passar dos quinze graus. Mas, como disse anteriormente, é São Paulo, a capital das dez temperaturas diárias e às dez horas, o calor já começava a aparecer; foi quando ouvi uma piadinha sobre as botas que calçava em um dia calorento. Acho saudável que pessoas tenham opiniões diferentes, mas a pessoa que fez a “brincadeira” não tem condições, nem financeiras, nem físicas, para poder calçá-las botas como as que eu calçava; usei da arma mais poderosa, o silêncio, para responder o comentário à altura.
Recentemente, a pop star Madonna ganhou o título de a mais mal vestida no mundo dos artistas. Ok, mas aí estamos falando da Madonna e ela pode até colocar florzinha verde com bolsa roxa que continuará sendo a Madonna.!
Ninguém é obrigado a se vestir com roupas chiques e caras. Um pouquinho, nem que seja bem pouquinho, de bom senso, não faz mal para ninguém. Para mim, pobre mortal que não vive o mundo da moda, ser chique e elegante é ter esse tal bom senso. Só.
p.s.: antes que me perguntem, já que a mulherada vai querer saber, o link da reportagem referida é: http://paulacastro.wordpress.com/2009/03/30/barbie-vai-a/

4 comentários:

  1. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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  2. E bota kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk nisso....

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  3. Adorei. E agora já sei seu uniforme!
    Beijos

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  4. Afe, dá até medo da menina da foto, credo.

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