segunda-feira, 6 de abril de 2009

Coleção “Para não gostar de estudar” – volume 1


A mãe da minha amiga Morgana disse a ela que é preciso ter paciência e buscar qualidades nas pessoas, principalmente quando a peculiaridade de alguém tanto nos irrita.

Querida mãe da Morgana, sorry, bem vinda ao mundo real; no mundo em que vivemos, entre aquelas quatro paredes construídas sem metáforas, sem figuras de linguagens, sem estilística alguma por parte dos seus obreiros, há coisas que não são possíveis de se relevar, tampouco há pessoas em que as qualidades não são explícitas. E quando implícitas, só o médico legista é capaz de descobrir, na hora da autópsia. Ah, a autópsia... a autópsia...
Há quase mil dias que ouvimos o mesmo discurso. Mil dias, caro leitor, mil dias. E que Machado não queira puxar minha perna, ou na minha cabeça acertar com o machado.

O discurso. Para que analisá-lo? Não se faz necessário. O discurso é repetitivo, enjoativo e decorado, não há novidades e, pelo contrário, causa o emburrecimento. Com esta palavra, acabo até dando uma de Guimarães. Pobre Guimarães, deve esse se debater no túmulo devido ao número de vezes que sua pessoa é evocada em tantas manhãs, tantas noites, entra dia, nasce dia, e lá vem o Guimarães.
Eu iria mais a fundo. Diria que Guimarães ainda vive, e no corpo de alguém. Não é possível tanta devoção. Nem os cristãos mais fervorosos são capazes de citar Jesus por tantas vezes em um mesmo dia. Ou será a falta de conhecimento, falta de leitura de mundo, para um mundo mais abrangente? Como diz minha amiga Morgana (Santa Morgana), se fugir do script, já era. A aula acaba e com ela, vai-se embora o nosso tédio, nossa vontade incontestável de gritar: “chegaaaaaaa, não agüento mais”.

Santa Morgana. Chegou cheia de ilusão. Aluna aplicada de língua portuguesa, filha de uma linguísta. Achou que a coisa era simples, ou, quiçá, que os colegas eram amebas; percebe-se uma figura de linguagem nesta última oração; mas como o Guimarães não cita, não aprendi ainda.
Oh Deus, tende piedade de mim e de minhas colegas. Dai-nos paciência, ajude-nos na perseverança, pois no momento, só a temperança é quem nos domina. Vamos construir conhecimentos, vamos construir. De qualquer forma, de qualquer maneira, como um Chico qualquer, como um Guimarães qualquer. Afinal, o mundo não é feito só rosas.

7 comentários:

  1. Isto não é nada comparado a análise de uma obra qualquer, seja ela literária, artística (pintura) quando algum desocupado deseja entender, ou melhor, procurar pelo em ovo, o que o autor queria dizer. O autor queria dizer o que ele disse e ponto final. Para mim este caso é um caso de polícia, neuróticos por não ter o que fazer. Não quero que minha obra seja analisada, eu falo o que falo e ponto final. Parabéns meninas pela análise, vocês só esqueceram de analisar os sonhos, afinal todos nós estávamos dormindo hoje.

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  2. NINGUÉM MERECE MIL DIAS DE TORTURA, nem estuprador, nem matador, muito menos estudantes!

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  3. Salve, salve os alunos indignados, os professores aloprados e os profissionais alienados! Cheers!

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  4. Pior que não saber, é não ter a humildade de dizer: NÃO SEI, e usar um diploma talvez comprado para amedrontar os pobres alunos. E tenho dito!

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  5. O que é tatibitati mesmo que não lembro?
    Sua infeliz, é um neologismo ou até uma onomatopéia...mas não foi Guimarães que disse, por isso vc não sabe!!!

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  6. Bando de ameba, bunda na cadeira e estudar, afinal, já era para td mundo chegar aqui sabendo!

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  7. Bando de ameba, bunda na cadeira e estudar, afinal, já era para td mundo chegar aqui sabendo!

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