domingo, 5 de abril de 2009

A matemática das letras

Quando passo um período mais longo que o habitual sem postar nada, não significa que eu esteja sem inspiração, mas sim, com inspiração demais. Escrever para mim é além de uma terapia; é uma mistura de sensações e desejos que entram em ebulição e fazem meu cérebro ferver.

Já disse que nasci com habilidade natural para os números, mas com as letras tive que me esforçar muito. Escrever é muito mais matemático do que se possa imaginar. A alquimia de misturar cada letra formando uma palavra, que juntadas às outras, formarão orações, que formarão sentenças, que darão vida para um texto, que uma hora vira um livro.

Escrevi meu primeiro livro aos vinte e um anos. Aos vinte e três, com a compra do meu primeiro computador, passei todos os meus rascunhos, lidos, relidos e reescritos durante meses, a limpo. A ingenuidade, imaturidade e a falta de experiência no mundo da informática me fez jogar todos os calhamaços de papéis lixo afora. Até que um dia... o computador recebeu um vírus que destruiu meus arquivos, que não tinham cópia de segurança, e assim, voltei a estaca zero.

Aos vinte e cinco, retomei o projeto de produção de um livro, desta vez, com um assunto polêmico e inovador, tudo a ver com o momento em que o mundo se encontrava. Distribui uma meia dúzia de cópias para alguns amigos, o livro chegou bem pertinho de ser publicado mas não foi. E hoje, apesar de ter muitas cópias dele, é como um ente querido que descansa em paz.

Quase cinco anos atrás, comecei a escrever novamente, um terceiro assunto totalmente distante dos dois primeiros. E acabou que eu não acabei. É um projeto guardado com amor e carinho e, quem sabe, em um futuro distante, eu decida por finalizá-lo e dividir com alguém.

Hoje, me limito a ser muito mais leitora, uma leitora ávida e voraz, com sede de notícias, informações e novidades. A cada leitura, seja de uma obra, seja de uma trilha sonora, seja de um momento da vida, sinto que a maturidade fica maior e deposito na minha poupança de conhecimentos, mais alguns vinténs.

2 comentários:

  1. Minha escritora predileta! Fêfa

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  2. Úr, eu li o livro número dois, mas para não ter briga, fico no anonimato. Beijos, babá (que só você sabe quem é)

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