sexta-feira, 13 de março de 2009

Texto sem título



Quantas pessoas falam mal de novelas? Muitas. Acredito até que boa parte da turma do contra assista novelas diariamente e morra de vergonha de confessar o tal pecado. Afinal, novela é o maior símbolo anticultural para muitos que se julgam intelectuais. Claro que o preconceito é pura ignorância. Novela é uma obra de arte como outra qualquer. Algumas vezes, é uma música perfeita, regida pelo mais competente maestro. Outras nem tanto, fadadas ao fracasso, são alvos da mídia durante os meses em que literalmente se arrastam, até o dia do “felizes para sempre”.
Eu adoro novela, mas nos últimos anos, nem sempre consigo acompanhar aquelas que me interessam. Gosto de alguns autores em particular, mas para mim, sem dúvida alguma que todo e qualquer escritor, que é capaz de passar meses e meses dando vida para algumas dezenas de personagens, é sem dúvida, o maior de todos os artistas. Sempre choro em último capítulo de novela. Por mais banal que possa parecer, por mais surrealista que seja o desfecho de cada uma das personagens, cedo ou tarde as lágrimas invadem meu rosto.
Há alguns meses, começou a passar no horário das 18 horas da Vênus Platinada, a trama escrita pelo poli artista Miguel Falabella. Felizmente, tive a oportunidade de acompanhar vários momentos do cara e ele é fantástico, trabalha com competência, coloca não uma pitada, mas colheradas de amor em toda poção em que põe as mãos. Dirige, escreve, atua no cinema, na televisão, no teatro.
Quem nunca teve seu momento gargalhada com o Caco Antibes, que atire a primeira pedra. Assistir o Miguel ao vivo no palco é um privilégio para quem admira o seu trabalho. Infelizmente, neste trabalho que encerra hoje, uma teledramaturgia chamada “Negócio da China”, o autor não deu grande sorte. Após idealizar a história e a trama, viu o protagonista ter que se afastar repentinamente, por problemas pessoais, e precisar do dia para a noite dar uma reviravolta em sua história. Todo mundo que estudou, teve que fazer uma redação, algum dia na vida. Criar a história, os personagens, o mundo em que a narrativa passaria. E duvido que todo mundo sempre tenha realizado seu dever escolar sem dificuldade alguma. Há sempre dúvidas de como prosseguir.
Escrever não é para qualquer um, muito menos, chegar a uma das maiores emissoras de televisão do mundo para escrever uma telenovela. Problemas inesperados existem na vida de qualquer um, problemas profissionais são constantes hoje na vida de todo trabalhador. E mesmo achando que houve viagens e devaneios do meio para o fim dessa história da China, parabenizo o autor por tê-lo conseguido concluir. Eu, por exemplo, tenho dificuldade até para dar nome aos meus textos. Portanto, deixarei aqui algo sem nome, quase que inacabado, para dar espaço à imaginação de cada um.

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