domingo, 22 de março de 2009

O sumiço da Pandinha

Andei sumida por alguns dias, por causas justas. As férias acabaram, a tal lista de presença reapareceu na faculdade, e agora, adeus dormir até tarde. Mesmo com a correria do dia-a-dia, ainda consigo administrar meu tempo de acordo com as prioridades e nesta última semana, a prioridade foi assistir “Prison Break”. Aliás, agradeço às mensagens que recebi com indicações de séries. Comprei as três temporadas já lançadas da série citada e ainda as quatro temporadas de “The 4400”. Ambas as indicações foram excelentes, mas a primeira tem prendido minha atenção com a inteligência da trama. Desde quarta-feira, quando recebi minha encomenda expressa, assisti a quase duas temporadas inteiras. Se não fosse o detalhe da volta da lista de presença, já teria acabado tudo, e teria que investir em novas séries.
Minha filha, finalmente, tirou o gesso do braço e estamos quase retomando nossas vidas de forma normal, se é que viver em São Paulo pode ser considerado assim. Sexta-feira, fomos ao aniversário da Dudinha. Fiquei feliz ao ver que a pequena, aos dois anos de idade, se tornou tão sociável depois da troca de escola. Uma boa base na educação infantil será a chave do sucesso na vida do adulto. Depois de uma hora no trânsito caótico para percorrer quase cinco quilômetros, chegamos ao local e nos divertimos muito, mas o melhor de tudo foi rever minha amiga querida, vovó da aniversariante e minha filha adotiva, tia da criança.
Acordei ontem e estava programada para levar as crianças ao teatro. Como o dia amanheceu com a temperatura mais baixa, fui colocar roupa de frio nos dois e SURPRESA: nenhum dos dois tinha uma calça sequer que lhes servisse. O jeito foi vestir bermudão e calça pescador e correr para o Shopping. Lá, enfrentamos o desespero de tantas outras famílias que devem ter vivido o mesmo drama que a nossa. Eram apenas onze horas da manhã e o estacionamento já estava lotado, lojas empanturradas de gente, quase uma hora na fila do caixa para pagar, hora do teatro perdida, crianças querendo brincar no Playland, trombadinhas freqüentando o Center Norte para amedrontar clientes, fila para almoçar em qualquer restaurante e não conseguimos achar uma calça jeans para minha filha. É a tal adolescência que faz isto com o corpo das crianças: não há roupas nem na ala infantil, tampouco na adulta. Calças capri e moletons farão parcerias com saias e meias-calças de lã, até que achemos a tal calça jeans.
Finalmente, o programa de índio, com direito a carteirinha VIP da FUNAI acabou e pude voltar para meu lar doce lar, onde minha cama me aguardava quentinha com o computador prontinho para continuar exibindo “Prison Break”.

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