quinta-feira, 12 de março de 2009

O mistério dos números

Números são mistérios e adoro os números. É através deles que são revelados os maiores mistérios. Só de pensar que os números são infinitos dentro de um universo com tantas finidades, fico fascinada. Em toda história policial, há sempre números envolvidos, cuja evidência é mostrada em dada parte do enredo. Agatha Cristie sempre usa dos números, muitas vezes de forma sutil, para complicar seus casos. Até Alan Poe brincou com números.
Uma das séries de maior sucesso nos últimos anos brinca com números o tempo inteiro, através de uma sequência que aparece sempre, em várias situações, mas que até o início da quinta temporada, ainda não se mostrou o porquê do mistério. Se estou usando um computador agora, é porque algum físico ou matemático trabalhou em cima do sistema binário; usando tão somente dois números, em infinitas combinações, é possível desenvolver até o inimaginável para uma máquina tão misteriosa.
Tenho por hábito contar tudo, adoro fazer contas e talvez o motivo de sempre ter tirado as melhores notas em matemática, seja minha fascinação pelos números. Aqui em casa, eu e meu marido temos o mesmo número de letras nos nossos nomes e sobrenomes. Igualmente, nossos filhos também, sendo que eu e ele não temos os mesmos sobrenomes das crianças, que levam os nomes das minhas famílias materna, paterna e do meu sogro, enquanto eu e meu marido temos apenas esse último. Gosto de contar os meses, de brincar com pares, de enumerar dias do ano para saber quantos ainda faltam para o fim.
Em 2001, completei dez mil dias de vida, conta que aprendi a fazer na HP 12C e não pensei duas vezes: reservei algumas mesas no Bourbon Street e lá fomos eu e meus trinta amigos comer, beber, dançar e, claro, comemorar. Adivinhem quem dividiu a conta no final? Claro que eu, não apenas naquele, mas em tantos outros dias em que saia com grandes grupos. Minha cabeça é praticamente uma calculadora, penso rápido, divido, somo, multiplico e tenho um resultado exato. Nada pode ser mais fascinante que uma regra de três, fórmulas mirabolantes cujo resultado é sempre simples, basta raciocinar.
Em casa, administro todas as contas e é incrível como faço o dinheiro render. Amigas já sugeriram que eu ministre aulas de economia doméstica, mas aí envolve o quesito aula e começa a complicar minha vida. Muitas pessoas me questionam o motivo o qual me fez escolher dois cursos que envolvem tanto a escrita, como Direito e Letras. Simples resposta. Lidar com números é uma habilidade natural, um dom. As letras são fascinantes, mas preciso ralar muito para lidar com elas de olhos fechados. E ainda tenho um longo caminho, que vou contar e qualquer hora escrevo aqui.

2 comentários:

  1. Blog ma-ra-vi-lho-so!!!
    Já te disse. És minha escritora preferida!!!!

    Bjs,
    Erika.

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  2. Amiga querida, vc é minha aeromoça preferida. Love ú, bjus

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