quarta-feira, 4 de março de 2009

Minha sagrada família


Recebi uma mensagem eletrônica de uma pessoa muito querida e que eu gosto muito. Preservarei sua identidade, pois se fosse para ser algo público, o recado teria sido postado aqui no blog. O teor principal da tal mensagem era a pergunta: por quê você nunca fala aqui sobre sua família? Querida pessoa, sinceramente, a pergunta que me foi levantada é de difícil resposta. Desde que comecei a blogar, e já tem um bom tempo, nunca fiquei pensando no assunto “o que irei postar”. As coisas simplesmente acontecem. Acho que a idéia de blog é exatamente a idéia de um diário eletrônico e que as pessoas possam ter livre acesso às idéias e pensamentos daquele que está escrevendo; um divã eletrônico; um analista unilateral. Eu penso e escrevo, não penso o que escrever, apenas escrevo o que estou pensando. Deu pra entender a diferença? Outra coisa: aprendi, ao longo da vida e com as sábias pessoas que já conheci, que nossa família é aquela que construímos, ou seja, marido e filhos. A família de onde viemos tornam-se simplesmente parentes. E não digo isso para menosprezar o que meus pais e irmãos representam para mim, pois um dia, também serei unicamente parente dos meus dois filhos. É a vida, faz parte do ciclo. Minha mãe sempre dizia que os filhos são criados para o mundo e sou fruto desta criação dela, cresci para que o mundo fizesse algo de mim. O mundo me fez uma esposa dedicada, amante incondicional do meu marido; o mundo me fez mãe, com a ajuda divina, de um casal de filhos que me ensinam muitas coisas a cada minuto. Segundo meus credos religiosos, você também é parte da minha família, só que não esta família sanguínea, mas sim, da minha família espiritual. É assim: minha vida, sua vida, nossas vidas e muito amor no coração de cada membro.

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