terça-feira, 10 de março de 2009

Medicina + Bom médico = Amor



Têm dias em que nossa paciência é testada até a última gota do limite máximo permitido. Nossa, que pesado ler a oração anterior, mas foi exatamente como me senti hoje no hospital. Por ocasião do acidente da Isabela, estive no hospital Samaritano por duas vezes, passando por dois ortopedistas diferentes. O último que a atendeu, solicitou que fizéssemos novas imagens hoje, dia dez, e levasse até o seu consultório. O que pensei? Pensei que o médico estivesse lá, clinicando, mas também angariando clientes para o seu consultório.
Por não achar uma postura ética, decidi que ela seguiria seu tratamento, que durará três anos, com o ortopedista indicado por nossa pediatra. Como a primeira consulta está agendada para amanhã, achei prudente retornar hoje, conforme orientação do próprio médico, para radiografar os ossos fraturados. Passei pela recepção do pronto socorro infantil e fui encaminhada à ortopedia. Minha surpresa ficou por conta do atendimento médico. Um tal de doutor Sérgio (e não faço a menor questão de pegar o prontuário de hoje para saber o sobrenome do infeliz). O médico me disse que as pessoas são acomodadas, preferem muito mais ir até o pronto socorro, pois o atendimento é rápido (o meu então, foi um torpedo, levou apenas três horas), não precisa marcar hora e vai a hora que bem se entende.
Ok, nesse momento, me segurei para não gritar, não perder a compostura, mas gostaria de saber qual é o ser humano em sã consciência que vai para um p.s. quando bem entende. Vamos a um p.s. por necessidades médicas. A Isabela, graças a Deus, nunca precisou de atendimentos emergenciais, mas o Leonardo precisou de vários, e já passamos algumas noites no Samaritano com ele. Levo as crianças até lá por três motivos: nosso seguro-saúde é aceito, fica próximo a nossa casa e acho o atendimento excelente. E não é este medicozinho de quinta categoria que vai mudar minha opinião.
No dia em que a Isabela se acidentou, foi levada primeiramente ao São Camilo de Santana e, metaforicamente falando, tinha mais gente que enterro de artista. Fui ao Samaritano e, mesmo com o hospital lotado, ela foi atendida antes mesmo de ser aberta a ficha. A cadeira de rodas foi buscá-la no carro junto com três enfermeiras (acho que o número três está meio cabalístico nesse texto). Após os primeiros exames, interromperam imediatamente sua alimentação para o caso de uma possível cirurgia, enquanto aguardávamos o parecer de uma junta médica. Mas voltando ao cidadão que se dizia médico que nos atendeu hoje, ele chegou ao cúmulo de pegar as radiografias dela, olhar e me dizer que não emitiria parecer algum. Que pareceres médicos devem ser dados apenas por um profissional, pois cada um tem uma visão do que acontece. Ainda questionei, já saindo fora da minha razão, se gripe era gripe para cada profissional da saúde.
Meu marido disse que devemos reportar a atitude ao hospital. Eu, por minha vez, acho que também tem que haver um reporte à administradora do seguro-saúde, que tem uma conta gigante do tamanho que é a do Grupo Pão de Açúcar. Mas depois de nosso estresse em escrever e descobrir para quem enviar, será que algo vai mudar ou ser dada alguma importância? Se reclamar das coisas erradas, as quais vivemos diariamente, mudasse alguma coisa, acho que já teríamos um meio social melhor pelo número de vezes que reclamei. E desisti. Que o médico siga o caminho dele, com a frieza e amargura que lhe competem. E que minha filha seja curada por profissionais não apenas qualificados, mas também interessados em exercer sua profissão e cumprir com seu juramento. E para esperar a raiva passar, vou assistir a segunda temporada de House.

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