terça-feira, 24 de março de 2009

Ecologicamente correto

foto: www.cambito.com.br

Não tenho dúvidas de que tenho muito mais cuidado com o meio ambiente do que com a minha saúde. Como de forma errada, como mal e como de tudo que não presta. Já disse anteriormente, não sou fã de nada verde (exceto sorvete de pistache), frutas eu ingiro desde que já venham picadas, lavadas e prontas para consumo.

Por outro lado, sou uma defensora da natureza. Brigo em casa o tempo todo pela economia de energia, de água, uso sacolas recicláveis para ir ao supermercado e distribuo sacolas para quem eu sei que não tem o mesmo comportamento.

No condomínio em que resido, não há coleta seletiva e confesso que não sei o motivo, pois não participo das reuniões; mas nos mudaremos em breve e terei na casa nova, agora com mais espaço, aquelas lixeiras com divisórias, para que até os preguiçosos reciclem. Um litro de óleo chega a durar seis meses em casa.

Apesar dos péssimos hábitos alimentares, não faço fritura e consumo o mínimo de óleo necessário. Nas raras vezes em que fiz fritura nos últimos quatro anos, aguardei o resfriamento do óleo e coloquei em uma garrafa plástica, para levar à estação de reciclagem de uma loja Pão de Açúcar. E é sobre ele que gostaria de falar.

Fui a tarde comprar sorvete com as crianças, mas como sempre acabo pegando mais do que fui buscar, pedi para que minha filha fosse até o carro, enquanto aguardava na fila do caixa, para pegar minha reciclável. A atendente do caixa, extremamente gentil e muito eficaz, me disse que eu ganharia cinco pontos no programa de fidelidade, por fazer o uso de sacolas ecológicas. Nem sei o que os cinco pontos me trarão, tampouco me importo com eles. Fiquei contente por saber que há um incentivo para reduzir o consumo das sacolas de plástico em supermercados, mercearias e afins. Lá em Portugal, não existem sacolas plásticas. Quando fazemos compras, temos que pagar por nossa embalagem, que vai e volta por várias compras, tem um baixo custo e alta resistência. Senti-me mais cidadã com a economia das sacolas e agora, estudo uma maneira de reduzir meu consumo de garrafas PET, as quais faço uso diário e acho que só a reciclagem, neste caso, não é o suficiente.

Sei que um dia deixarei este mundo, mas quero deixar um mundo com mais alternativas e menos destruição para meus filhos, netos, bisnetos e tantos outros frutos que farão parte da minha árvore genealógica.

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