segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A FORÇA E O PODER DA NATUREZA


O homem pode se achar um ser supremo e capaz de tudo, mas a natureza é a verdadeira detentora de todo e qualquer poder. Em época de chuvas, vemos constantemente na mídia, notícias e mais notícias de tragédias ocasionadas pela força das águas. Infelizmente, há pessoas que têm que vivenciar a fúria que a chuva manifesta. No último sábado, passamos o dia no clube sob um Sol forte e um calor que deixou a água da piscina bastante quente. Almoçamos por lá e só viemos embora porque não agüentamos o calor tórrido. No final do dia, decidimos ir ao shopping. Pegamos o meu carro no lava-rápido e paramos no meio do caminho. Não conseguimos sequer atravessar a rua Dr. Zuquim. A chuva veio com tamanha brutalidade, que em minutos, vimos as ruas serem tomadas pelas águas. Moramos há cinco, no máximo dez minutos do shopping. Foi neste intervalo que tudo se alagou. Subimos a Zuquim vendo postes de eletricidade em curto. Conseguimos voltar para a rua Voluntários da Pátria, mas a água impedia que os carros ficassem em segurança em uma grande descida. Alguns veículos subiam as calçadas para buscar segurança; os vendedores ambulantes viam suas mercadorias serem tomadas pela água abundante; os lojistas tentavam amenizar os prejuízos com rodos e um esforço coletivo para que a água não atingisse um ponto mais alto. Conseguimos chegar a um ponto alto, mas não conseguíamos entrar na rua da nossa casa. Moramos em uma subida, quase no final da rua. Estamos há 1,5 km do aeroporto do Campo de Marte e há 8 km do marco zero da cidade de São Paulo. Um bairro com boas casas, ruas asfaltadas e que nem de longe lembra as humildes casas que vemos desmoronar nas enchentes. Mas dinheiro não conta nestas horas. Conseguimos parar em um ponto alto de uma rua próxima, onde a água escoava para a direita e para a esquerda. Lá, passamos muito tempo, até que a intensidade da chuva diminuiu e decidimos descer do carro para entrar em um café, exatamente em frente ao local estacionado. Eu, com todo o meu tamanho, quase fui arrastada pelo vento. Tive medo de tirar as crianças do carro. Tomamos um chocolate quente, aguardamos mais um tempo, até que conseguíssemos voltar para nossa casa em segurança. Chegando em casa, orei. Para agradecer a Deus por ter nos trazido de volta ao nosso lar, sãos e salvos. Orei por tantas pessoas que perdem tudo em dias como aquele. Acima de tudo, orei pelos irmãos que perdem inclusive a vida. A natureza é bela e rica, nos presenteia diariamente com tantas coisas. É preciso, no entanto, ter consciência e cuidar desta nossa riqueza, para que mais vidas não paguem um preço tão alto pela destruição deste presente divino.

2 comentários:

  1. Comecei a ler com inveja do sol e do clube. Terminei com pena do povo. Nem dá pra ficar tão satisfeito de estar num lugar seguro. Que pena...

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  2. Putz MV... não fica com inveja do Sol não... ontem era quase meia-noite e os ponteiros marcando quase 30 graus... fiquei com inveja de vc lá em Estolcomo e os 20 graus... NEGATIVOS...rs... love ú

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