sábado, 24 de janeiro de 2009

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?


Eu tenho fome de várias coisas: salgadinhos, doces, compotas, bolos, chocolates, geléias, pizzas (perdição total). Sei que não se trata de fome, e sim, de vontade de comer, o que são coisas distintas. Gosto de comer e minha silhueta não esconde isto. Mas, contudo, porém, entretanto, para resolver tal problema, só se morrer e nascer de novo. Talvez, se me devolver para a barriga da minha mãe e deixar assar mais um pouquinho. Além das coisas que gosto de comer e me dão um grande prazer (mas nem todas são fãs número 1 da saúde perfeita), também como frutas, sem exceção. Recentemente, descobri o prazer do açaí e incorporei ao meu paladar. Como (de vez em quando) algumas leguminosas (abrobrinha, chuchu, vagem, abóbora); verduras, quase nenhuma; limito-me a comer brócolis, couveflor, acelga, escarola e couve (afinal, feijoada sem couve não é feijoada). Tenho verdadeira ojeriza às verduras cruas. Não gosto de comer nada frio (salvo sorvetes). E se há algo que me permito sentir inveja, é das pessoas que saboreiam de boca cheia um belo prato de saladas. Acho o máximo, principalmente pelo fato de não conseguir fazer igual (e olha que já tentei de tudo para gostar das verdinhas). Não gostar de saladas, não é frescura, é questão de costume, de hábito, mas também de paladar. Procuro ensinar aos meus filhos o quão importante é comer salada. Ou procurava, até o meu almoço de hoje. Fui almoçar com a minha amiga Antinha, que é nutricionista, gerente de uma unidade d’uma grande administradora de cozinhas industriais. Decidi tirar a dúvida. Perguntei a ela se eu morreria, ou mataria meus filhos, de falta de salada. Claro, nunca vi nenhum atestado de óbito (se bem que o único que vi até hoje foi o do meu pai) onde a causa da morte fosse FALTA DE SALADA. Mas leio muito e se falta de salada matasse, com certeza teria virado manchete e eu, com mais certeza ainda, teria lido (sou fã número 1 de notícias bizarras). Fiquei feliz ao saber que não sou obrigada a obrigar meus filhos a comer salada. Mais feliz ainda, ao confirmar que minha amiga nutricionista, magra, elegante, bonita, saudável e de bem com a vida, não come saladas de espécie alguma. Desde o nosso almoço de hoje (com arroz, feijão, peito de frango a milanesa, carne e batatas fritas), não forçarei mais a mim ou aos meus filhos, a comer as tais saladas. E falando em comida... há doze anos, perdi minha tia mais velha (por parte de pai) de forma brusca e repentina: câncer no intestino. Há trinta e seis anos, minha avó, sua mãe, partiu da mesma forma (além da doença de Chagas que ela tinha desde a infância). Desde que minha tia se foi, minha outra tia, sua irmã caçula, decidiu abolir a carne vermelha da sua alimentação. Assim fez também minha prima, que faz o mesmo com suas duas filhas (as quatro moram na Europa). Acho legal a iniciativa, e não sou nenhuma fanática por carnes vermelhas, mas não consigo (e nem quero) aboli-las da minha alimentação. O que critico são pessoas que se dizem vegetarianas em prol dos animaizinhos, mas continuam comendo ovos (e assassinando os futuros pintinhos), alimentam-se dos peixes ou fazem uso de outros tipos de derivados animais. Se é para não comer carne em prol da natureza, que virem vegans então. Assim, assumirão uma postura correta e não hipócrita. Agora, vou comer meu chocolate que está na hora.

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