domingo, 18 de janeiro de 2009

O dia em que perdi o show do Elton John


Desde os primórdios, sou fã do Elton John. Há (posso dizer) um bom par de anos, sou apaixonada pelo astro. E durante tanto tempo, aguardo ansiosa por uma apresentação dele em terras canarinhas.

Estou eu em casa, mês de outubro, esperando o Milton chegar da FGV, uma terça-feira a noite, e qual não é a minha alegre surpresa quando vejo que meu ídolo fará, finalmente, o esperado show. Mas, qual não é a minha tristeza, quando vejo que a data da apresentação em Sampa, coincide com o casamento da minha grande amiga? Claro que rapidamente, encontrei uma forma de estar nos dois eventos: assistiríamos à cerimônia religiosa e sairíamos, rumo ao show. Só que meu marido me fez optar: ou o casamento, ou o show. Se não chegarmos cedo ao show, não entramos depois, uma vez que não há lugar marcado. Ponto para a amizade. E ponto para a escolha. Não menosprezando o mega artista, tampouco o mega evento. Só que o casamento foi muito bom.
O Leleco só havia ido a um casamento, mas ele tinha 7 meses, portanto, era virgem no assunto. E sua expectativa foi nos deixando também excitados. Ele perguntava se haveriam brinquedos no Buffet, se a noiva ia se vestir de Princesa, enfim, as fantasias eram mil. Saimos todos para a grande noite. A euforia dele era marcante para todos, já na porta da igreja. Foi a pessoa que mais sofreu com o atraso da noiva, mais até que o noivo.

O CASAMENTO: tenho certeza que a Pops só se atrasou pelo fato de ter sido atrasada, no salão de beleza. Não consigo ver minha britânica amiga se atrasando. Aliás, tinha certeza que ela faria como eu, no meu casamento religioso: chegaria antes do noivo. Perderia se tivesse apostado com alguém.
A emoção começou com a entrada do Alê e sua mamys, na nave da igreja. Não dá para traduzir o que consegui ler em seus rostos. Foi um misto de alegria, emoção, realização, ansiedade, expectativa. Foi lindo e só não foi a fotografia mais bonita na minha memória, pois o momento marcante estaria ao lado da noiva.
Saímos antes do fim da cerimônia, logo após a troca das alianças. O Leleco queria fazer xixi, tomar água, tudo que possa gerar desespero em uma criança, pela pressa de chegar “no parabéns do casamento da Pops”. Paramos no Mac Donalds para suprir as necessidades biológicas do pequeno “Kalanguinho” e fomos para o Buffet. Mas fomos para o Buffet errado.
Há pessoas que tem o péssimo hábito de deduzir e eu sou uma delas. Quando a Pops entregou o convite do casamento e disse que a recepção seria no Buffet blá blá blá, da avenida Nova Cantareira, exclui o Buffet Adelina e fui direto para o outro que conheço por lá, aliás, são dois, um ao lado do outro. Um dos dois, abrigaria a nossa noite. Bobagem. Chegamos e não era nenhum dos dois. Com o convite em mãos, procuramos o número certo e, enfim, chegamos junto com todo mundo.
Escolhemos uma mesa bem afastada da multidão e aguardamos os amigos que a dividiriam conosco: Talita e Flávio. Aqui, faço um parênteses: acho todo o percurso que permeia uma cerimônia de casamento maravilhoso. Só que acho todo o protocolo um saco. Os pobres noivos terminaram toda a sessão de fotos e cumprimentos exatamente a meia-noite. Isto é desumano.
Mas voltando...foi muito gostoso rever tanta gente querida do Vitória Régia, onde morei por tantos anos e tenho tão boas recordações, onde minha filha nasceu e foi tão amorosamente acolhida. Uma das madrinhas, a Fofs, amiga de infância da Pops (e não minha, pois já sou tiazinha para a idade delas), estava impecável. Só perdeu em beleza de figurino para a noiva. Mas ela consegue ser linda por dentro, por fora e maravilhosa em seu vestido vermelho, colado ao corpinho de Miss.
O primeiro ponto alto da festa foi a retrospectiva. Só há uma palavra para ela: INDESCRITÍVEL. Os noivos se emocionaram, os convidados se emocionaram e os pais dos noivos, que estavam ao nosso lado, babaram. Começou o baile e o Leleco se esbaldou. Foi hilário ver o pequeno se acabando na pista de danças. A Bibi, mesmo com o seu sono lutando contra a noite que tínhamos pela frente, não deixou de chacoalhar o esqueleto. E nós, como bons velhinhos, curtimos tudo que podíamos os hits anos 50, 60, 70.
Fomos uma das primeiras famílias a deixar o recinto, afinal, crianças tem sono (e eu, nem preciso comentar). Fica aqui o meu desejo para a Pops e para o Alê, de uma vida a dois com toda a alegria e o carinho que começou a nova fase das suas vidas. E uma boa lua de mel aos nubentes.

2 comentários:

  1. Que foto Linda! Família Linda! Parabéns! Elton John que se cuide! ahahahahhaha Beijos.

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