sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A viagem


Não é nome de novela. Mas poderia. Já estava decidido que não viajaríamos nestas férias, mas como bons geminianos que se prezem, decidimos passar uns dias na praia com as crianças. O destino escolhido foi Ilhabela.
Claro que só cumpri minha parte de mãe, que é pagar os pecados. As pessoas me acham meio E.T. quando digo que não gosto de praia, ainda mais quando se trata de Ilhabela e suas grandes piscinas salgadas. Para quem pensa assim, deveria ver minha situação na volta. A pele completamente em brotoejas, por toda a parte do corpo; picadas de pernilongos, borrachudos, formigas (e tenho a sensação de que até o vento me pica) norteiam toda a minha matéria física; a oleosidade que meu rosto exibe, dura um mês, e não adianta passar os cremes mais apropriados, dos mais baratos aos mais caros, que não resolvem; sem contar o sono que volto, pois o calor, definitivamente, me impede de dormir. Mesmo com tudo isto, lá fomos nós.
Chegamos em nossa pousada e nos surpreendemos. Era uma Pousada/Flat e ficamos em um apartamento com (pasmem) três dormitórios. Nos surpreendeu a qualidade do serviço prestado, uma vez que, como sempre, o Milton foi na sorte, pela internet, escolher nosso abrigo. Me surpreendeu, que nos dias de hoje, ainda existam as chamadas "camas de casal". A explicação, porém, veio no check-out: ESTE É UM BUSINESS HOTEL. Por quê destaco a expressão? Porque a nomenclatura usada está errada. Deveria chamar-se CAMA REPRODUTORA. É humanamente impossível que uma cama padrão casal acomode a mim e ao Milton, mais os nossos 8 travesseiros, de forma confortável.
Decidi mudar o nome das coisas. Principalmente, após ter dormido sozinha em um quarto, na cama de solteiro (também há a incompatibilidade de saúde do casal, uma vez que sempre há um dos dois em crise alérgica, tendo que fugir do ar-condicionado ou do ventilador). Agora, vou encabeçar uma campanha: CAMA KING, SEMPRE. As crianças foram espetaculares. Brincaram, se divertiram e tomaram sorvete como nunca vi: café, almoço, lanche, jantar (e se bobear, inventariam até uma nova refeição, só para tomarem mais sorvetes). Apesar do medo do meu Petelequinho com o mar, sua satisfação e alegria ao brincar na areia é ímpar. Minha Remelentinha, como sempre, uma sereia, que não deixa o seu habitat nem por um delicioso coco gelado. Claro que eu, a velhinha da turma, já queria vir embora desde que chegamos.
Ao final da viagem, juntou-se a mim o pequenino e, por dois votos e muitos resmungos, subimos a Serra, com mais uma história em família para contar, muita roupa suja, um carro carregado de areia, o cansaço dominando nossos corpos, mas o sorriso estampado nos rostos da família. E a semana que vem, tem mais.

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