quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mais um dia, um dia a menos

Voltei cedo hoje para o flat. Meu filhotinho veio comigo, pois sente falta de ficar com a gente. Está em uma abstinência louca devido a saudade que sente da irmã. E eu? Dez dias sem ver minha filha. Ainda bem que ela está super bem protegida com a minha Dinda. Até viajar para São Carlos ela foi e já voltou. Domingo, vai ser o primeiro dia que dormiremos na casa nova. Estou aguardando a instalação de um painél no meu quarto para poder montar a cama. Os banheiros já tem banho quente, duchas maravilhosas (depois postarei uma foto da minha), já tem gás, luz, a instalação do fogão está a caminho. Segunda-feira, viajaremos para as festas de Natal e quando voltarmos, acreditamos que os detalhes de acabamento estarão no fim. Ah... preciso ir até a rua do Gasômetro comprar puxadores. Na rua Paes Leme também tem variedade e bons preços. Mas atravessar a cidade em dias de chuva e às vésperas das compras, no way. Acho que os puxadores ficarão para a volta mesmo!
E falando em Natal, cidade cheia, compras... ontem precisava comprar um edredon. Como mudamos o tamanho da cama, precisava mudar o tamanho do edredon. E não dava para remendar nenhum dos tantos que tenho em casa. Lá fui eu para a muvuca. Consegui comprar um 400 fios MARA. Nada de dizer que NINGUÉM USA EDREDON NO VERÃO. Eu uso. Amo deitar na cama sobre o edredon fofinho, macio, novinho. Amei minha compra. Aproveitei para comprar gêneros de primeira necessidade: a primeira chuteira do meu filho (ficou demais), uma bola de basquete oficial para ele (só depois que meu marido me disse que era para comprar uma infantil; tarde demais), roupas de camas novinhas para as crianças. Nossos jogos de lençóis vieram de Chicago, por um preço de banana que até parece mentira: cada kit com dois jogos de SEIS peças, tamanho king, 400 fios penteados por... por... por... CEM REAIS. Qualidade maravilhosa, parece seda. Não vejo a hora de experimentar!
Aproveitei hoje que o serviço de entrega estava mais light no Solar dos Hummel para comprar mais coisinhas na rua. Amanhã finalizo a parte suja que não tem poeira e volto para o Solar, respirar serragem e gesso! Afe!

Minha primeira visita na casa nova

Era para ser digna de foto, mas ONDE FOI PARAR A MÁQUINA FOTOGRÁFICA?

Dia 15, dia de pagamento. Como conseguir ir até o colégio para receber? No way. Liguei para o Diretor Financeiro e pedi para que o pagamento fosse feito para minha Mida e ele concordou. Ela já havia marcado de ir em casa na 6a. feira e, assim, levaria meu pagamento e devolveria os meus diários de classe, já que não consegui ir até o colégio depois de terminadas as avaliações. Mas ei que de repente, em meio ao caos, ela me liga dizendo que já está a caminho de casa. AMEI.

Não gosto da formalidade de ter de convidar pessoas para me visitar. Acho que amigo tem que ter liberdade para entrar e sair. Acho isto, porém, porque só tenho amigos que têm bom senso. É um privilégio.
Eis que minha Mida conheceu o Solar dos Hummel, demos uma volta pelo condomínio, quase colocamos as mãos em algunas das piscinas, se não tivessem TODAS ficado preta (será que é produto para tratamento?) e ainda pudemos colocar um pouco dos assuntos em dia.
E o melhor, 6a. ela vai de novo! Disse que me ajudará na arrumação dos armários de cozinha. E falando na cozinha, hoje chegaram todos os armários, amanhã é o dia da instalação e na 6a. feira, a Brastemp vai instalar meu fogão e a máquina de lavar-louças. Tudo com cara de casa, cada vez mais.
Como minha santa irmã encontrou hoje TODAS as minhas quatro máquinas fotográficas (é realmente um absurdo ter perdido as quatro em meio à mudança, cada uma em um canto), sexta-feira publico uma foto da minha visita!!!!

Boca santa

Sábado, acordamos e comentei com meu marido que estava há uma semana sem dor de cabeça, mesmo passando 12 horas por dia na obra do apartamento (já que estamos usando um flat para dormirmos e fazermos as refeições). Adivinha só o que aconteceu comigo no domingo? Levantei com uma baita dor de cabeça, que já completa o quarto dia. Hoje passei o dia totalmente irritada por conta da tal dor. Não tem nada pior que perdermos a liberdade de ação por conta de algo que parece inofensivo, mas acaba sendo totalmente nocivo. Da próxima vez, vou conter meus pensamentos antes de externá-los. E dá-lhe Naramig.

Sou amiga da Xuxa

Se tem uma coisa que, para mim, não rola, é o tal twitter. Primeiro, não gosto de nada em versão "mini". Como sempre tenho muito assunto e não consigo dizer nada por dizer, não há como existir um casamento entre mim e a grande ferramenta internáutica (existe tal palavra?) do ano de 2009. Depois que há coisas que acho muito engraçadas no twitter. As pessoas ficam twitando umas com as outras e tenho certeza que tem gente que se acha amigo de celebridade. Ok, cada louco com sua mania, cada maníaco com suas necessidades. A minha necessidade é bem mais real e bem menos glamourosa que ficar limitando minha criatividade a 140 caracteres só para me sentir amiga de artista. Tenho mais o que fazer. Fui

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pulseira do Sexo


Para mim, chega a ser patético o código mundialmente usado através do uso de pulseirinhas de silicone coloridas. Meu filho de quatro anos adora as tais, cujo nome ele nem sabe pronunciar direito: "coceila". Minha filha de dez usa todas coloridas, ganhou de diversas pessoas, inclusive de mim. Qual a conotação sexual que pode haver para crianças tão pequenas? Acredito que os pais devem estar alertas e com atenção redobrada aos filhos, já que há muita crueldade no mundo e tudo pode acontecer. Mas não enxergo problemas ao ver meus filhos usando as pulseiras quando estão na presença dos pais, que no meu caso e do meu marido, não costumamos desgrudar das crianças nas ruas. Veja matéria completa: http://www.revistaepoca.globo.com/ (fonte da fotografia também).

O fantástico caso da lagartixa de verdade


Tem história que parece episódio de “comédia da vida privada”, pois só através de encenação, é possível tornar real aquilo que vivemos. Quiçá eu fosse uma verdadeira contadora de causos e conseguisse transferir a veracidade de um momento apenas com palavras. Quiçá. Por ora, tentarei narrar o episódio mais engraçado da minha vida nos últimos tempos.

Estávamos nós na Fast Shop sábado passado. Meu marido foi comprar um dock station e enquanto ele olhava e refletia, eu comprei um mixer da Cozinart MARA, que já estava namorando havia tempos. Aproveitei também para comprar um novo filtro digital da Philips que amei. Paguei minhas compras e estou aguardando os pacotes em frente ao café da loja. De repente, vejo uma lagartixa branquinha, que se destacava no preto do saco de lixo em que a “calanga” repousava. Chamei meu filho, que estava grudado ao pai desde que entramos na loja. Meu calanguinho, que nunca tinha visto uma “companheira” de perto, olhou, recuou e avançou para bem pertinho da bichinha. Perguntou para mim se era de verdade e respondi que sim. Disse para ele colocar a mão para ver que era mesmo de verdade. Eis o episódio cômico que parou por uns dez minutos funcionários e clientes da loja. Quando meu filho encostou na lagartixa, a bichinha se assustou e pulou longe. O mesmo fez meu filho, que também se assustou e pulou mais longe ainda. Não sei dizer o que foi mais engraçado: a dúvida dele sobre a veracidade do bicho, o susto dele, o susto da lagartixa ou as tiazinhas que aproveitavam o mega saldão da loja, rindo e exclamando: “que menino bonzinho, obedece tudo que a mãe manda; ela mandou colocar a mão na lagartixa e ele colocou”.


Sei que a história pode parecer sem graça para quem não estava presente, ainda mais sendo contada de maneira escrita. Mas precisava deixar registrado este cômico momento da infância do meu filhote, que promete ser um bom caçador... de formigas!

Procura-se um arco-íris desesperadamente


Na verdade, procuro mesmo um pote de ouro no final do arco-íris. Mais além da verdade, queria que me fosse concedido um desejo. Por um único dia, poderia ser até em horário comercial, gostaria de ter um dia de compras. E podem ser compras específicas: só coisa para casa, só coisas que ainda não temos em casa, só coisas que sonhamos para casa. Por quê será que decorar casa é algo que não se finda nunca??????

Ursulascuda


Tenho certeza de que o Cascão se enamoraria de mim até o infinito, caso cruzasse meu caminho quaisquer dos últimos dias. Chego da obra um caco só... não vejo a hora de chegar a próxima semana e fazer pés, mãos, cabelos, sobrancelhas, depilação, plástica, comprar uma Úrsula nova...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

E no Solar dos Hummel...

... mais um passo foi dado. Aliás, dois: aquecedor e duchas - instaladíssimmooossss...

E o piso está 99% instalado também. Faltou um pedaço do rodapé do escritório, que será instalado amanhã.
Já nem faço mais conta de nada. Cheguei a um ponto de comprar tudo o que precisamos para a casa funcionar, de maneira básica. E a conta... pago quando chegar, como der e como sempre digo para o marido: sempre dá para pagar. Quem não arrisca, não petisca.
Assim que eu encontrar uma das duas máquinas de fotografias na mudança, prometo tirar fotos e postar. Espero encontrar uma delas em uma semana, já que daqui sete dias, estrada, lá vamos nós! Iuuuupppiiiiiiiiiiii.....

Família!

O blog da Pandinha agora está repaginado, e desta vez, por um profissional de verdade: meu irmão. Hoje, falaria do meu irmão de qualquer maneira. Há histórias que são familiares e só irmãos para conseguirem rir. Eis que hoje lembrei de uma sobre o criador do novo layout do meu blog.

Dezessete anos atrás, quando me casei, fui até um supermercado do bairro comprar algumas coisas para o chá de cozinha. E meu irmão, junto comigo, quase me levou para o xilindró. Estamos passando pelas gôndolas do supermercado e percebi que aquele moleque pescoçudo e magrelo tinha uma aparência estranha. Cheguei mais perto e percebi que ele estava roubando, na caruda, uma caixa de bombons Garoto e mais uma de Bis. Imaginem, porém, que o larápio tinha míseros dez anos, e dezessete anos atrás, as caixas de bombons ainda pesavam meio quilo, sendo bastante bojudas. Dei vários safanões no orelhudo e como até hoje nunca soube de nenhuma prisão do cara, acredito que os safanões serviram para que meu irmão envedrasse para o caminho do bem. Tanto que ele até aprendeu a "layoutar" blogs...

Valeu MV, AMEI o visu da Pandinha no espelho, mas não podia deixar de contar suas malandragens de infância. Love ú

domingo, 13 de dezembro de 2009

Soluções criativas

Confesso que não tinha a menor idéia do quanto se gasta para mudar para um apê zero quilômetro. Sei que os gastos seriam menores se eu não tivesse decidido trocar TUDO o que tinha por ABSOLUTAMENTE TUDO novo. E, claro, há um preço ALTO para ser pago.
Eis que, depois de termos de quitar o apartamento, o dinheiro para os detalhes, tipo decoração da sacada (incluindo fechamento com vidro), móveis da sala e decorações diversas, nosso caixa zerou. Só que eu queria muito uma sala de jantar nova.
Alguns anos atrás, minha cumadi/marida/irmã/amiga/tudo comprou uma super hiper mega linda mesa para a sala de jantar. E eu me apaixonei. Logo em seguida, nos mudamos para o Chile e compramos uma sala de jantar completa, hiper mega super demais de linda... madeira maciça com tampos em granito na mesa de jantar, aparador, mesa de centro e lateral. Só que depois de usar por NOVE LONGOS MESES a mesma mesa como mesa de jantar, almoço, café da manhã, escritório, escrivaninha, mesa de estudos etc., não aguentava mais olhar para ela. E a solução? Eu e cumadi trocamos nossas mesas e cadeiras. O resultado na casa dela foi show, meus ex-móveis ficaram MARA. Amanhã, instalarão os pisos dos quartos e na 3a. feira, na nossa sala. Não vejo a hora de ver como ficará minha mesa na sala nova. Na verdade, ficará linda, já que ela será, por alguns meses, o único adorno/móvel da sala do SOLAR DOS HUMMEL.

Caos


Ok, avançamos mais um pouco. Mas muito pouco. Comentei ontem com meu marido que MILAGROSAMENTE passei a semana inteira dentro da obra e sem dor de cabeça. Claro que tomando muito remédio preventivo. Até que... acordei hoje completamente chapada de dor de cabeça. O resultado? Fico imprestável e nada anda. Perdemos algumas horas, em plena manhã de domingo (mas às vésperas do Natal) para conseguir comprar bobagens. E uma das bobagens chama-se ADAPTADOR DE TOMADA.


Queria saber de quem foi a inteligência ao aprovar uma tal tomada "modelo brasileiro", sendo que não existem plugues para entrar nos tais buracos. E cada adaptador custa a bagatela de dez Reais. Para quem tem vivido tudo a base de gastar 500, 10 não é nada. Mas 10 x 32...


Temos 32 pontos de tomadas pelo apê. O adaptador é um trombolho. Terei de apelar, algumas vezes, para o velho benjamim. De qualquer maneira, compramos alguns adaptadores, para ver como será na hora de empurrar geladeira, fogão, freezer, tevês... será que conseguiremos deixar tudo esteticamente legal? Acho que não. Acredito ter de trocar TODAS AS TOMADAS. Só que neste exato momento de CAOS TOTAL NO SOLAR DOS HUMMEL, prefiro ficar com as geringonça do adaptador.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Di Cico - a surpresa do ano


Habituadíssima a comprar na Leroy Merlin, desde os tempos em que vivemos na Europa, todas as vezes em que precisamos de algo para a casa, lá vamos nós à Leroy. Semana passada, comprei várias coisas para a casa nova e gastei um valor relativamente alto, para as coisas bobas que comprei.


Eis que hoje precisávamos comprar coisas caras: aquecedor, duchas, fiações e mais vários detalhes. Meu marido sugeriu que fossemos à Di Cico. Fui contrariada. Nunca entrei em uma loja da Rede, tampouco pretendia entrar. E para a minha surpresa...


Chegamos lá e fomos excepcionalmente bem atendidos. Há um número muito grande de vendedores, diferente da Leroy. Não há vendedores "temáticos". Todos são especialistas em tudo: atender o cliente MUITO BEM.


Ao entrar na loja, o cliente tem a opção de "pegar" um vendedor, identificado de colete verde, para que este funcionário o auxilie por toda a compra. Como não "pegamos" o nosso, fomos pedindo informação ao longo das quase três horas que passamos na loja e sempre com atendimento a contento.


Agora o fator principal: PREÇO. Quase me rasguei toda de raiva. Tudo que comprei há exatos oito dias na Leroy, custava METADE. Não é figura de linguagem não. É realidade. METADE.


Tem vezes que temos de deixar a tradição e o hábito de lado. Matar o conservadorismo que existe dentro de nós e experimentar. Com o meu experimento de hoje, poupei o dinheiro suficiente para fazer a parte de vidro da mesa do meu futuro escritório. Estou só alegria!!!!


Vale deixar aqui uma dica: a loja da Marginal Tietê, denominada Di Cico Limão, tem preços diferenciados das outras unidades da Rede. Por quê? A concorrência local é muito grande e há um documento registrado em cartório que garante ao cliente o menor preço por parte da Di Cico.


Di Cico Limão: EU RECOMENDO!


Ursula Hummel

Retrospectiva Úrsula 2009 - Fevereiro


As férias se acabaram. Ufa. Que bom. Agora é correr para o abraço. Grandes espectativas:


- A Cyrela agendará a vistoria definitiva do imóvel ainda este mês; aguardaremos ansiosos;


- As aulas voltaram e a Uniban mudou de novo algumas coisas; cobaia. É meu sétimo ano na Uniban, entre os dois cursos e, mais uma vez, cobaia...


Espero que o carnaval passe rápido. É preciso que o país comece a funcionar e por aqui, só depois das festas!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Retrospectiva Úrsula 2009 - Janeiro


- Nosso início de ano foi como os três anteriores: nossa família, eu, marido e filhos, reunidos em casa, planejando o ano novo;


- Passamos férias em Sãosebá e Ilhabelíssima; filhote, finalmente, perdeu o medo da água. Em partes;


- Entramos pela primeira vez na obra do nosso futuro lar;


- Marido na expectativa: início do TCC e, em breve, adeus FGV e mais um sonho realizado;


- Euzinha, superhipermegademais ansiosa. Terminarei a faculdade. E depois? Seguirei a planejada carreira solo como Tradutora e Intérprete?

Ameba? Eu?


Se é uma coisa que ODEIO em mim, é minha preguiça em aprender algumas coisas do mundo moderno. Amo ler blogs e fico fascinada com cada template que vejo. E sempre quero um bem bonitinho, mas como corro o risco de perder tudo, me limito aos oferecidos pelo Google. A minha tristeza ficou por conta de um acidente que causei ontem... mandei para o espaço meu contador de visitas e meu irmão está tentando resgatá-lo... será que ele vai conseguir? Duvido... mas manterei a chama da esperança acesa!

A conquista do sonho


Hoje completa oito dias que pegamos as chaves do novo apê. E nestes oito dias, tenho trabalhado igual camelo. Camelo trabalha mesmo?

- Após pegar as chaves, contratei o caminhão de mudança e na última segunda-feira, nos mudamos;
- Consegui reservar um apartamento em um flat, com sacrifício, pois tudo estava lotado. Mas garanti o banho, o sono e as refeições da família, sem poeira de construção;
- Pisos comprados e entregues - segunda-feira instala

- Eletricista sem mais quase nada a fazer

- Closet pronto, quarto das crianças também; amanhã montam o escritório, o roupeiro do corredor e meu quarto

- A pia da cozinha foi cortada para a adaptação do fogão; serviço de marmoraria zerado e azulejista idem;

- Chaveiro já trocou os segredos das portas e instalou chaves tetras nas entradas social e serviço;

- Box comprado, instala amanhã cedo;

- Esquadria da lavanderia para a próxima semana;

- Aquecedor de água e duchas: segunda-feira

- Cama king size (a que alguns vendedores me disseram ser impossível conseguir ainda este ano): está no apartamento há cinco dias.

Ufa...amanhã tem mais. Preciso comprar a coifa, acessórios para os quatro banheiros, ainda não escolhi os puxadores de nenhum canto da casa. E quando terminarmos de pagar esta primeira leva, vou para os móveis (que na verdade é só sofá e poltronas). O importante é que quitamos nosso apartamento e, como pretendíamos desde o início, saimos de um imóvel nosso, sem dívidas, para um outro na mesma situação. Os móveis são detalhes!


Obrigada, Papai do Céu, por não me deixar esmorecer durante toda batalha que a vida sempre trava comigo. Neste interim, conclui minha Licenciatura, fiquei sem empregada em semana de provas, consegui passar todos os meus alunos de ano, não por nota, mas por conhecimento, meus filhos estão saudáveis e o casamento está melhor que nunca. Só tenho a agradecer, ontem, hoje e sempre. Amém.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Hora de inovar


A vida está toda nova. Casa nova, tudo novo. Blog novo, layout novo (infelizmente, não sei colocar algum template legal, tenho de usar os disponíveis na plataforma do Google). O marido é o mesmo, mas o amor se renova. Muitas pessoas novas surgindo em minha vida. Engraçado, parece que Deus se encarrega de varrer o lixo de nossas vidas e trazer tudo de bom. Obrigada, Senhor, por tantas conquistas e vitórias! Agora, quero inovar, quero renovar, quero recomeçar, sem, porém, deixar para trás aquilo que foi iniciado. Mas agora com outro escopo, uma nova roupagem. É 2010 que vem para arrebentar!

Saudades do meu blog...

Estou cada vez mais com assuntos acumulados na cachola. E cada dia mais sem tempo de postar algo.

Estamos vivendo um período turbulento, de mudanças e transformações. Sabemos, que ao final, tudo vai dar certo. Mas até que tudo esteja certo, demora, e muito.

Para não transformar o meu blog em um blog de um assunto único, acabei de criar o http://www.apiceoupurgatorio.blogspot.com/. É neste novo blog que narrarei todas as peripécias e aventuras da família Hummel, desde o dia em que tivemos a infeliz idéia de comprar um imóvel da Cyrela.

Um grande abraço à todos que, ansiosamente, aguardam por notícias! Em breve, voltarei com força total.

Úrsula Hummel

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um dia, um Adeus!

O que hoje, para muitos, representou um ADEUS, entre lágrimas e lamentações, para outros foi oficialmente O FINAL.

O final não precisa de representações. Lamentações são cenas típicas do ato final, o tal ADEUS.

Para quem vai, que vá para longe, distante. Para quem disse ADEUS, damos o ADEUS prazeroso. ADEUS hipocrisia, ADEUS burrice, ADEUS miséria, ADEUS pobreza, ADEUS ignorância, ADEUS pessoas pequenas. ADEUS, para sempre.

Para quem não disse ADEUS, que digamos apenas “até amanhã, até mais”. Pois claro que virá mais, muito mais.

Eu digo o meu ADEUS. Para as lágrimas falsas, para as lamentações infundadas, para as demonstrações hipócritas de fraqueza, para o leva-e-traz, aqui e acolá. Eu digo meu ADEUS para todos que continuarão suas vidas medíocres, agora com trezentos Reais a mais no bolso, que servirão para pagar os carnês da Casas Bahia. Façam bom proveito.

Deixo o meu ATÉ AMANHÃ para aqueles que souberam ocupar com louvor e glória um lugar no meu coração. Amanhã nos veremos.

Obrigada por tudo. Para a turma do ADEUS e para a turma do ATÉ AMANHÃ. Encerro meu ato dizendo que, cedo ou tarde, a verdade é uma só e ela sempre aparece. No último ato, as máscaras caem para mostrar o verdadeiro EU de cada um.

Saio hoje e passo pela catraca, deixando tantos ADEUS para traz, e entro para a história. Pois sou INESQUECÍVEL!!!!!!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O dia em que virei curandeira

Tinha uma empregada, até meio-dia de hoje. Mas ela não morreu. Vou contar o que aconteceu: ela trabalhava como diarista na minha casa, até que um mês atrás, propus à indivídua que trabalhasse diariamente. Expliquei que entraria em provas na faculdade, que meus alunos também estariam em provas, portanto, teria muito trabalho para fazer. Que minha filha também estaria em provas, tendo eu que dar-lhe atenção especial. Fora a obra do apê e os problemas do dia-a-dia. Propus a ela o pagamento de SEISCENTOS REAIS por mês, registro, cesta básica e condução, para trabalhar de SEGUNDA ATÉ SEXTA-FEIRA, das OITO ATÉ CINCO DA TARDE.

Combinado tudo, ela me pede para não registrá-la agora. Já fiquei ressabiada. Mas concordei, no período de experiência. Depois, me pediu para não vir às terças-feiras, trocando pelo sábado. Não gostamos de ninguém trabalhando em casa aos sábados. É nosso lado judeu. Sábado é sagrado. Depois, disse que não poderia chegar às 8, pois os ônibus eram cheios. ???????? . Depois, pediu para sair ao meio-dia às sextas-feiras. Antes de completar um mês e já ter me pedido tantas excessões aos combinados, faltou. O marido tinha médico e ela tinha de ir junto. Ontem, faltou. Dia que eu trabalho e ela cuida das crianças a tarde. Faltou porque está com alergia na pele (assim como eu também estou, brotoejas de calor) e tomou LORATADINA, o que lhe causou muito sono. Só soube o motivo da falta quando pedi para minha mãe, que é vizinha da distinta, averiguar. E a tarde, minha irmã encontrou com ela voltando do cabelereiro com a filha de oito anos. Tinha ido fazer escova e alisamento no cabelo da menina. Hoje, ela faltou de novo. Ainda estava com sono. Aí, cheguei em casa e a demiti por telefone. E todos vivemos felizes para sempre, já que minha mãe disse que, após meu telefonema, ela levantou-se da cama e o sono passou.

Sou milagrosa. Sou o antídoto para a Loratadina!

E todos vivemos felizes para sempre. FIM.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Panda x Preguiça ou Úrsula x Sid?


A vida tem me dado momentos de revelações. E nas minhas epifanias, achei a peça que faltava no meu quebra-cabeças: EU TENHO PREGUIÇA. Portanto, sou o Sid. Não, calma, não tenho preguiça de tudo e a toda hora. Minha revelação foi a seguinte: tenho preguiça de escrever na hora das provas. De escrever muito, de contar toda a história. Mas mesmo com toda a minha preguiça, hoje me superei e escrevi frente e verso da folha de respostas das questões dissertativas. Vamos ver se valeu meio ponto a mais...


De resto, faço como o Sid e mergulho... de cabeça!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ganhei um prêmio de R$ 400.000,00 em dinheiro, ESTOU RIIICCAAA!!!!


É impressionante como as pessoas são curiosas. E a idéia acima não foi minha, mas sim, de outra blogueira, a Than. Achei o máximo o modo com o qual ela aguçou os internautas a visitar seu blog. E como estava já há muitos dias sem blogar, por pura falta de tempo, já que assunto não faltou, resolvi parafraseá-la.

Estou na correria; além do aniversário dos meus filhos (que foi MARAVILHOSO e falarei dele com mais calma), estou nos últimos dias de aula, quer dizer, de provas. A luta com a Cyrella continua, assim como minha esperança (ela é a última que morre). Nos três próximos finais de semana, seis aniversários infantis nos aguardam, mais as festas de encerramento da escola, apresentações de esportes, danças, músicas. Nosso apartamento já está vendido há cinco meses e agora moramos de aluguel, dentro da nossa própria casa. É a vida.

A escola dos meus filhos fará dois passeios nos dois próximos dias. Como não são passeios de cunho cultural, objetivo da escola, não deixamos com que as crianças participem: os preços cobrados são extraordinariamente altos, os horários são insanos e preferimos poupá-los do desgaste. Assim, minha irmã hoje pegou os dois para fazer os dias da tia feliz. Claro que a mãe fica muito mais feliz.

Ontem, uma amiga escreveu no Orkut que “ser mãe é divino”; complemento aqui os ditos dela: “ser mãe é divino, mas deixar de ser mãe por alguns dias, quando se já é mãe, podendo retomar a maternidade a qualquer momento, é o êxtase total”.

Pela falta de tempo, deixo as citações das duas amigas, pois copiar é muito mais rápido que pensar. E em breve, estarei de volta, registrando todos os fatos perdidos nos dias que se passaram!!!

domingo, 8 de novembro de 2009

O mundo já era faz tempo


ESTE TEXTO FOI ESCRITO PARA O BLOG:
www.2012lavoueu.blogspot.com


Estava em mente com uma idéia muito diferente da qual esporei hoje, para fazer minha estréia neste blog. Posto, porém, acontecimentos ocorridos nos últimos dias, relacionados ao mundo no qual vivo, decidi fazer uma estréia mais política do que engraçada. Sei que o objetivo do 2012 é fazer rir, mas o que vou contar não deixa de ser uma piada.

Ontem à noite, recebi uma mensagem de um colega de turma. Antes de mais nada, preciso me apresentar: sou aluna da Uniban e somando os dois cursos que fiz lá, são sete anos de estudo na instituição. Daqui três semanas, vou colar grau.

Durante os últimos três anos, quando ingressei na Licenciatura em Letras, protestei contra a Universidade e contra atitudes de professores por diversas vezes. Dizem que o cliente tem razão sempre. Mas na Uniban, essa máxima não vale. Estou saindo da faculdade e levando comigo os ensinamentos passados por muitos professores excelentes. E também levando vários “inimigos” que, por medo de sofrer represálias, preferiram virar-se contra mim e ficar “a favor” das coisas erradas que aconteciam ao nosso redor. Nunca tive medo de represálias e sempre dei minha cara a tapa. Até ontem à noite.

A Uniban resolveu o caso de uma aluna que foi humilhada dentro de um dos seus campi, por usar roupa curta. Saiu do campus escoltada pela Polícia Militar. O caso teve imediatamente repercussões na mídia como um todo. Questionava-se a atitude da Uniban com relação aos alunos que humilharam a colega. A resposta veio ontem, com nota publicada em jornais do estado onde a universidade tem a maioria dos seus sessenta mil alunos: expulsão da vítima. Não é o fim do mundo?

O que estamos esperando? Que o mundo acabe em 21 de dezembro de 2012? O mundo já acabou faz tempo. Para mim, vivemos em uma espécie de “ilha”, como a do Lost. Estamos isolados da realidade, de valores éticos e morais que permeiam a vida de uma sociedade justa. Cada dia que passa, ouço ou vivo mais histórias e situações absurdas.

Meu marido acaba de me contar sobre um colega de trabalho. A família é do interior de Pernambuco. O avô é fazendeiro e o pai é proprietário de uma olaria. Ambos encontram-se em dificuldades financeiras por não terem mais mão-de-obra para trabalhar. Juntando todos os benefícios que o Governo oferece à população carente, às custas de horas e horas que nós aqui da cidade de São Paulo trabalhamos, as famílias chegam a receber R$ 600,00/mês, valor suficiente para que elas toquem suas vidas. Trabalhar? Para quê?

Nosso país está prestes a receber o presidente do Irã, que terá todas as honras de Estado as quais tem direito. O presidente de um país que está construindo uma bomba nuclear, que nega o holocausto e prega o fim do povo judeu. Como será que o “nosso” presidente se portará depois diante de tantos judeus que vivem no Brasil, um Estado laico, até onde eu saiba?

De um lado, temos São Paulo e Rio de Janeiro vivendo dias de terror, tamanho o calor que tem feito. E do outro lado, mas bem ao lado, o Estado de Minas Gerais sofrendo com as chuvas que têm alagado diversas cidades. Nem vamos falar da situação de Santa Catarina e as últimas inundações, tampouco sobre as secas no Nordeste. Essas já duram um século (só do que eu tenho conhecimento).

As pessoas estão se matando. Literalmente. Irritam-se no trânsito, descem de seus carros e matam quem está ao seu lado. Não dá mais para sair de casa por conta do trânsito, que é cada dia mais desafiador de paciência.

Professores reclamam dos alunos nas escolas. Falta educação, falta respeito, falta tudo. Pais reclamam das escolas que não educam seus filhos. E a sociedade reclama dos filhos dessas escolas e dessas famílias, que crescem sem limites e fazem o que bem entendem. Não viram apenas marginais. Viram tiranos, déspotas, pessoas que acham que tudo podem e tudo inclui passar por cima de qualquer um para alcançar seus objetivos.

O tema é extenso demais. Só este post já poderia ser dividido em duas ou três partes. E ficaria mais muito tempo escrevendo. Mas a verdade, meus caros, é que o mundo acabou faz tempo. Assim como na ilha de Lost, estamos vivendo a mercê de alguém que manipula nossas vidas e faz delas o que bem entende. Só não sabemos ainda quem é o alguém. Agora que o mundo já acabou, não me restam mais dúvidas.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O caso do colchão


Seis anos atrás, quando nossa mudança chegou ao Chile, fomos comprar tudo que não tínhamos levado do Brasil e cama era uma das coisas. Decidimos comprar uma cama Box, tamanho “Queen”. Como não conhecíamos as marcas e os fabricantes do país, deixamo-nos influenciar pelo fator preço. Quanto mais cara a cama, melhor seria sua qualidade.

Desde então, a cama nos acompanhou em todas as nossas mudanças e em muitas das nossas noites, salvo as quais passamos em hotéis, nos períodos de transição de um país para outro.

Eis que no começo do ano, uma mola da cama estava estourada. E do meu lado. Nada me incomodava, até que um buraco na cama começou a ficar cada vez maior. Como nos mudaríamos no meio do ano e trocaríamos a cama, decidimos nada fazer. Meu marido, solidário ao meu lado fundo do colchão, pediu para que eu invertesse o colchão, assim o buraco ficaria para baixo. Virei o colchão e o buraco virou junto, pois a mola havia estourado de ponta a ponta. Ele ficou todo satisfeito: “se uma cama boa como esta quebrou, é porque foi bem usada”.

Tive a idéia de colocar uma manta, pois o buraco estava incomodando. E nada do apartamento novo sair. Como trocaremos a cama por uma tamanho “king”, não podemos comprá-la agora, pois o tamanho novo não cabe no espaço que temos. E agora, com o verão cozinhando qualquer um, como fazer para dormir com a manta-cobre-buraco da minha cama?

Verão


Eu odeio verão. E já me disseram que não podemos odiar as coisas da natureza, mas eu odeio o verão. E se por conta disso, tiver que esticar meu período no umbral, paciência. Poderia bem que ser compensada pelo amor que sinto por um dia frio.

Há três semanas, entramos no horário de verão. Até então, nossos dias de primavera estavam bastante instáveis. Hora chovia, hora esquentava. Mas agora, São Paulo superaqueceu e não há nada que contenha a fúria do nosso amigo Sol.

A coisa está completamente “in”; insustentável, insuportável, intolerável, intragável, indigesta, impossível.

Ontem, uma professora passou mal e teve de ir embora da escola. As que ficaram também estavam passando mal. Os alunos também. Dar aula estava impossível, já que era um tal de gente pedindo para tomar água o tempo todo. E dizer que não? Só se eu fosse louca.

No verão, as pessoas ficam com a aparência feia. Além de usar pouca roupa (e aí entram as pessoas que não tem bom senso para saber o que vestir e a que horas se pode vestir cada tipo de roupa) e muitas vezes haver uma conotação vulgar no modo de vestir de muitas mulheres, ainda há o aspecto “melado” que todo mundo fica.

O caso da menina da Uniban do ABC


Semana passada, minha prima que mora em Santo André me perguntou, pelo Orkut, se tinha visto o que aconteceu na Uniban. Não, não tinha visto ou ouvido falar. Estava convalescendo, com a tal pneumonia, a cabeça doendo dia e noite e não tinha como ver televisão, ouvir rádio ou ler as notícias pelo computador. Menos de uma semana depois do ocorrido, soube que foi o assunto mais polêmico da semana passada. Até o Fantástico entrevistou a aluna.

O caso foi o seguinte. Uma estudante de Turismo foi ao campus da Universidade com um vestido curto. Alguns alunos se acharam no direito de xingar e humilhar a moça, usando termos do mais baixo calão. O campus se transformou em uma balburdia em pouco tempo. Policiais militares foram chamados para conter a confusão, ou melhor, tirar a estudante de lá e escoltá-la até sua residência. Agora, ela está temporariamente escondida, segundo consta dos noticiários, por ordem dos seus advogados.

Aos fatos: é da conta de quem o que as pessoas vestem ou deixam de vestir? Por que será que o indivíduo hoje em dia se preocupa cada vez mais com o seu próximo e deixa de cuidar do próprio nariz?

Em meio a toda confusão, acabei tomando ciência de um caso que ocorreu no mesmo campus, da mesma Universidade, no primeiro semestre. Pelo que entendi, o saldo foi uma aluna fisicamente lesionada. A culpa é da universidade? Claro que não.

Eu acho que a Uniban é omissa em várias coisas, mas não é a responsável pela formação do caráter das pessoas. Pessoas ruins, de mal-caráter ou má-índole existem em qualquer lugar e o campus ABC não é o privilegiado. No meu, ocorrem coisas semelhantes, só que são pessoas de mal-caráter de um nível mais elevado, que não fazem as coisas ao ponto de saírem no Fantástico. É que os casos da minha sala de aula, em especial, dariam um Globo Repórter. Talvez uma minissérie. Quiçá, uma novela.


A inveja é uma arma. Uma arma que fere e que destrói pessoas. Quem usa desta arma, não tem idéia dos danos que causa às pessoas. Tampouco tem idéia dos males que estão causando a elas mesmas. E no caso da estudante do ABC, não consigo entender até o momento o porquê de o seu vestido, que não tinha nada de indecente, pode ter incomodado tanto lá na casa do vizinho. Inveja?

O dia de terror do meu irmão e da minha cunhadinha é muito melhor que todos os meus mais comuns dias


Meu irmão ontem disse que teve um típico dia de terror. Fiquei até com medo ao ver o título do blog, afinal, em todos os dias ele está sempre sorrindo, feliz e bem humorado. Comecei a ler o texto. Um dia trágico na faculdade, com aulas ruins, professores ruins e sem vontade de dar aula. E nem é verão na Irlanda. Preciso contar para meu irmão que até o melhor dos professores tem o seu dia de não estar a fim de dar aula, ou até mesmo de dar uma aula ruim. Agora professor falar língua que ninguém entende, para mim é algo comum e cotidiano. E olha que hoje, nossa professora das duas primeiras aulas faltou. Para mim não foi surpresa, pois ela havia me avisado. Mas os alunos que vieram de longe, tomaram trem, ônibus, metrô e lá estavam, ávidos pelo conhecimento (ou pelo nome na lista de chamada), não gostaram muito de a faculdade não ter ninguém que a substituísse. E houve quem esperou de antes das oito até depois das dez para que a última aula acontecesse.

Tudo ontem deu errado na vida dele e da Japa. Aliás, a minha pobre cunhadinha amanheceu vomitando por conta de um chá que tomou. E eu que vomito várias noites, a noite inteira? Não é querendo ser a boazona, ser melhor que minha cunhada. Ela é melhor que eu em muitas e muitas coisas, mas em vomitar, pode esquecer, pois ela não me supera. Tudo bem que sou meio podre mesmo, mas, como disse, faz parte do meu cotidiano também viver no troninho ou na bacia chamando o amigo Hugo. E nem preciso tomar chá para isso.

Meu irmão não precisa dirigir no trânsito de São Paulo. Tudo bem, quem me conhece, deve estar se perguntando: “ele anda de ônibus, você não gosta de dirigir, por que não anda de ônibus também?” Resposta: moro em São Paulo. E melhor morrer em uma batida de trânsito do que morrer com o cheiro de sovaco que infesta os ônibus nos dias de inverno. E ontem fez 35º por aqui. Algum comentário?

Meu irmão não é cliente de nenhuma operadora de telefone, fixo ou móvel, da cidade de São Paulo. A Telefónica é caso perdido. Tentamos usar um VOIP pela TVA. Não deu certo. Comprei um Embratel. Ele só funciona para falar com meu irmão, lá na Irlanda. Não funcionava em casa de jeito nenhum. Desisti de brigar por um fixo. A querida Vivo, operadora do meu ex-telefone pós-pago, me vendeu uma promoção espetacular. 900 minutos mensais de Vivo para Vivo ou de Vivo para Fixo. Em nenhum mês, superei a marca de 100 minutos. E em nenhum mês, a conta veio menos que o dobro do plano contratado. Após seis meses sem tempo para resolver a situação, tive de cancelar a linha. Mudei para a OI. Operadora nova, cheia de promoções. Meu telefone desbloqueado não lia o chip. Para não voltar na Vivo, comprei outro aparelho. O resultado é que a OI não funciona na minha casa. Ainda me restava o computador, não fosse eu ter caído e usado o meu como proteção para o rosto. A HP levará VINTE DIAS ÚTEIS para verificar e resolver o problema, até que meu companheiro retorne.

Bom... não vou falar que tenho dois filhos, que minha filha odeia estudar, que ontem descobri que em 31 dias, ela teve 18 anotações na escola (falta de lição de casa, falta de material, não entregou o trabalho que eu e o pai perdemos horas fazendo com ela, não se comportou em sala de aula) e tive de tomar uma medida que já faz tempo, ensaio para tal: trocá-la de escola no ano que vem.

Ainda tem a manicure que fez minha unha, depois de 3 meses que não pisava em um salão, e conseguiu encravar uma unha da mão. Foi minha primeira vez com as patas dianteiras. A esteticista que foi fazer minha sobrancelha, conseguiu cortar minha testa em dois lugares. E ela foi a melhor esteticista que já fez minha sobrancelha. Imaginem as outras.

Não quero ficar me lamentando. Portanto, não contarei dos dois carros que fecharam o meu no estacionamento da faculdade e levei uns dez minutos manobrando. Também não contarei que ao sair do trabalho, vários carros resolveram entrar no estacionamento e o manobrista levou uns 20 minutos para trazer o meu. Também não contarei que o trânsito estava de lascar e levei quase três vezes o tempo habitual para voltar do trabalho. E claro que ao chegar em casa, há vários problemas que encontro. Alguém já viu empregada eficiente??????? Bom, melhor ontem foi dormir, não fosse o calor e a mola do colchão. Mas a mola do colchão, contarei em outro texto. Afinal, a vida é bela.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O mundo acabará ou não, eis a questão


Não é a primeira vez que toco neste assunto e, com certeza, não será a última. Ano passado, postei na íntegra um trabalho que fiz na faculdade, no qual narrei minha experiência sobre o fim do mundo, que aconteceria no ano 2000.

Alguns anos se passaram e agora há a nova teoria. Até o momento, para mim é a teoria do meu irmão, pois só ouvi a ele dizendo que o mundo acabará em 2012.

Se ele é a reencarnação de Nostradamus ou fala com propriedade no assunto, já não sei. E como o tempo é curto para pesquisar, vamos aproveitar.

Para aproveitar de verdade, sem perda de tempo, ele criou o blog: http://www.2012lavoueu.blogspot.com/. A melhor parte? Estarei por lá não apenas como comentarista das mensagens dele, mas também colocando meus devaneios enquanto aguardamos o fim. Mas não sou eu a única "estranha" no "2012". Todos os leitores, amigos de leitores, inimigos, protestantes, gays, lésbicas e transexuais serão bem vindos!

Então, está esperando o que para visitar o blog? O mundo acabar? Depois não reclama que é tarde demais...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sonhos de uma vida de inverno ou verão ou primavera ou outono...


Meu irmão vai ao show do Paul McCartney. E a declaração pública dele em seu blog (http://www.madrugaemclaro.blogspot.com/) foi realmente emocionante. Cheguei até a fazer apostas comigo mesma, para ver se ele conseguiria ou não os ingressos. Na verdade, em nenhum momento duvidei, pois para minha cunhadinha, nada é impossível. Ela é capaz até de ressuscitar John Lennon para um show particular. Não duvidem. Aliás, apesar de ela ser excelente Jornalista, acho mesmo que estaria na profissão certa se fosse Relações Públicas. Está quase ali, ambas fazem parte da Comunicação Social.

Mas voltando ao meu irmão e a declaração dele. Fiquei intrigada. Ele disse que tinha três sonhos na vida: viver na Europa, fazer cinema e assistir ao show de um Beatle. Foi aí que viajei em meus sonhos.

Acho que a vida tem que ser feita de sonhos. Até a boa e velha Mocidade (carioca) já cantou que sonhar não custa nada. Realizar sonhos sim, custa e muito. Para cada sonho, existe sempre uma batalha pela vida. Acredito que por conta das batalhas travadas em busca das realizações dos sonhos, é que o sabor de vitória quando os mesmos se tornam realidade é mais gratificante.

Pensei nos sonhos da minha vida e de repente descobri que já tenho tudo que sonhei.

- Sonhava em ter uma carreira, ser uma executiva, viajar de avião, participar de reuniões, ter um trabalho importante, de status. Realizei.
- Sonhava em ter dois filhos perfeitos. Tive.
- Sonhava em viver fora do Brasil. Morei. Em dois países, em dois continentes diferentes.
- Sonhava em fazer faculdade de Direito, que para mim, era uma utopia. Fiz e, apesar de ter parado no quinto ano e não concluído, não concluí por ter descoberto não ser minha praia.
- Sonhava, desde os dezessete anos, em cursar Letras. Daqui três semanas estou formada.
- Sonhava em ter um marido bonito, trabalhador, que trabalhasse de terno e gravata, que fosse bom pai, que fosse bom marido, fiel, amigo, companheiro. Que entendesse as paranóias femininas, que secasse minhas lágrimas, mesmo quando não existisse nenhum porquê de elas existirem.
- Sonhava em ter uma casa própria. Durante toda a minha vida, moramos de aluguel. Meus avós viveram de aluguel, meus pais viveram de aluguel. Não só conseguimos nosso apartamento, como estaremos nos mudando nas próximas semanas para o apartamento dos meus sonhos, aquele com uma varanda enorme com churrasqueira, com um quarto legal para cada um dos filhos, com escritório, com dependência de empregada, com uma boa área de lazer. Foi o meu último sonho.

Será que a vida acabou? O que mais posso sonhar? Acho que tenho tudo que alguém precisa para ser feliz. Claro que sou muito estressada e preciso cuidar disso, para então, melhorar minha saúde. Mas se não fosse todo o meu estresse, não teria realizado tudo que sonhei para uma vida inteira, aos trinta e cinco anos.

Agora, vou deixar a vida me levar... eu só quero é ser feliz!!!!!

Crer ou não crer, eis a questão


Não acredito em Santos, afinal, sou Sãopaulina!

Brincadeiras a parte, de tudo que já vi, ouvi, li e freqüentei e que dizia a respeito de religiões, resolvi criar minha própria religião: sou devota a Deus e ponto. Acho que se tenho Ele, não preciso de intermediários. Porém, respeito muito a fé das pessoas e acho muito válida a movimentação que acontece nos dias de comemoração aos grandes santos.

Hoje é dia de São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis. Até tentei ser devota dele, por três vezes. Já tem anos e anos, pedi pela causa, fui à igreja, orei, acendi velas. Nada. Definitivamente, minha causa não era impossível, só queria um emprego novo, podia ser até com o mesmo salário. E aos 20 anos, não é difícil (ou ao menos não era) arrumar emprego. Só que aquela troca, em particular, me custou promessas e mais promessas. Mas eu colocava prazo. Sabia que um dia o emprego chegaria, e como saber se foi pelo santo ou não?

Pelo dia de São Judas Tadeu, quebrei minha promessa de nunca enviar correntes. ODEIO. ABOMINO. Mas recebi a corrente de um ex-professor, ex-diretor de escola e uma pessoa bastante respeitável. Achei melhor não quebrar. Meu irmão praguejou: “é assim que começa”. Se eu começar a enviar correntes por aí, peçam para seu santo de devoção para que eu pare. Pode dar certo.

Nota Fiscal Paulista


A parte boa de ficar doente e obrigatoriamente estar na cama, é poder fazer coisas que nunca fazemos. Eu, por exemplo, nunca consigo ver televisão. Com meu marido levando as crianças para a escola, posso até assistir aos noticiários matinais, que adoro. E foi assim que hoje descobri que sábado próximo é o último dia para "resgatar" os créditos do programa "Nota Fiscal Paulista".


Confesso que acho meio baixaria, toda vez que paro no caixa, a atendente me perguntar: "Nota Fiscal Paulista, senhora?". Isso deveria ser obrigatório. Mas estamos engatinhando e chegaremos lá. Em abril passado, meu marido disse que eu deveria pedir a tal nota em toda compra, pois alguém havia dito para ele que resgatou quinhentos Reais. Achei lorota, mas não me custava nada informar o CPF em toda compra.


Eis que após ouvir que o prazo final do resgate se aproximava, entrei no site da Fazenda. Não tinha a senha e não lembrava qual havia colocado. Pedi no site um link para recadastramento. Deu certo. Em minutos, a Fazenda me reenviou uma opção de cadastramento e na mesma hora pedi o resgate do crédito. Pasmém, não sei se tudo parece a Ilha da Fantasia, se foi alguma pegadinha, mas no próprio site, coloquei os dados do banco e em dez dias (segundo informações da Fazenda), terei o crédito de SEISCENTOS REAIS em conta. Gente, é Brasil??????

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A vida na Irlanda do meu irmão


Já conheci gente de tudo que é tipo, raça, religião, nacionalidade. Já conheci inglês, italiano, alemão, americano, ucraniano, português, polonês, afegão, libanês, turco, chinês, holandês, belga, indiano, até paquistanês. Mas nunca um irlandês. Na verdade, mal tinha ouvido falar sobre a Irlanda, não fosse lá a terra natal do maior escritor da língua inglesa, James Joyce. Até que um dia, meu irmão resolve morar na Irlanda. Isso já tem um ano e meio e, desde então, venho conhecendo cada dia mais particularidades sobre a ilha de Joyce. Que meu irmão já se apossou de sua.

Ele costuma dizer que o povo lá é pra lá de vagabundo. Sem nenhum caráter, no melhor estilo Macunaíma. Que Mário de Andrade me perdoe no túmulo se eu ofender ao seu herói. Porém, por tudo que meu irmão conta, Dublin é a terra de Macunaíma. Lá, as pessoas só vão trabalhar se estão com vontade. Quer dizer, às vezes também vão sem vontade, para rir da cara dos manés brasileiros que ficam se matando. Meu irmão é um deles. Se bem que ele conta que se mata, mas eu não acredito muito. Ou será que ele já se esqueceu dos bons tempos de jornalista, jornada dupla entre Globo e Band e ainda faculdade? Ou de quando morávamos no Horto Florestal, ele estudava na Zona Leste e a Globo se mudou para a Berrini? Chamar “fritar uns ovinhos” de trabalho, para mim, é para querer parecer trabalhador. Ok, ele está na Irlanda.

Vagabundices a parte, estou tão cansada de viver na terra dos manés, que tenho pensado seriamente em me mudar para a Irlanda. Para que o estresse que vivemos aqui diariamente? Não levaremos nada desta vida. As notas da faculdade ficarão arquivadas no sistema e, quiçá, impressas em uma folha de papel, denominada histórico escolar. Não vai para o túmulo. O dinheiro que ganhamos a vida toda, se for muito, servirá para a discórdia entre os filhos. E se for pouco, também. Não vai para o túmulo. Tudo que fizemos de bom durante a vida ficará na memória das pessoas. Mas ficará mesmo em evidência qualquer mínima pisada de bola que tenhamos dado. E não levaremos os louros para o túmulo.

Desculpem-me pelo excesso de anáforas; é que cada vez que meu irmão fala da vida boa que é na ilha dele, tenho vontade de apertar a tecla “FODA-SE” e me mudar para lá. Desde que na Irlanda tenha antialérgicos para a família toda, senão, teremos de continuar como manés por aqui mesmo. E Mané no Brasil trabalha tão mais que um brasileiro dando de Mané na Irlanda...

Fala sério, Presidente - um apelo pelo Rio de Janeiro


A jornalista e escritora “teen” carioca Thalita Rebouças, cuja carreira internacional começa a deslanchar pela Europa, após estrondoso sucesso no Brasil, deveria voltar atrás em sua decisão de aposentar a personagem Malu, que protagonizou dez livros da série “Fala sério” e trazer um último e polêmico título à tona: “Fala sério, Presidente”.

O número de leitores hoje da Thalita é realmente grande e seu público só tende a crescer. Ela fala a linguagem do jovem, usando exatamente coisas sobre a vida dele. E política, por acaso, é coisa para jovem? Não sei, mas bem que poderíamos tentar. Afinal, qual era a faixa etária dos jovens brasileiros que pintaram suas caras e foram às ruas, em 2002, pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor? Tratavam-se de jovens, o futuro, o amanhã, aqui ou em qualquer outro lugar.

O que acontece no Rio de Janeiro é trágico, é triste, é insano. Particularmente, acho o Rio um dos lugares mais lindos do mundo. Enquanto muita gente sai do Brasil para conhecer o mundo sem colocar seus pés logo ali, sugiro que a postura mude. Conheçam o Rio de Janeiro. A cidade é um cartão postal, arquitetonicamente desenhada por Deus. Quer obra mais bela? O carioca é acolhedor, é um povo tranquilo, gostoso para se conviver. Tenho muitos amigos cariocas, outros amigos com outras naturalidades que vivem na Cidade Maravilhosa. Eu mesma adoraria viver lá. Se não fosse...

Se não fosse o crime organizado instalado no país por décadas, o Rio seria não só a Cidade Maravilhosa, mas a Cidade Perfeita para qualquer um viver.

Em 2004, meu irmão me emprestou o livro recém-lançado pelo jornalista global Caco Barcellos. Chorei durante a leitura e ao terminar, dividi com meu irmão a piedade que tive dos bandidos cariocas. Ele disse que eu não fui a única. O Caco escreveu o livro, talvez, com a intenção de provocar no leitor exatamente esse sentimento. Para mostrar que os bandidos são seres humanos, e que matam, roubam e traficam para pagar a comida do dia-a-dia e os advogados enquanto estão detidos.

A situação é caótica. E ninguém faz nada. Por quê?

Meu marido tem um amigo que é Doutor. Dá aula em uma universidade federal e acabou de passar trinta dias pelo interior de um estado nordestino. Voltou indignado com a miséria e a pobreza que encontrou por lá. Tentou encontrar uma pessoa para trabalhar em sua residência, para ajudar a esposa a cuidar da casa e dos filhos gêmeos. Não conseguiu. As respostas eram sempre as mesmas: “o governo nos dá o Bolsa Família, não precisamos trabalhar”.

Quando será que existirá no Brasil, uma política que pune o verdadeiro bandido, o político que rouba o contribuinte diariamente, e nada faz para dar uma solução para o problema do Rio de Janeiro? O problema do Rio é político e social, mas a sociedade nada pode fazer. Nós elegemos nossos representantes, porém, as cabeças pensantes do país não ganham bolsa família. O topo da pirâmide apenas paga impostos. A base, muito maior, recebe os benefícios dos impostos e cada vez mais tende a viver da esmola que o país lhe propicia. Aquilo é o suficiente. Ponto. Para que mais? Enquanto isso, nossa Cidade Maravilhosa é notícia no mundo todo.

Acorda Brasil, acorda Governo, povo brasileiro, vamos fazer alguma coisa? No “Estadão” de domingo, havia duas imagens e o título: “Jogo dos Sete Erros”. Eram imagens muito semelhantes. Só que uma foi tirada no auge da guerra do Iraque. A segunda, na semana passada, no Rio de Janeiro. O que será da cidade, se alguém não fizer algo rápido?


Enquanto ninguém faz nada, o jeito é contar com a fé e a proteção de Cristo. Na cidade e nos corações de cada cidadão.

O remédio? Ler, sempre ler


Semana passada, decidi que faltaria na faculdade por duas semanas. Queria colocar meus estudos em dia e me preparar para as avaliações finais. Mas com febre, dor de ouvido, dor de garganta, nariz entupido e peito doendo, quem é que consegue se concentrar em estudos? Se alguém conseguir, me passe a técnica.

Apesar de minha amiga Jaque achar que estou doente porque leio demais, nada como uma cama e um bom livro. Aproveitei ontem para ler “Vestido de Noiva”.

É até vergonhoso dizer que vivo em Sampa, a terra dos bons teatros, e nunca ter visto a uma montagem do clássico Rodrigueano. É a mais pura verdade, nunca assisti nem a peça nem tinha visto o filme. Então, ontem resolvi assistir ao filme. Quando chegou na metade, desisti. Ler o livro antes é sempre a melhor maneira, na minha opinião, de conseguir entender por completo uma obra, quando se finaliza com a dramatização, seja no palco, seja na tela. Terminei o livro ontem mesmo. São menos de cem páginas e uma leitura alucinante, como toda obra do Nelson Rodrigues.

O autor é comparado à Shakespeare; dizem ser ele o nosso Shakespeare. Com todo o respeito, o inglês foi um prodígio, foi um inovador e quinhentos anos após sua morte, ele é o ícone do teatro, não há o que se dizer. O nosso autor também inova, e muito. É completamente ousado, mas são estilos diferentes. Eu poderia amar Nelson Rodrigues e odiar Shakespeare e seria natural. Mas amo ambos. Quem não tem contato com a literatura, vale a pena conhecer e se esforçar um pouquinho. Garanto que não haverá arrependimento.

E para não achar que a vida é um grande teatro, resolvi ler meu livro de cabeceira. Mas antes, tenho de explicar o motivo de “A Hora da Estrela” ser meu livro de cabeceira. Há quase um ano e meio, entrei na Saraiva, pleno dia de semana, e resolvi ler Clarisse. Quis começar por sua obra-prima. Comprei o livro e iniciei a leitura diversas vezes. Há fatos na vida de Macabéa que são mais presentes em minha memória, do que fatos da minha própria vida. A questão é que não levei a leitura adiante em todas as vezes. E agora, finalmente, sai das vinte primeiras páginas e estou apaixonada pela história. Se ler me deixa doente, podem começar a chorar pela minha partida, pois o fim está próximo. Mas ler continua a ser o elixir da minha alma!

Na saúde e na doença


Ter febre é algo muito incômodo. Na verdade, acho que o pior estágio é quando a febre começa a baixar. Eu transpiro tanto, que fico incomodada. Ontem, já tinha tomado três banhos e não tinha mais forças sequer para ligar o chuveiro. Oito horas da noite, meu marido chegou do trabalho. Eu transpirando sem parar. Bom sinal, a febre estava passando. Mau sinal, transpirar é horrível. Pior ainda, dos três banhos, nenhum tinha sido de cabeça e corpo, de modo que minha cabeça fedia a Bastião.

O que é feder “a Bastião”? Bastião é meu avô paterno, quem acompanha esse blog, já ouviu falar nele. Meu avô sempre viveu em sua terra natal, Passos, MG. Vinha para São Paulo vez ou outra e revezava nas casas de três dos quatro filhos que aqui moravam, dentre eles, meu pai. A briga dos filhos e da nora, minha mãe, com o Bastião, sempre foram em relação a banho. Ele é totalmente europeu. Não toma banho e pronto, acha isso uma bobagem, algo totalmente desnecessário. Portanto, podem imaginar o cheiro que às vezes seu corpo exala? Se é que algo pode piorar, meu avô tem os cabelos lisinhos, e para deixá-los no lugar, usa a velha e boa banha de cozinha para assentar e dar brilho. Imaginem isso por dias sem lavar? Esse era o meu cheiro ontem, cheiro de Bastião.

Se meu pai fosse vivo, não estaria publicando este texto. Acho que ele não se sentiria confortável vendo o pai ser difamado pela rede. Mas não é difamação, é fato. Meu avô não deve nem saber que computadores existem. Vive isolado na roça, lá para as bandas das “Gerais”. Tenho uma única prima por parte de pai, que vive na Europa e também não tem contato com computadores, portanto, estou a salvo de críticas da família Lemos.

Contei tudo isso para dizer que não poderia lavar a cabeça tão tarde, com uma bela virada de tempo que deu em Sampa (pleonasmo vicioso) e a pneumonia. Tinha de dormir com a cabeça cheirando Bastião. E meu marido resistiu bravamente à noite toda, às minhas tosses, ao odor da minha cabeça, aos meus espirros noturnos. Disse que me ama de qualquer jeito e isso não importa para ele. Até me beijou. Isso é que é amor.

O pulso ainda pulsa (será?)


Semana passada, minha filha ficou doente. Levei à pediatra e era apenas uma gripe. Isso na segunda-feira. Na quarta, quando tínhamos retorno na otorrino, já era sinusite. Ela foi medicada e sarou. Na quinta, meu filho começou a dar sinais da gripe e na sexta eu já estava completamente congestionada. O fato é que os dois sararam e eu fui para o Pronto Socorro ontem.

Não sabia que ainda estava tão em voga o assunto “gripe suína”. Quando entrei no Oswaldo Cruz, a atendente já pediu que eu e minha cara óbvia de gripe forte higienizássemos as mãos e fizesse uso da máscara. Acatei o pedido. Antes mesmo de minha ficha médica estar completamente preenchida, já me colocaram em uma sala de isolamento, quando veio uma enfermeira fazer a triagem. Passei no teste. Afastada a suspeita da gripe H1N1, fui encaminhada para o setor “normal” de triagem e fui atendida por uma médica “especialista em gripe”. Foram pedidos dois exames de imagens, seios da face e pulmões, os quais estavam prontos em dez minutos. Diagnóstico: pneumonia e sinusite. Medicação, casa, repouso. Claro que não. E meu medo de as crianças, que estavam com uma tosse semelhante a minha, estarem doentes? Peguei os dois na escola e fui até o Samaritano. Fiquei horrorizada com a fila que estava no PS de adulto. Ainda bem que tenho direito a um hospital vazio. Agradeci a Deus. Mais ainda, após os dois terem sido examinados e não terem sequer uma gripe comum. Voltei para casa para começar meu repouso.

Minha amiga Jaque me ligou quando estava na porta da farmácia para comprar os remédios. Disse que eu fico doente porque leio muito. Na verdade, fico doente porque minha resistência cai; não tenho tempo de me alimentar direito, estou com vários problemas que independem de mim para serem solucionados. E antigamente, eu gritava, brigava, chutava o balde. Agora, finjo que não é comigo. Fico pensando que o fato de minha pressão não subir por não estar brigando, é sinal de que tudo está bem. Mentira. Quando a gente não grita, vira pneumonia.

Aliás, problemas, quem não os tem? Preciso aprender de verdade a desligar a tecla PREOCUPAÇÃO; preciso deixar a vida me levar, antes que a vida se vá!

Surpresa


Há nove dias que não acessava a internet. Tenho respondido alguns emails e mensagens do Orkut apenas pelo iPod. Meu sumiço não foi falta de assunto. Muito pelo contrário, a cabeça borbulhou nos últimos dias. Só que há doze dias, sofri um “acidente”. Parece patético, mas minha perna ainda tem marcas brasileiras... depois do tombo, fica roxo, vai ficando preto e quando começa a melhorar, torna-se tudo meio verde, meio amarelo. Estou neste estágio. Fora algumas escoriações em braços e pernas. Mas o pior foi o que aconteceu com meu computador. Para não machucar o rosto, na hora da queda, protegi meu rosto com o meu computador. Eis que ele começou a esquentar (o computador) e desliga repentinamente. Fiquei sem computador. Na verdade, ainda estou. Mais verdade ainda, na minha casa há quatro notebooks, sendo que três são única e exclusivamente meu. O pobre lesionado no acidente é uma verdadeira Ferrari. O outro, pode até chegar a um motor 1.6 qualquer, se eu desinstalar o Windows Vista. E o terceiro, um HP de última geração, comprado há cinco anos na Europa, se tornou peça de museu. Ainda tem o computador do meu marido, mas gosto mesmo é da minha Ferrari. Até que a HP conserte minha máquina, que ainda está na garantia, terei minhas resistências com as outras, mas cá estou eu hoje.

E por que o título “surpresa”? Vim falar sobre alguns assuntos pendentes e eis que vejo que meu blog recebeu mais de quinhentas visitas neste tempo em que fiquei ausente. Em seis meses, desde que meu irmão colocou para mim o contador, foram mais de dez mil visitas. Fiquei feliz por saber que tanta gente acessa o Blog da Pandinha. Afinal, ninguém escreve para não ser lido, nem que seja apenas por menos de cem pessoas, como já dizia Brás Cubas. E já que toquei em Machado, estou parecendo a personagem (que não me lembro o nome agora) que o Brás acaba não casando: bonita, mas cocha.

Obrigada por todos que me visitam e acompanham meus devaneios! Agora deixa eu continuar, pois tenho muitos assuntos!

domingo, 18 de outubro de 2009

Não quero ter um milhão de amigos

Quero apenas meus amigos de sempre. Meus amigos que, mesmo longe dos olhos, estão sempre perto do coração.

Na correria do dia-a-dia, vamos nos distanciando das pessoas que amamos. É casa para cuidar, é trabalho, é faculdade, é marido, são filhos, troca de empregada toda hora, alguém que fica doente em casa, as burocracias da vida, as quais não podemos simplesmente deletar. Não sobra tempo para viver.

Minha comadre, madrinha do meu filho, é minha amiga desde que eu tinha 10 anos de idade. Para quem tem (apenas) 35, é tempo pra caramba. Nossos filhos estudam na mesma escola e moramos muito distante: levamos três minutos com trânsito para chegar uma na casa da outra. E não nos visitamos.

Ora eu corro, ora ela corre. Ultimamente, nem em aniversários conseguimos mais nos ver. Ao telefone, fica difícil, pois ela usa muito o tal meio de comunicação que eu ODEIO para o trabalho, nunca conseguimos concluir um assunto.

Eis que ontem, fui tomar café da manhã na casa dela. Minha filha foi passar o final de semana na casa da minha madrinha e meu marido foi trabalhar. Peguei o pequeno, tomamos banho e fomos para a comadre.

A mãe dela está passando uma temporada por lá. Ela vendeu seu apartamento e comprou outro. A família que lhe vendeu o novo imóvel é uma das afortunadas clientes da Cyrela, aliás, do mesmo empreendimento que eu vou morar (um dia, quiçá) e, portanto, esstá desde o dia PRIMEIRO DE JUNHO aguardando sua morada. Então, a vovó Diva foi pra casa da filha e está gentilmente deixando com que a família continue a ter um lar, até que a Cyrela decida instalar a ela, a nossa família e as outras 238 infelizes famílias que devem estar em situação semelhante.

Gente, casa com avó é TUDO. Chegamos lá e tinha: frutas diversas cortadinhas, lavadinhas, picadinhas. Pãozinho fresco, bolo quentinho, arroz doce. E no almoço teve macarrão com molho de verdade, não os tais "pomarolas" da vida.

Tirando a parte da comida, tive uma manhã como não tinha fazia tempo. Conversamos muito, conseguimos colocar 2% dos assuntos em dia, as crianças (meu filho e o dela) se divertiram e voltei para casa quase 3 da tarde, com gostinho de quero mais.

Minha meta para 2010? Ter mais tempo para passar ao lado das pessoas que amo!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Inovando no mundo virtual


Há algum tempo, recebi um comentário em um post aqui no blog e sempre que um blogueiro novo posta algo, vou conhecer o blog da pessoa. Assim, conheci o blog da Thania. Gostei do blog, coloquei nos meus favoritos e passei a acompanhá-lo.

Tem dias que o blog dela vem fazendo um anúncio sobre uma colcha de retalhos e eu, como boa geminiana, estava curiosa para saber do que se tratava, até que no último domingo, veio a apresentação daquilo que a Thania vinha chamando havia dias: um novo blog, feito por dez mulheres brasileiras, que se conheceram virtualmente. Das afinidades entre elas, foi surgindo uma amizade, até que veio essa idéia do blog.

Só blogueiro entende a paixão que é blogar e acompanhar a outros blogs. Eu, particularmente, AMEI a idéia das meninas, e tenho lido todos os dias. Conheço pouco da Thania, mas será gostoso conhecer um pouco mais sobre cada uma delas.

Pode ser que alguém leia este post e pense: “nossa, como ela está atrasada, quantas pessoas já não se uniram para fazer algo semelhante”. Ok, respeitarei a opinião da pessoa, mas para mim, é uma idéia inovadora, a qual parabenizo a todas as meninas pela iniciativa.

Para quem acompanha a Pandinha, não deixem de conhecer: http://umacolchaderetalhos.blogspot.com/. E que “Uma Colcha de Retalhos” vire um sucesso internacional. Boa sorte, meninas!

Jornada de Educação - Fechamento


Hoje foi o fechamento da Jornada de Educação 2009 - no campus Marte da Uniban. A primeira apresentação do dia foi uma encenação do conto "O Corvo", de Edgar Allan Poe, adaptado por um grupo de alunos. Qual a adaptação? Literatura de Cordel.

Havia pedido para uma das professoras organizadoras, se poderia levar minha filha. Ontem, tive um sim como resposta e fiquei muito feliz. Ela, mais ainda, não só por faltar na escola, mas por ir à faculdade junto comigo. Minha filha sabia apenas que veríamos uma apresentação de "O Corvo", conto o qual já havíamos feito juntas a leitura, tal qual como "O Gato Preto", também do Poe.

Chegamos ao campus e eu na minha marcha lenta. Ontem, sofri um pequeno "acidente" e além de ter torcido o tornozelo direito, fiz um belo estrago no joelho e algumas batidas pelas coxa e quadril. Meu rosto foi salvo pelo meu notebook, que caiu antes e protegeu a face de qualquer escoriação. Em compensação, a cabeça está bastante sensível. Portanto, me restava apenas andar em passos de tartaruga. O importante era estar lá.

Qual não é minha surpresa, ao adentrar o auditório com minha filha? Ela olhou para o palco e me questionou: "Vai ser uma apresentação de Literatura de Cordel, mamãe?". Olhei para ela e perguntei como ela sabia. A resposta veio de maneira rápida e inteligente: "mamãe, se estudamos a cultura do Nordeste, também estudamos Literatura de Cordel, pois faz parte das tradições locais." Depois, tem gente que acha que não vale a pena estudar ou forçar os filhos a estudar até que entenda, até que compreenda aquilo que está em sua frente. Isso é construir o conhecimento e guardá-lo para sempre.

A apresentação foi MARAVILHOSA. Quero parabenizar meus colegas que organizaram e participaram da montagem. Caso haja a autorização do grupo, publicarei o vídeo no Youtube. Toda a encenação do personagem principal, que interpretou o "eu-lírico" Poeano foi impecável e emocionou aos presentes. Que outras iniciativas como a de hoje surjam nos próximos anos. Eu, como fã incondicional do Poe, sou suspeita para falar, mas surpreendeu até os leigos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Magistério: profissão ou sacerdócio?


Hoje, comemora-se no Brasil o dia de uma das profissões mais importantes em todo o mundo, porém, uma das menos valorizadas, ao menos aqui no nosso país.

O questionamento sobre magistério ou sacerdócio tem uma justificativa: elevar os professores a um degrau maior, muito além daquele que eles ocupam. A palavra sacerdócio tem origem grega, oriunda da tradução da palavra “kohén”, que no hebraico designa pessoas encarregadas das funções religiosas. No dicionário Aurélio, encontramos a palavra magistério, em uma de suas definições, como autoridade moral, doutrinal e intelectual. Mas quem realmente é o professor?

Professor é a primeira pessoa, após o núcleo familiar no qual uma criança está inserida, a qual ela prestará respeito, obediência e devoção. Professor é aquele ilustre ser que exerce sua profissão por dom, por um ideal de vida. Professor é aquele profissional prostituido no mercado de trabalho, desvalorizado pelo governo, marginalizado pela sociedade: “não sabia fazer nada na vida, virou professor”.

Não é qualquer um que pode ser professor. Poucas pessoas imaginam o que é chegar em uma sala de pré-escola, com dezenas de crianças muito pequenas, com as mais diferentes dificuldades, e ensiná-las, pouco a pouco, decodificar cada número, cada letra. Pacientemente, ensiná-las como juntar cada sinal gráfico para que palavras sejam formadas. Ver a evolução de cada pequeno indivíduo descobrindo o prazer ao dizer: “tia, eu já consigo ler meu nome”. Não há valor para pagar um prazer como esse.

A primeira professora é a tia querida de todo pequeno. Madalena Freire, educadora e filha do ilustre educador brasileiro, conhecido internacionalmente por suas obras e teorias educacionais, Paulo Freire, é contra as crianças chamarem assim, carinhosamente, aos seus professores. Eu, na minha humildade, discordo da Professora Madalena Freire. O fato de uma criança chamar aquela pessoa que está fazendo as primeiras intermediações no seu conhecimento formal de “tia”, não mudará o seu respeito por ela, não mudará o seu modo em vê-la. Ao contrário, ao meu ver, a relação com a “tia” só reforça o vínculo entre a criança e o adulto.

Com o passar da vida, mais e mais professores vão passando pela vida acadêmica de cada indivíduo. Cada um na sua especialidade, mas todos com a mesma função: ensinar.

Meus inúmeros professores me ensinaram várias coisas que estavam nos livros. Porém, o que ficou guardado dentro de mim como conhecimento, foram as coisas que me ensinaram sobre a vida. E ensinam até hoje, seja uma dica sobre um filho, seja uma nova maneira de enxergar os problemas, seja simplesmente na forma de me ouvir e me enxergar, como eu sou, respeitando o meu ser, sem crítica.

Para todos os professores que conheço, para todos que tive o prazer e a honra de chamar de “tio”, “tia” ou de professor, para todos os professores que passaram pela vida dos meus filhos, para aqueles que ainda passarão por elas, para aqueles que estão em processo de formação e para tantos que ainda virão: honrem com dignidade e amor a profissão que formará qualquer outro profissional; seja o que for que cada um queira ser na vida, ele só será se houver em sua jornada, a figura ilustre do PROFESSOR.

FELIZ DIA DOS PROFESSORES - Úrsula Hummel

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Parlendas


Há algum tempo, meu irmão postou no blog dele uma dúvida: “hoje é domingo, pé-de-cachimbo”, ou “hoje é domingo, pede cachimbo”?

Vou ter que confessar hoje, e ele vai ler minha confissão, que nunca havia pensado na segunda possibilidade. Para mim, desde a infância, domingo, pé-de-cachimbo. Mas ao ler a indagação, comecei a rir. Onde já se viu um pé-de-cachimbo? Ficava óbvio que usava-se o verbo pedir, e não o substantivo composto pé-de-cachimbo. Aproveitei a oportunidade para rir um pouco dele e chamá-lo de burro. Perde-se até o parente, mas jamais a piada.

Ontem, após chegarmos da festa e colocarmos as crianças para dormir, meu marido ligou a televisão na Cultura. Estava passando o programa do professor Pasquale e falava-se sobre as Parlendas. Claro que assistir a um programa assim, até para quem não é da área de Linguística ou goste de aprender curiosidades da própria língua, é sempre enriquecedor, culturalmente falando. O programa de ontem, porém, foi hilário.

O primeiro tema foi exatamente a parlenda questionada por meu irmão tempos atrás. Ainda mostraram vários desenhos de supostos “pés-de-cachimbos”. A explicação, óbvia, foi que o usado é o verbo, e não o substantivo.

O mais curioso, porém, foi outro clássico de qualquer infância, “batatinha quando nasce”; nessa, acho que nem meu irmão, que tem tempo de sobra para pensar em questões tão fundamentais para a vida, pensou. Todo mundo recita: “batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão”. O professor brincou muito, passando ao fundo da tela da televisão, imagens de batatinhas se esparramando por um chão qualquer. Então, qual é o correto? “Batatinha quando nasce, espalha rama pelo chão”. Eu e meu marido demos boas risadas com as descobertas até o final do programa. E ao dormir, sonhei com um grande pé-de-cachimbo.

Dia das Crianças

Foi-se o tempo em que feriado em São Paulo era sinônimo de paz. De uns anos para cá, por mais que as estradas estejam lotadas e congestionadas, a cidade não fica diferente. Assim, fica impossível fazer qualquer programa com a esperada paz de outrora, quando tudo estava vazio.

Há alguns anos, minha cunhada e um grupo de amigas tiveram a idéia de fazer a festa do dia das crianças, já que neste dia a possibilidade de levar os pequenos para brincar em qualquer lugar que não esteja lotado, é praticamente nula.

Minha cunhada é pedagoga e diretora de uma escola de teatro. Mas ela não é pedagoga por possuir um diploma de tal. Nasceu realmente para a profissão, portanto, a festa das crianças é apaixonante. Ela programa várias oficinas. Vai à 25 de Março fazer as compras e volta com muitas novidades, sempre. Na festa deste ano, houve oficina de biscoitos: com uma lata de leite condensado industrial, garrafas de leite de côco idem, várias latas de leite Ninho, canecas dos personagens favoritos das crianças e corante, os pequenos fizeram biscoitos coloridos. Não sei se alguém teve a coragem de comer, depois do manuseio de tantas mãozinhas remelentas manuseando a “meleca”. A segunda oficina foi de pintura de tela, com aquarela, a dedo. Cada criança recebeu sua tela, sua aquarela de tinta guache, copo de água e sugestões diversas de como fazer desenhos apenas com as impressões digitais. Eles amaram e cada um saiu satisfeito com sua obra de arte. Houve a famosa mesa de doces, quando cada pequeno avança com seu saquinho para encher de guloseimas, como se nunca tivessem visto em suas vidas algo parecido. Além das diversas brincadeiras que as duas animadoras contratadas fizeram, como as famosas tatuagens, esculturas de balões e outras corriqueiras das festas de aniversário, ainda havia uma gigante piscina de bolinhas e uma enorme cama elástica. As crianças ainda contaram com um piquenique cheio de coisas gostosas, que claro, os adultos também quiseram experimentar. No ano passado, havia barracas de cachorro-quente, hambúrgueres, pizza, pipoca e algodão-doce. Para os adultos, churrasco. Este ano, houve crepes variados, doces e salgados, servidos até as barrigas explodirem. Ao final da festa, tem o bolo com os parabéns para os homenageados do dia e logo após, vem a distribuição dos presentes. No ano passado, a coqueluche era o diabolô, que todos amaram. Ontem, ganharam a massinha que pula (e para quem ainda não conhece, corra até a loja de brinquedos mais próxima, pois ela é fantástica).

A iniciativa, na minha opinião, é genial. A festa começa na hora do almoço e vai até a hora que ninguém agüente mais e decida ir embora. Todos saem da festa almoçados, com lanche da tarde e jantar muito bem servidos. Além dos presentes que as crianças levam. Os custos da festa são divididos entre todos os presentes, adultos e crianças. E o valor é muito baixo. Com o valor que pagamos neste ano, que foi o mesmo do ano passado, não pagaríamos o almoço da nossa família em uma churrascaria. Então, valeu a pena pelo dia de diversão.
Para não ficar na diversão apenas entre as crianças, teve campeonato de truco e de dadinho, o qual meu marido foi o campeão e ganhou um troféu, recebido das mãos da nossa pequena sobrinha! O único inconveniente foi fazer com que as crianças acordassem hoje. Apesar de não ser segunda-feira, foi dia de branco e a vida voltou ao normal.

Aniversário do Gugu


Nosso feriado foi cheio de agitações, começando pelo sábado, com a comemoração do primeiro aniversário do Gugu. O Gugu é meu “primeiro neto”. Na verdade, ele é neto da minha querida amiga Alda, e filho da “nossa” filha do meio, a Lila.

Eu e a Alda nos conhecemos no primeiro ano da faculdade de Direito, em 1998, e ainda naquele ano, começamos a passar por momentos difíceis em nossas vidas. No final do ano, passamos as festas juntas, na praia, comemorando e tentando espantar as “zicas” do ano que entraria. Passei alguns dias sozinha na praia com as “nossas” filhas caçulas, a Lila e a Maguinha. Assim, adotei as duas para mim. A Alda ainda tem a filha mais velha, a Cris, que não adotei como filha, mas as quatro fazem parte da minha família espiritual, que Deus me abençoou alegremente. A Cris é casada com o André, o marido mais fofo do planeta. Sou apaixonada pelo André desde o momento em que o conheci. O casal começou a namorar quando morávamos fora do Brasil e casaram-se no mês em que voltamos. Não fomos ao casamento. Então, vim a conhecer o André só no chá de bebê do meu filho. Os dois têm uma princesinha, nossa amada Dudinha, que completou dois anos em fevereiro. E foi no aniversário do Gugu que minha filhotinha Maguinha me deu a notícia de que ficará noiva daqui quinze dias. Como assim? Ela não era uma criança? Era. Quando conheci a família “do Céu”, ela tinha a idade que minha filha tem hoje. Os anos se passaram, tantas coisas aconteceram, separações, casamentos, nascimentos e agora o último casamento daquela família. Do lado de cá, na casa dos “Hummel”, oxalá o primeiro casamento tarde ainda muitos anos.

Há um ano, fomos abençoados com a chegada do Gugu e após duas intermináveis semanas, ele saiu da UTI, dando graça às vidas de todos aqueles que o cercam.

A comemoração foi no salão de festas do condomínio que a Lila e a sua irmã mais velha, a Cris, moram. O tema? Cocoricó. A mesa estava linda, a festa estava estritamente familiar e ficamos muito felizes por poder fazer parte de um momento tão íntimo.

Os sogros da Lila, a única evangélica da família, são pastores. Pela primeira vez, vi uma homenagem de verdade em um aniversário: o agradecimento à Deus pela vida da criança e pela graça de ela estar com saúde e integrando com alegria sua família. Na hora dos parabéns, o pastor falou sobre uma passagem bíblica, para dar a voz para sua esposa, que fez uma oração pela vida do Gugu e pela felicidade do nosso pequeno junto aos seus pais, Lila e Lelo. O casamento dos dois aconteceu quando o meu filho ainda era um bebê de seis meses, exatamente no dia do aniversário de 37 anos do meu marido. Então, para nós, foi uma grande comemoração.

Gugu, que sua vida seja sempre uma bênção, com tantas pessoas que te amam cercadas ao seu redor. E que nossas famílias possam estar juntas por toda esta vida.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

E mais notícias do dia

Enquanto a págima principal de alguns jornais online destaca a notícia do dia, que é sobre o ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2009, entra repentinamente na Globo.com uma notícia de última hora. Não tive como deixar para lá. Dei um "print screen" na página para deixar registrada a situação da cidade que sediará as Olimpíadas em 2016. Vamos lá governantes, comecem fazendo pelo seu povo. Não deixem para 2016, para mostrar ao mundo que o Brasil é um grande país. O dia-a-dia, a realidade, é o que está abaixo:

Obama – Nobel da Paz em 2009


Enquanto o Brasil comemora as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, não em clima de “ganhamos”, mas sim de “os EUA perderam”, veja só quem é que ganha o que.

Enquanto o Brasil investirá dinheiro do contribuinte para fazer bonito para o mundo inteiro, li hoje na home page da minha amiga, no Orkut, que um conhecido seu faleceu hoje na fila do SUS, e o Brasil comemora ter trazido dois grandes eventos.

Enquanto o Brasil não possui meios de transportes descentes, o prefeito da maior cidade do país, com apenas 11 milhões de habitantes, proíbe e restringe a circulação dos ônibus fretados, fazendo o trânsito piorar. Mas vamos nos preocupar em juntar dinheiro para reformar o Morumbi.

Enquanto o Brasil aplaude o Lula, que trouxe em sua gestão os dois maiores eventos esportivos do mundo, o país nunca viu tanta roubalheira, tanto descaramento na política, e até censura em meios de comunicação, tal como na época da ditadura.

É isso aí minha gente, vamos comemorar mesmo. Viva as Olimpíadas. O nosso país deixou Chicago para traz e o Obama deixou todo mundo de boca aberta hoje. Vamos ver quem vai rir dele agora. Afinal, o ditado é “quem ri por último ri melhor”.
“Obama foi anunciado pelo Comitê Nobel como ganhador do prêmio por conta de seus esforços diplomáticos pela não-proliferação nuclear e pela paz.” – www.globo.com

Desabafo de mãe


Nunca pensei que ser mãe fosse algo tão difícil. Acho que a parte de sustentar um filho é a mais simples de todas. Não tenho medo dos meus filhos passarem fome. E não é arrogância falar isso. É que sempre haverá uma casa precisando de uma boa empregada doméstica e, apesar de nunca ter exercido a profissão, sei muito bem cuidar de uma casa, portanto, comida não faltará.

As dificuldades da maternidade, no meu caso, concentram-se no campo emocional. Como é difícil ver filho sofrer.

Minha filha me faz sofrer muito com os sofrimentos dela. Tenho vontade de voar no pescoço das meninas da idade dela, cada vez que ela volta da escola triste, ou passa um tempo brincando no condomínio e sobe magoada. Por que fazem mal a ela?

Ano passado, cheguei ao absurdo de descer no condomínio para brigar com uma criança. Disse que se ele chegasse perto da minha filha novamente, iria se ver comigo. Quanta insanidade fazer uma coisa assim.

Não sou o tipo de mãe super protetora. Pelo contrário, acho que crio meus filhos livres demais. Só não suporto a dor de vê-los sofrer.

Hoje, os dois voltaram felizes da escola. Houve festa de Dia das Crianças. Minha filha sai uns minutinhos antes do irmão e entrou no carro dizendo que o irmão chorou na escola, pois não foi sorteado nenhuma das vezes que a escola distribuiu brinquedos. Na verdade, a escola deu presente para todas as crianças, e apenas três brinquedos, jogos da Estrela, foram sorteados. Ele se sentiu excluído. Entrou no carro magoado.

Ontem, estava na faculdade e a enfermeira da escola me ligou. Disse que meu filho havia batido a cabeça. Sou tão desencanada com algumas coisas, que não dei grande importância ao fato. Se fosse grave, com certeza, ela não estaria falando comigo calmamente. Sei que é apenas um procedimento da escola. Desliguei o telefone e nem me lembrava mais do ocorrido.

Mas hoje, quando ele entrou no carro triste, por não ter ganhado um brinquedo no sorteio, sofri. O pior é que os três jogos sorteados, são jogos que eles as crianças têm em casa. Ou seja, ele não queria o brinquedo, queria ser sorteado, poderia ser até para ganhar uma caixa vazia. A questão era ganhar algo, e não o que ganhar. E ganhar algo no tal sorteio, não aquele brinquedo que todos os outros amigos ganharam.

Assim é ser mãe. É sofrer intensamente pelas mínimas coisas que fazem com que nossos filhos sofram.