terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O que é um presente?



Presente é aquilo que recebemos de alguém, com lindos embrulhos ou simples embalagens? Presente é algo comprado para firmar um compromisso social, coisas do tipo aniversário, dia das mães, Natal? Presente é o tempo em que vivemos, neste exato momento e só cabe a nós fazer deste tempo o melhor presente de todos? Cada um pode encontrar uma definição para a palavra presente, sem sequer consultar um dicionário. Para mim, presente é o que vivo diariamente com a minha família, nos momentos bons ou nas dificuldades.
Hoje vivi um presente. O Leleco sonha em andar de Metrô e como estamos em pleno início das férias, quando a mamãe ainda tem muito fôlego, decidi presentear meu pequeno com o tal passeio. Deixamos o carro em um estacionamento e fomos até um shopping. A emoção dele foi tão grande que o corpinho magrelinho enrijeceu, o coraçãozinho batia disparado, o sorriso só saia do rosto para dar lugar às palavras, que eram ditas sem sentido, sem coesão alguma, mas cheias de emoção. O ápice do passeio foi ao chegar frente ao Papai Noel: dentre tantos que ele já viu, resolveu hoje, impacientemente, perguntar ao bom velhinho se o seu PLABO (o pingüim dos Backyardigans) que ele pediu já estava pronto e obteve um SIM como resposta.
Em nosso passeio de ontem, antes de ver o Papai Noel, assistimos Madagascar 2. O filme começa contando como o leão Alex, protagonista, foi um dia parar em Nova Iorque. Meu pequenino chorou de emoção e eu, no escurinho do cinema, sequei minhas lágrimas maternas, colocando minha emoção à frente da dele. Dei uma volta no tempo. É tão gostosa essa fase de ilusão das crianças. Quando a Bibi era pequenina, tinha seus três aninhos, já havia decidido que profissão seguiria: seria chefe, igual ao papai. Uns dois anos depois, fomos jantar na casa do chefe do papai e ela se desiludiu; a supremacia do papai, de ser chefe e mandar em todo mundo, fez com que o reino dela desabasse. Naquele dia, ela decidiu ser caixa de supermercado, afinal, é a pessoa do caixa quem fica com todo o dinheiro. Mas a idolatria pelo papai não acabou. Ela chamava o papai de Lollo, que eu havia ensinado a ela que era o chocolate Milkbar na minha infância. O chocolate fofinho da Nestlé. Assim, o papai virou um Lollo. No Chile, ela passava horas na janela do quarto dela, que dava de frente para a janela dele no escritório, só observando. Se chegasse qualquer mulher perto do papai, lá gritava minha pequena: “mamãe, corre, tem uma ‘fanga’ perto do meu papai”. E este ano, tantos sonhos foram embora quando ela me contou que sabia que Papai Noel não existia, são os pais quem compram os presentes e fingem que é o Papai Noel.
Estes são verdadeiros presentes em nossas vidas, coisas, momentos, situações que ficam gravadas em nossas memórias e nos trazem à tona muitas emoções, cada vez que fazemos uma viagem ao tempo. É sensacional poder ter sido presenteada com um casal de filhos e ser chamada de “minha banca de nevi” cada vez que chamo o Leleco de “meu principito”; ver que a Bibi é imagem e semelhança do papai, copiando seus gestos, atitudes, ações. Oxalá ela tenha os mesmos princípios e valores do papai. Já terei então, cumprido minha função como mãe: formar o filho um ser que vale a pena ser!
Aqui é o balanço familiar de 2008: minha família é meu maior presente, presente em minha vida por todos os dias. E a ilusão juntamente com a infância, podem e devem estar presentes em todos os nossos momentos.

2 comentários:

  1. Minhas crianças estão crescendo. Ao menos eu estive lá em um dos Madagascar!! Yuuuupiiiiii
    bjocas

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