quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O que importa é o amor

Não sou uma pessoa supersticiosa. Ao contrário. Quando vejo uma escada, teimo em passar sob a tal, para provar que tudo é bobagem; ao cruzar com um gato preto, sei que aquele é meu dia de sorte.

Eu e o Milton nos separamos no sétimo ano dos nossos primeiros casamentos. Assim, um dos dois teve a idéia de não entrarmos nunca nos anos derivados de sete. Decidimos criar um ritual e renovar os votos do nosso casamento sempre que chegássemos aos tais múltiplos. E como em junho deste ano entramos no sétimo ano de casados, resolvemos trocar nossas alianças. Claro que a idéia consumista foi minha.

Entramos na Vivara e eu, com a minha praticidade, escolhi logo de cara o modelo. Ele não gostou do diamante que vinha no anel. Muito simples, em apenas quarenta dias, confeccionariam um novo par, uma peça com o diamante e a outra sem. Durante a espera, chega meu irmão e minha cunhada para despedirem-se da nossa família e com a surpresa do noivado e seu par de alianças. Dentre tantos pares, compramos exatamente as mesmas alianças. Após este episódio, perdi até a vontade de trocar meu precioso anelzinho, que comprei com tanto amor e carinho quando nos casamos no Chile, por aquele anel tão “popular”.

Passaram-se os 40 dias e recebi a ligação da vendedora, dizendo-me que as alianças estavam prontas. Fui buscá-las, mas sem empolgação. Foi com dor no coração que tirei (e senti a mesma coisa com o Milton), minha aliança querida. A nova não durou nem uma semana nas mãos. Começamos a perceber que várias pessoas tinham alianças como as nossas. E nem compramos em promoção, pois ainda hoje, é a aliança mais cara da loja. Mas decidimos voltar ao nosso primeiro símbolo de amor eterno e ao recolocarmos nossas velhas alianças, sentimos juntos que nunca deveríamos tê-las tirado.

Para os catorze anos de casamento, já decidimos: vamos para o Tahiti fazer uma cerimônia de casamento a dois. E com nossas primeiras alianças.

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