quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Um pequeno mundo com grandes príncipes

Estávamos todos na aula da Cris, ávidos por encerrar uma das últimas terças-feiras do ano letivo e fazendo o fechamento daquela aula. Em um clima de despedida, o que nos fez realmente tomarmos ciência do quão próximo está o fim de mais esta etapa, a sábia mestra nos surpreende com uma citação de Saint Exupéry, em “Le Petit Prince”: “Aqueles que passam por nós, não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”. Iniciamos uma breve discussão, concluindo sem pensar que muitas pessoas passam por nossas vidas sem deixar nada; por um instante, refleti e humildemente, concordei com a afirmação do Principito. Quantas pessoas até hoje passaram pela minha vida? Dezenas, centenas? Posso afirmar que nos meus trinta e quatro anos, inúmeras pessoas passaram por mim. E tenho uma grande certeza de que, de alguma maneira, todas elas deixaram algo e levaram algo, de bom ou ruim.

Tenho em mente a idéia de sempre fazer o bem. Aprendi isto no seio familiar. Venho de família humilde, de pessoas simples e, como sempre digo: “pobre, mas limpinhas”. Até as gerações que consegui chegar no meu estudo genealógico, não fui capaz de encontrar sequer uma pessoa que fosse bandido, ladrão, traficante, delinqüente. E não me vanglorio por vir de família assim, afinal, só Deus sabe o que cada um tem a cumprir aqui. Só que a raiz do “fazer o bem” foi plantada em mim e assim, espero plantar em meus filhos.

Aprendi semana passada com minha amiga Tânia que quando damos algo a alguém, não temos o direito de querer sequer saber o que a pessoa fará com aquilo, seja um objeto, seja um valor financeiro. Quando damos, nos libertamos, passamos adiante e quem recebe é o responsável pelo que fará com aquilo que lhe foi ofertado.

Unindo os conceitos de marcas que deixamos e o de fazer o bem, gostaria sinceramente que, durante minha trajetória, eu tenha sido capaz de deixar marcas positivas nas pessoas. E quando esta máxima não tenha sido verdadeira, gostaria de ter a oportunidade de me redimir, de fazer de novo, de recomeçar. Gostaria de aprender também a dar àqueles que marcaram de forma negativa, uma segunda oportunidade para fazer de novo. Gostaria de ansiar por um mundo novo, por um mundo melhor, por um mundo de amor e paz. Por um mundo de marcas positivas. Nada melhor que o próprio Exupéry para encerrar esta reflexão: “O amor verdadeiro começa lá, onde não se espera mais nada em troca”.

Um comentário:

  1. Vou postar anônima, quero ver se você lembra quem te aprensentou ao Pequeno Príncipe...

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