quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O caso do antimofo

Fiquei de dividir com todos esse cômico episódio que ocorreu na última terça-feira. Há dois anos, reformamos nosso apartamento, trocamos os armários embutidos de todos os quartos e um certo dia, começamos a perceber que havia roupas pretas mofando dentro da nossa suíte. Como alguns meses antes, ocorreu uma infiltração e o condomínio mandou impermeabilizar a fachada, entrei em contato com a administradora, que enviou-nos o engenheiro responsável pela obra. Acontece que, ao impermeabilizar o lado externo, nenhum produto foi aplicado internamente, de modo que trocamos os armários e a umidade ficou ali na parede. Desde então, para não desmontar tudo e remontar, usamos antimofos nas seis portas, trocados quinzenalmente.

Estou eu saindo correndo, duas crianças, duas mochilas, duas lancheiras, bolsa, sacola, material, celular, chave do carro, autorização da escola, enfim, mil coisas nas mãos e percebo que estou esquecendo algo. Abro a porta do armário, puxo uma caixa com as mãos lotadas, a caixa ameaça cair no chão, eu tento pegá-la e o que vem junto? A embalagem de antimofo, cheia, caindo aquela “lambrequeira” no chão. Para não me estressar aquela hora da manhã, deixei tudo como estava, abri a janela do quarto e fui embora. Dali a poucos minutos, a Nina chegaria e daria um jeito na situação.

Voltei para casa após o almoço e vejo a Nina passando roupa. Antes mesmo de entrar, perguntei-lhe sobre a “tragédia matinal” e vivi uma grande “tragicomédia”.

“- Então Úrsula, eu cheguei e vi tudo molhado. Eu sequei o chão, o armário, passei lustra-móveis, passei cera no piso, abri o potinho, lavei bem pois estava tudo sujo lá dentro, tirei as pedrinhas, lavei todas, sequei bem sequinho, enchi de água de novo e já coloquei dentro do armário de volta.”

Acho que a situação dispensa comentários. Sei que ninguém precisa saber o que é um antimofo, mas a história tem nos rendido boas gargalhadas!

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