quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eleições

ANO ELEITORAL

Prometi que este "post" teriam notícias asiáticas, mas vai ficar, quiçá, para um próximo. Nesta, vou falar sobre eleições. Quem já era leitor do meu extinto blog, deve estar se perguntando: "a Úrsula, falando sobre eleições?. Calma pessoas. Nada mudou. Continuo sendo um ser apolítico. O tema é graças a um SPAM que recebi dia desses. O título da mensagem, ipsis literis, TSE informa: Seu Título foi Cancelado TSE9964-2008.

Tal mensagem não veio direto para minha caixa de mensagens; ficou armazenada na pasta de lixo eletrônico, a qual eu olho toda vez que checo minhas mensagens, afinal, sempre pode haver algum amigo que mudou seu endereço eletrônico e meu servidor direcionará para o lixo. E estava lá tal mensagem.

Minha primeira reação? Felicidade. Mas foi momentânea. Lembrei que o prazo de validade do meu passaporte expirou este mês e preciso renová-lo. Quem sabe, um dia eu resolva assistir ao Faustão e bem neste dia, ele esteja fazendo um sorteio de uma viagem para as Ilhas Gregas e também neste dia, eu resolva ligar para participar de um concurso destes e, finalmente, para que meu ceticismo vá embora, eu seja a sorteada e tenha que embarcar em dois dias. Não daria tempo de fazer o passaporte. Fora isto, não vejo outra chance de ir para o exterior tão cedo.

O caso do passaporte vencido me fez ler a mensagem inteira. Dizia que meu título de eleitor estava cancelado, pois havia uma irregularidade com o meu CPF, estando AMBOS os documentos cancelados. Como eram seis horas da manhã, por alguns momentos, parei de raciocinar. Fui tomar banho e apertei o play novamente. Divaguei.

Em ano eleitoral, muito se ouve a respeito do "pensar muito bem em quem votar". Estou com trinta e quatro anos. Tirei meu título, OBRIGATORIAMENTE, aos dezoito. Em dezesseis anos, nunca votei. E não tenho vergonha alguma em falar isto, afinal, não se pode ser engraçada e politizada ao mesmo tempo. É pleonasmo, é redundância, é qualquer coisa. Mas não dá. Por isto, não voto. Não voto, pois nunca achei um político que me convencesse a tal. Acho arbitrário ter que votar obrigatoriamente. Acredito e defendo a liberdade do indivíduo, o direito de ir e vir e o direito ao voto facultativo. Tá, ativistas políticos dizem que o voto é uma grande conquista. Concordo. Em gênero, número e grau. Mas discordo da obrigatoriedade, pois há pessoas que não sabem votar (nem precisamos citar números, porcentagens ou mencionar pesquisas que corroboram isto). Há pessoas que não estão afim de votar. Há pessoas que não tem candidato.

Não contei ainda, mas meu novo vício chama-se AUDIO-LIVRO. Em MP3, um livro vem inteiro compactado em um CD, com 8, 10 horas de gravação da obra na íntegra. E fiz a releitura de "Feliz Ano Velho". Sempre admirei o Marcelo e a família Rubens Paiva pela forma como superaram a perda do patriarca. Mas minha maior admiração pelo Marcelo é seu envolvimento e entendimento político desde a adolescência. Esta releitura veio em um momento bastante propício, que pude repensar minha posição política. E continuei com a mesma opinião. Não tenho candidato, não entendo de política, não quero entender de política e não votarei para Prefeito e Vereador nas próximas eleições.

Ontem, voltando da Vila Mariana, vim ouvindo uma reportagem da Soninha na Band News. Ela disse EXATAMENTE o que sempre pensei. As pessoas não sabem qual a função de cada político dentro da engrenagem governamental. O povo não distingue os três poderes e suas funções. Nossa população (e tantas outras) desconhece o que um Vereador pode realmente fazer, quais os trâmites para que um projeto seja aprovado, qual a diferença nas esferas municipais, estaduais e nacionais dentro do poder Executivo. Ouve-se candidatos falando das grandiosas mudanças que farão na área educacional e compra-se o peixe, sem entender que uma mudança nesta área é de suma importância para que nosso país caminhe para um lado evolutivo, porém, não é um prefeito que fará tal mudança, a coisa é muito maior do que se imagina.

Minha mensagem: reflitam, pensem, votem consciente, procurem saber qual a possibilidade do seu candidato viabilizar tudo aquilo que promete e cobre, faça a sua parte quando der a um político, a responsabilidade de representá-lo como cidadão. Faça seu voto valer a pena!

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